Saturday, December 31, 2011
I Dig it 075
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Sergio Vieira da Silva
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12/31/2011 01:15:00 AM
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Marcadores: Brasil, governo, I Dig vFull, jazz, judiciário, justiça, liberdade
Friday, December 30, 2011
DESDOBRADO
Dez1979
O sentido humano sobreveio ao sentido terreno,
E em nosso corpo este engano habita,
Ludibriando de mil maneiras essa única paixão.
Desde o nascimento o Homem não é seu,
É apenas uma sublimação às avessas,
Uma espuma de sal sobre suas ondas,
Um reflexo deformado do seu brilho,
Uma única fé imutável e crédula, obstinada.
A dor e a alegria fundem-se numa inócua determinação,
De salvação (ou perdão), de insensatez (ou razão).
E na situação de uma qualquer moral,
Que sobrevém à instância de um pensamento,
O gasoso transforma-se em sólido.
O Homem é um jejum do ser humano.
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Sergio Vieira da Silva
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12/30/2011 10:25:00 PM
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Thursday, December 22, 2011
Imagens dispensam palavras
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Sergio Vieira da Silva
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12/22/2011 02:20:00 PM
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Saturday, November 19, 2011
I Dig it 074
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Sergio Vieira da Silva
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11/19/2011 12:36:00 AM
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Tuesday, November 08, 2011
Universitários e universitários
Os jovens de hoje precisam saber que Paulo Maluf NÃO é símbolo da ditadura (ele é apenas um aproveitadorzinho que encontrou respaldo em um bando de ladrões e idiotas). Os jovens precisam ser lembrados o que determinava o AI-5.
Éramos afoitos? Claro que sim! Assim como todos jovens fomos à luta sem lenço nem documento, mas não éramos estúpidos. Para chamar a atençäo pichávamos os muros com ABAIXO A DITADURA! Para promulgar ideais democráticos a gente se reunia na surdina, cantávamos em butecos, nos mobilizávamos em campus e, sim, ocupávamos espaços estratégicos que permitissem uma fuga rápida por inúmeras rotas (Ibiúna? Nunca mais! Né, Zé Dirceu?!). Invasão e depredação de bem público era exatamente o oposto que a lógica do movimento de resistência ao estado militar opressor desejava (até a LIBELU sabia disso!). A doutrina era "não dê motivo!". Ações rápidas, impactantes e bem visíveis (hoje chamam isso de flashmob). Se um grupo "desse bobera", o pau cantava e o de arara era usado nos porōes.
Nos meados dos 1970 a união estudantil massiva e bem documentada pelos meios de comunicação permitiram os discursos ideológicos sobre ditadura, liberdade democrática e direitos civis... O resto é história.
Hoje vivemos pleno Estado de Direito, temos uma Constituição - se não perfeita, bastante eficaz - há eleições diretas para todos os níveis do executivo e legislativo (O judiciário? Bem, isso é outra estória e outra pedra em meu sapato democrático), podemos nos organizar livremente em grupos e associações, podemos promulgar quaisquer ideias na "interwebs", ou seja, podemos expressar novas posturas, exigir modificações, arregimentar seguidores... Repito: Temos uma Lei que nos dá direitos e que estabelece deveres. Assim, pergunto:
Catzo! O que passou pela cabeça dos estudantes que invadiram na marra e depredaram o edifício da reitoria da USP? Com o apoio de alguns funcionários da universidade, alguns estudantes tentaram criar um fato de fulcro administrativo (colocar o reitor em uma saia-justa através da invasão e ocupação) e de motivação ideológica (contra uma possível privatização da Universidade orquestrada pelo governador Geraldo e conduzida pelo reitor Rodas). Ou seja, um equívoco anárquico com palavras de ordem anacrônicas, e que acabou como começou, um mero caso de infração legal e de polícia, com setenta e poucos jovens que agora responderão como bandidinhos comuns por invasão, depredação de bem público e desrespeito a decisão judicial... Nota: o cerne da questões "educação de nível superior" e "funcionalismo público" encontra-se anos-luz da gritaria universitária. Como diria um grande pensador que sabiamente vive em Pittsburg: "Isso tudo é barulho de lata!"
