Saturday, December 31, 2011

I Dig it 075


Hoje é dia de Podcast Impressões Digitais na versão Full, edição nº 75 de 29 de dezembro do ano gregoriano de 2011.
Intro: 
Se você prestou atenção na letra da música de abertura - Aqui é o País do Futebol de Wilson Simonal - notou uma crítica nada velada à ditadura que vivíamos nos idos de 1970. A mesma ditadura que estabeleceu a censura a qualquer texto, música, foto, montagem teatral ou filme antes de divulgado publicamente. Conseguimos uma democracia ainda cheia de vícios e maniqueísmos, certo, agora depende das novas gerações expurgarem o ranço coronelista que ainda recobre nossas instituições.
O Manual do Torneiro Mecânico: 
Desta vez deixo a tecnologia de lado e comento sobre as sarfanagens de nossa jovem  democracia.
Os Pensamentos do seu Milton, o guru do méier: 
"Todos os países são difíceis de governar. Só o Brasil é impossível, pois aqui acabar com a corrupção é o objetivo supremo de quem ainda não chegou ao poder. E para os que estão no poder é clara e cristalina a noção de que o crime não compensa, porque, quando compensa, não é crime."
Caiu Na Rede: 
Comento sobre um paradoxo midiático recente: frente a um mesmo fato a velha mídia de massa silenciou-se, enquanto a nova mídia, da massa, botou a boca no trombone.
É a Ignoranssa qui Astravanca u Porgréssio:  
A EUROZONA ou A ZONA EUROPEIA, uma estória de como u'a moeda política nasceu, cresceu e corre risco de morrer torta.
Jazz em Paz
Money (Pink Floyd) - porém do album The Jazz Side of the Moon
Campanha Cidadã Eleições 2012
Como eu sou brasileiro e não desisto, continuo divulgo minha Campanha Cidadã Eleições 2012: 
ATÉ AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES, ENCHA MUITO O SACO DE SEU REPRESENTANTE NO LEGISLATIVO!
Quanto as eleições para prefeito: preste bem atenção no que você vai fazer.

BackGround:
Breathe; On the run part 1; Time; Any colour you like; The great gig in the sky; Us and them; Money; Brain damage; e On the run part 2 (do album The Jazz Side of the Moon com os músicos Seamus Blake, Ari Hoering, Mike Moreno e Sam Yahel)


Friday, December 30, 2011

DESDOBRADO

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Dez1979

O sentido humano sobreveio ao sentido terreno,

E em nosso corpo este engano habita,

Ludibriando de mil maneiras essa única paixão.

Desde o nascimento o Homem não é seu,

É apenas uma sublimação às avessas,

Uma espuma de sal sobre suas ondas,

Um reflexo deformado do seu brilho,

Uma única fé imutável e crédula, obstinada.

A dor e a alegria fundem-se numa inócua determinação,

De salvação (ou perdão), de insensatez (ou razão).

E na situação de uma qualquer moral,

Que sobrevém à instância de um pensamento,

O gasoso transforma-se em sólido.

O Homem é um jejum do ser humano.

 

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Thursday, December 22, 2011

Imagens dispensam palavras

Teresópolis Dezembro 2011 (quase 12 meses após os deslizamentos)
e
Japão 3 meses após o terremoto E tsunami

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Saturday, November 19, 2011

I Dig it 074



I Dig it 074 v. LP 018 (playlist)

Blues In The Night - Benny Goodman
Swingtime in the Rockies - Benny Goodman
A String of Pearls - Glenn Miller
All The Cats Join In - Benny Goodman
You Turned The Tables On Me - Benny Goodman
American Patrol - Glenn Miller
You Brought A New Kind Of Love To Me - Benny Goodman
Jumpin' At The Woodside - Benny Goodman
Anvil Chorus - Glenn Miller
Flat Foot Floogee - Benny Goodman
Moonglow 2 - Benny Goodman
Sunrise Seranade - Glenn Miller
One O' Clock Jump - Benny Goodman
Goodnight My Love - Benny Goodman

email: idigitais@gmail.com - skype: v.sergio - twitter: @sergiovds
http://impressoes.vocepod.com - http://sergiovds.blogspot.com - http://sergiovds.wordpress.com