Sérgio Vieira
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Sergio Vieira da Silva
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11/08/2011 09:31:00 PM
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Sunday, October 16, 2011
COMPREENDENDO
Agosto/11/1975
Soa a árvore vital me encontro
Só, sentado, de bruços, deitado
Sonolento (não importa)
De qualquer maneira,
Meus dedos rasgam a terra
Eroticamente penetrando,
Rasgando o hímen da juventude
Procurando, sem saber, as raízes
Minha sede é saciada
Pelo orvalho, que de manhã
Goteja pelas folhas mais velhas
E minha fome é alimentada
Mastigando frutos verdes ainda
Dos ramos baixos;
E mais fundo, meus dedos tentam penetrar
Dissipando minh'alma jovem num sonho azul
- "borboletante" -
No espaço,
No incrível vácuo do nada.
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Sergio Vieira da Silva
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10/16/2011 08:41:00 PM
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Thursday, October 13, 2011
Lion mezzo Lippy
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Sergio Vieira da Silva
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10/13/2011 06:39:00 PM
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Tuesday, October 11, 2011
I Dig it 073
Andiamo avanti
Nas primeiras décadas do século 16 era possível perceber o estabelecimento de alguns grupos de exilados políticos ou de degredados italianos no Brasil. Paradoxalmente, foi apenas depois da unificação da Itália (1870) que começou a se organizar o grande processo migratório para a América – que se transformaria, no período 1880-1902, em um enorme movimento de massas, figurando os Estados Unidos e a Argentina como principais países de destino. Brasil era o terceiro destino preferido, porém vários imigrantes chegaram aqui no Brasil por engano, afinal America é America, capice?
De perto, a Merica e o próprio processo de imigração eram bem diferentes do que se havia sonhado. Começava pelas agruras da longa viagem marítima – dois meses em veleiros, até o final da década de 1870, e de quase 30 dias nos barcos a vapor, dali por diante.
A fermentação operária que se produzia no Brasil entre 1905 e 1920, com o descontentamento dos trabalhadores devido aos salários baixos, à exploração do trabalho feminino e infantil, à falta de assistência de saúde e à precariedade de alimentação e moradia, valeu-se de um grande número de imigrantes, que logo se distribuíram em grupos organizados, principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.
Com os italianos emigraram também para o Brasil seus santos prediletos – cuja devoção floresce até hoje, principalmente aqui em São Paulo. Tradicionais são algumas festas, abundantes em missas solenes, procissões e grandes feiras gastronômicas.
No mundo cultural paulistano, ficaram famosos os filodrammatici, sociedades teatrais amadoras que se espalharam pela cidade de 1898 em diante. Enquanto as companhias locais mantinham um repertório provinciano, “caipira”, recheado de chanchadas que apenas pretendiam fazer rir, o teatro italiano fazia circular ideias avançadas e estimulava o debate de questões sociais, com um repertório dramático que incluía os maiores autores internacionais da época, enriquecido ainda pela eventual participação de grandes artistas europeus que nos visitaram no período.
Página: 297
Família: 30790
Ano: 1902
Nome: NAZZARENO
Sobrenome: SOCCIARELLI
Sexo: Masculino
Nacionalidade: ITALIANA
Idade: 32
Est. Civil: CASADO
Religião: Católica
Procedência: Porto de NAPOLI
Data Nasc.: não informada
Profissão: AGRICULTOR
Destino: SÃO SIMÃO
Vapor: SEMPIONE
Chegada: Porto de Santos - 11/01/1902
Euphêmia era filha de Nazzareno Socciarelli e Magdalena Marini Socciarelli. Seus irmãos: Ester, Enrico e Rosa.
Nazareno Socciarelli, era genioso, ainda em Grádoli, na Itália se envolveu numa briga e deu uma canivetada na coxa de um indivíduo que estava apartando a briga. Passou meses escondido da polícia em uma região de morros, onde - diz a lenda familiar - havia umas ruínas.
Segundo Ester Giuseppa Socciarelli, ela tinha 6 anos na época e às escondida, levava comida para o pai. Ainda, segundo Ester, a polícia local chegou a pedir soldados da "alta Itália" para perseguir Nazzareno. Os soldados descobriram que a menina se encontrava com o pai, e tentaram fazê-la contar onde ele se escondia, mas ela, não entregou o local do esconderijo.
Uma vez, na calada da noite, ele foi para casa. Um soldado e um oficial dos carabineri estavam de campana e ele foi preso. Magdalena, a esposa, abriu a porta e empurrou o oficial escadaria abaixo e levou do soldado um golpe na testa que abriu um talho. Ela foi presa. Como tinha um filho de colo, ficou com a criança na cela. O síndaco de Grádoli mandou então uma mensagem a Nazzareno. Que ele avaliasse até onde tinha chegado tudo aquilo, o risco que sua família estava correndo, sua esposa presa. Propôs que ele se entregasse à polícia e que ele, o síndaco, alimentaria sua família enquanto ele estivesse preso. Ele se entregou mas ameaçou o síndaco que arrancaria e comeria sua orelha se ele não cumprisse o trato. Foi condenado e cumpriu pena na Ísola de l'Erba, o prefeito cumpriu a promessa e não perdeu a orelha.
Em 1901 Nazzareno e sua familia deixaram a pequena propriedade para os demais Socciarelli e vieram para o Brasil. Durante a viagem Magdalena deu à luz a Humberto. O casal e seus cinco filhos foram trabalhar com outros 3.100 emigrantes que chegavam naquele ano na região de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, mais precisamente na fazenda Sinhá Junqueira. A família Socciarelli se deslocou ainda para uma ou duas outras fazendas de café entre a região de Ribeirão Preto, Ourinhos e o norte do Paraná antes dos filhos se casarem e se fixarem.
Euphêmia Socciarelli se casou aqui no Brasil com o também emigrante Alexandre Rosa (este um pobre bastardo, abandonado ainda bebe para adoção na Itália), se fixando em Ourinhos, SP.
O casal teve 8 filhos: 5 homens - Joaquim, Humberto, Ernesto, Hugo e Alfredo e 3 mulheres Zulmira, Alzira e Olga - que deu à luz José Milton, Iria Tereza, Luiz Antônio e Ada Maria, minha mãe.
Compacto Duplo - Lado A: Once Upon A Time In America (Ennio Morricone); Homo Sapiens: Siammo Tutti Oriundi! Lado B: A Penesse* (folclore italiano - Lazio); Background: Tarantella; Tarantella Rosi i Scuri; Santa Luciota; La N'drezzata; I Disertori; Se Chanta; La Cupa Cupa; Ballu Tundu Iogurescu; Tutti Ci Hanno Querche Cosa*; Morte di Gesù* (folclore italiano)
(*) canções gentilmente pesquisadas e recolhidas por Vito Andolini - Radio Rossopomodoro Podcast
TUTTI CI HANNO QUARCHE COSA
Tutti ci hanno qualche cosa
er più misero só io
trallallero lallero lallero
trallallero lallero lallà
Tutta copra di coloro
che su fanno er concistoro
e c'è pure chi si lagna
che non rende la campagna
Chi lavora è pallido e giallo
va sempre a piedi e mai a cavallo
Chi lavora fa la gobba
chi non lavora fa la roba
Strofette che si cantavano, insieme a numerose altre dello stesso tenore, a Tarquinia (Viterbo), all'inizio del secolo, quando un cambiamento di colture mise in crisi l'economia agricola locale, estendendo il latifondo e trasformando numerosi coltivatori diretti in braccianti e disoccupati. Registrate a Tarquinia in ripetute occasioni da Gianni Kezich, Marco Muller e Sandro Portelli.