Tuesday, November 08, 2011

Universitários e universitários

Gente jovem reunida nos anos 70 só acontecia nos recônditos da resistência ou para encarar a PM. E nessas horas sabíamos que a segunda opção podia ser mortal, ou melhor, a maioria não sabia, seguia - entusiasticamente - os mais corajosos e safos. Pois, no confronto direto os "milico" levavam sempre vantagem. A estudantaiada encarava o "choque" não porque achava que iria ganhar... A situação era simples: não havia opção! Estávamos em uma ditadura perpetrada por um golpe e sem garantias de cidadania alguma! Era assim ou não era.
Os jovens de hoje precisam saber que Paulo Maluf NÃO é símbolo da ditadura (ele é apenas um aproveitadorzinho que encontrou respaldo em um bando de ladrões e idiotas). Os jovens precisam ser lembrados o que determinava o AI-5.
Éramos afoitos? Claro que sim! Assim como todos jovens fomos à luta sem lenço nem documento, mas não éramos estúpidos. Para chamar a atençäo pichávamos os muros com ABAIXO A DITADURA! Para promulgar ideais democráticos a gente se reunia na surdina, cantávamos em butecos, nos mobilizávamos em campus e, sim, ocupávamos espaços estratégicos que permitissem uma fuga rápida por inúmeras rotas (Ibiúna? Nunca mais! Né, Zé Dirceu?!). Invasão e depredação de bem público era exatamente o oposto que a lógica do movimento de resistência ao estado militar opressor desejava (até a LIBELU sabia disso!). A doutrina era "não dê motivo!". Ações rápidas, impactantes e bem visíveis (hoje chamam isso de flashmob). Se um grupo "desse bobera", o pau cantava e o de arara era usado nos porōes.
Nos meados dos 1970 a união estudantil massiva e bem documentada pelos meios de comunicação permitiram os discursos ideológicos sobre ditadura, liberdade democrática e direitos civis... O resto é história.
Hoje vivemos pleno Estado de Direito, temos uma Constituição - se não perfeita, bastante eficaz - há eleições diretas para todos os níveis do executivo e legislativo (O judiciário? Bem, isso é outra estória e outra pedra em meu sapato democrático), podemos nos organizar livremente em grupos e associações, podemos promulgar quaisquer ideias na "interwebs", ou seja, podemos expressar novas posturas, exigir modificações, arregimentar seguidores... Repito: Temos uma Lei que nos dá direitos e que estabelece deveres. Assim, pergunto:
Catzo! O que passou pela cabeça dos estudantes que invadiram na marra e depredaram o edifício da reitoria da USP? Com o apoio de alguns funcionários da universidade, alguns estudantes tentaram criar um fato de fulcro administrativo (colocar o reitor em uma saia-justa através da invasão e ocupação) e de motivação ideológica (contra uma possível privatização da Universidade orquestrada pelo governador Geraldo e conduzida pelo reitor Rodas). Ou seja, um equívoco anárquico com palavras de ordem anacrônicas, e que acabou como começou, um mero caso de infração legal e de polícia, com setenta e poucos jovens que agora responderão como bandidinhos comuns por invasão, depredação de bem público e desrespeito a decisão judicial... Nota: o cerne da questões "educação de nível superior" e "funcionalismo público" encontra-se anos-luz da gritaria universitária. Como diria um grande pensador que sabiamente vive em Pittsburg: "Isso tudo é barulho de lata!"


Sérgio Vieira

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Sunday, October 16, 2011

COMPREENDENDO

Agosto/11/1975

Soa a árvore vital me encontro

Só, sentado, de bruços, deitado

Sonolento (não importa)

De qualquer maneira,

Meus dedos rasgam a terra

Eroticamente penetrando,

Rasgando o hímen da juventude

Procurando, sem saber, as raízes

Minha sede é saciada

Pelo orvalho, que de manhã

Goteja pelas folhas mais velhas

E minha fome é alimentada

Mastigando frutos verdes ainda

Dos ramos baixos;

E mais fundo, meus dedos tentam penetrar

Dissipando minh'alma jovem num sonho azul

- "borboletante" -

No espaço,

No incrível vácuo do nada.

 

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Thursday, October 13, 2011

Lion mezzo Lippy

Olha so o comportamento do wake up no Lion

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Tuesday, October 11, 2011

I Dig it 073



I Dig it 073 v. CD
Siamo tutti Oriundi, ê?!
Aproveitando as comemorações dos 150 anos da unificação da Itália, o Brasil irá promover, entre outubro de 2011 e junho de 2012, o Momento Itália-Brasil. Esta série de eventos visa, além de enfatizar as relações sócio-culturais das duas nações, obviamente fortalecer as relações comerciais. Várias ações culturais e de aproximações comerciais manterá os dois países em festa durante todo o período. Exposições de grandes nomes da pintura, além de mostras temáticas, filmes, espetáculos teatrais e de balé percorrerão várias capitais brasileiras durante todo o ano, ao mesmo tempo em que uma seleção cinematográfica,  nos atualizarão com o que há de melhor nessas áreas. Neste Impressões eu conto um pouco da saga dos imigrantes italianos, que a partir dos 1870 até o pós-Segunda Guerra Mundial, formaram a maior quantidade de estrangeiros que para cá vieram, “fazer a América”.


Andiamo avanti
Nas primeiras décadas do século 16 era possível perceber o estabelecimento de alguns grupos de exilados políticos ou de degredados italianos no Brasil. Paradoxalmente, foi apenas depois da unificação da Itália (1870) que começou a se organizar o grande processo migratório para a América – que se transformaria, no período 1880-1902, em um enorme movimento de massas, figurando os Estados Unidos e a Argentina como principais países de destino. Brasil era o terceiro destino preferido, porém vários imigrantes chegaram aqui no Brasil por engano, afinal America é America, capice?
Mas este emigrantes italianos chegavam num paraíso terrestre ou num inferno tropical?
De perto, a Merica e o próprio processo de imigração eram bem diferentes do que se havia sonhado. Começava pelas agruras da longa viagem marítima – dois meses em veleiros, até o final da década de 1870, e de quase 30 dias nos barcos a vapor, dali por diante. 
Como imigrantes italianos, além de oriundi, tutti noi viramo anarquistas... graças a Deus!
A fermentação operária que se produzia no Brasil entre 1905 e 1920, com o descontentamento dos trabalhadores devido aos salários baixos, à exploração do trabalho feminino e infantil, à falta de assistência de saúde e à precariedade de alimentação e moradia, valeu-se de um grande número de imigrantes, que logo se distribuíram em grupos organizados, principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.
As Influências culturais ou foi a confluência natural das mudanças?
O elemento linguístico e literário, a imprensa, o início das políticas assistenciais e o teatro.