MORTE DI GESÙ
Morte di Gesù, Maria s'affanna
e il figlio fu legato alla colonna
Giuda che lo tradì non se ne 'nzonna
Popolo piangete, voi gente v'inchinate
che il redentore vostre l'hanno ammazzate
Morte di Gesù, Maria s'affanna
e il figlio fu legato alla colonna
che fu battuto da gente tiranna
Giuda che lo tradì non se ne 'nzonna
Quand'era nell'orto e il padre suo pregava
e se mi vuoi inchiodato fammi risorto
Quand'era arrivato allí trent'anni
aveva incominciati li suoi affami
Quando li trent'anni 'aveva passati
e i giorni suoi d'amore bell'e finiti
Morte di Gesù, Maria s'affanna
e il figlio fu legato alla colonna
che fu battuto da gente tiranna
Giuda che lo tradì non se ne 'nzonna
Figlio mio figlio assassinato
ti giuro che sarai ma vendicato
E va da Giovanni, il suo grande amore
giura che mio figlio hai da vendicare
Risponde Giovanni con grande sentimento
ci penseranno gli altri a far giuramento
Nel nome de Dio ti sapremo vendicare
nei giorni che saranno ti posso dire
Morte di Gesù, Maria s'affanna
e il figlio fu legato alla colonna
che fu battuto da gente tiranna
Giuda che lo tradì non se ne 'nzonna
E morte di Gesù, Maria s'affanna
nel vendere il figlio alla colonna
Morte di Gesù, Maria s'accora
tiene dietro al figlio finché si mora
Canto religioso del venerdì santo, eseguito sia durante le processioni sia durante la questua delle uova. Una versione, cantata da Giovanna Marini, rifacendosi a due lezioni, una raccolta del Reatino, ;'altra ascoltata dall'esecutrice a Cassino, è stata pubblicata in Controcanale 70, I Dischi del Sole, DS 1003/5. Cfr. anche la versione raccolta da Eugenio Cirese e pubblicata in Canti popolari della provincia di Rieti. Rieti, 1945. La presente versione rifonde alcuni elementi tratti sia dal testo della Marini, sia dalla lezione pubblicata dal Cirese.
A PENNESE
Lo vojo salutà s'it'alla messa
che lo mio amore fore m'aspetta
fore m'aspetta
Dove sei stata bella tanto tempo
ancora porti i fiori dell'está.
É notte è notte lu patron sospira
dice ch'è stata corta la giorná.
(lo voglio salutare, se è andato alla messa / il mio amore che me aspetta fuori / mi aspetta fuori / Dove sei stata bella tanto tempo / porti ancora i fiori dell'estate / É notte è notte il padrone sospira / dice che è stata corta la giornata)
Il canto a "pennese" è una forma di canto monostrofico di lavoro, ormai entrato a far parte del repertorio d'osteria, a causa del suo progressivo distacco dalle situazioni di lavoro. La registrazioni originale, su cui si basa la rielaborazione del Canzoniere del Lazio, effettuata sa Sandro Portelli a Marcelina (Roma) l'1/7/1970 sono pubblicate in La Sabina. Canti, balli, riti in una ricerca sul campo Sandro Portelli. I Dischi del Sole, DS, 517/19.
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Sergio Vieira da Silva
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10/11/2011 01:11:00 AM
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Wednesday, September 21, 2011
Lambert the sheepish lion
Uma das melhores animações clássicas (produzida pelos estúdios Disney em 1951) de todos os tempos.
Prestem atenção na expressão do lobo na cena do penhasco quando percebe o Lambert, magnífico e hilário...
post scriptum: Grato ao @castrezana por lembrar disso no seu OMEDI
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Sergio Vieira da Silva
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9/21/2011 11:48:00 AM
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Wednesday, August 31, 2011
O Brasil? Não! O brasil mesmo.
Também indignado meu irmão - aquele paulistano perdido há 10 anos lá em Salvador - crava no twitpic o seguinte:
Luis Vieira da Silva August 31, 2011

Gostei da capa do Jornal a Tarde aqui da Bahia. Sob o manto do voto secreto, 265 deputados livraram a Jaqueline Roriz da cassação. Muito óbvio: para tentar impedir o precedente de cassações por atos da vida pregressa. Como se por passe de mágica a pessoa eleita por voto direto, passa a ser ética, "ficha limpa". Está certo o Arnaldo Jabor que diz ser a corrupção uma forma de governo no Brasil. Ao que se completa, uma forma de legislar também, pelo que a câmara comprova. VOTO SECRETO na câmara: Eu quero saber em que meu deputado vota!
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Sergio Vieira da Silva
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8/31/2011 02:48:00 PM
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