Migna Terra (Juó Bananére - pseudônimo de Alexandre Marcondes Machado): 
Migna terra tê parmeras, 
Che ganta inzima o sabiá.
As aves che stó aqui,
Tembê tuttos sabi gorgeá.
A abobora celestia tambê,
Che tê lá na mia terra,
Tê moltos millió di strella
Che non tê na Ingraterra.
Os rios lá sô maise grandi
Dus rios di tuttas naçó;
I os matto si perde di vista,
Nu meio da imensidó.
Na migna terra tê parmeras
Dove ganta a galigna dangola;
Na migna terra tê o Vap'relli,
Chi só anda di gartolla.
Com meus bisavós também vieram alguns santos, vários milagres e muita comida
Com os italianos emigraram também para o Brasil seus santos prediletos – cuja devoção floresce até hoje, principalmente aqui em São Paulo. Tradicionais são algumas festas, abundantes em missas solenes, procissões e grandes feiras gastronômicas.
Se Jorge Amado produziu seus Capitães da Areia, nós paulistas, ganhamos os capitães da indústria
Não é possível estudar a história da industrialização no Brasil sem ressaltar o papel das empresas italianas, principalmente nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
il dramma, la commedia...
No mundo cultural paulistano, ficaram famosos os filodrammatici, sociedades teatrais amadoras que se espalharam pela cidade de 1898 em diante. Enquanto as companhias locais mantinham um repertório provinciano, “caipira”, recheado de chanchadas que apenas pretendiam fazer rir, o teatro italiano fazia circular ideias avançadas e estimulava o debate de questões sociais, com um repertório dramático que incluía os maiores autores internacionais da época, enriquecido ainda pela eventual participação de grandes artistas europeus que nos visitaram no período. 
...
Dados da Certidão do Arquivo publico do Estado de São Paulo:
Livro: 070
Página: 297
Família: 30790
Ano: 1902
Nome: NAZZARENO
Sobrenome: SOCCIARELLI
Sexo: Masculino
Nacionalidade: ITALIANA
Idade: 32
Est. Civil: CASADO
Religião: Católica
Procedência: Porto de NAPOLI
Data Nasc.: não informada
Profissão: AGRICULTOR
Destino: SÃO SIMÃO
Vapor: SEMPIONE
Chegada: Porto de Santos - 11/01/1902
...
Euphêmia nasceu na "comune" de Grádoli, província de Viterbo, na região de Lazio, Itália, na divisa com a Toscana. Sua família possuia uma minúscula propriedade às margens do lago de Bolsena, e era muito grande, ou seja pouca comida e muitas bocas. 
Euphêmia era filha de Nazzareno Socciarelli e Magdalena Marini Socciarelli. Seus irmãos: Ester, Enrico e Rosa. 
Nazareno Socciarelli, era genioso, ainda em Grádoli, na Itália se envolveu numa briga e deu uma canivetada na coxa de um indivíduo que estava apartando a briga. Passou meses escondido da polícia em uma região de morros, onde - diz a lenda familiar - havia umas ruínas. 
Segundo Ester Giuseppa Socciarelli, ela tinha 6 anos na época e às escondida, levava comida para o pai. Ainda, segundo Ester, a polícia local chegou a pedir soldados da "alta Itália" para perseguir Nazzareno. Os soldados descobriram que a menina se encontrava com o pai, e tentaram fazê-la contar onde ele se escondia, mas ela, não entregou o local do esconderijo.
Uma vez, na calada da noite, ele foi para casa. Um soldado e um oficial dos carabineri estavam de campana e ele foi preso. Magdalena, a esposa, abriu a porta e empurrou o oficial escadaria abaixo e levou do soldado um golpe na testa que abriu um talho. Ela foi presa. Como tinha um filho de colo, ficou com a criança na cela. O síndaco de Grádoli mandou então uma mensagem a Nazzareno. Que ele avaliasse até onde tinha chegado tudo aquilo, o risco que sua família estava correndo, sua esposa presa. Propôs que ele se entregasse à polícia e que ele, o síndaco, alimentaria sua família enquanto ele estivesse preso. Ele se entregou mas ameaçou o síndaco que arrancaria e comeria sua orelha se ele não cumprisse o trato. Foi condenado e cumpriu pena na Ísola de l'Erba, o prefeito cumpriu a promessa e não perdeu a orelha.
Em 1901 Nazzareno e sua familia deixaram a pequena propriedade para os demais Socciarelli e vieram para o Brasil. Durante a viagem Magdalena deu à luz a Humberto. O casal e seus cinco filhos foram trabalhar com outros 3.100 emigrantes que chegavam naquele ano na região de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, mais precisamente na fazenda Sinhá Junqueira. A família Socciarelli se deslocou ainda para uma ou duas outras fazendas de café entre a região de Ribeirão Preto, Ourinhos e o norte do Paraná antes dos filhos se casarem e se fixarem.
Euphêmia Socciarelli se casou aqui no Brasil com o também emigrante Alexandre Rosa (este um pobre bastardo, abandonado ainda bebe para adoção na Itália), se fixando em Ourinhos, SP. 
O casal teve 8 filhos: 5 homens - Joaquim, Humberto, Ernesto, Hugo e Alfredo e 3 mulheres Zulmira, Alzira e Olga - que deu à luz José Milton, Iria Tereza, Luiz Antônio e Ada Maria, minha mãe.


Compacto Duplo - Lado A: Once Upon A Time In America (Ennio Morricone); Homo Sapiens: Siammo Tutti Oriundi! Lado B: A Penesse* (folclore italiano - Lazio); Background: Tarantella; Tarantella Rosi i Scuri; Santa Luciota; La N'drezzata; I Disertori; Se Chanta; La Cupa Cupa; Ballu Tundu Iogurescu; Tutti Ci Hanno Querche Cosa*; Morte di Gesù* (folclore italiano)


(*) canções gentilmente pesquisadas e recolhidas por Vito Andolini - Radio Rossopomodoro Podcast 



TUTTI CI HANNO QUARCHE COSA


Tutti ci hanno qualche cosa
er più misero só io
trallallero lallero lallero
trallallero lallero lallà
Tutta copra di coloro
che su fanno er concistoro
e c'è pure chi si lagna
che non rende la campagna
Chi lavora è pallido e giallo
va sempre a piedi e mai a cavallo
Chi lavora fa la gobba 
chi non lavora fa la roba


Strofette che si cantavano, insieme a numerose altre dello stesso tenore, a Tarquinia (Viterbo), all'inizio del secolo, quando un cambiamento di colture mise in crisi l'economia agricola locale, estendendo il latifondo e trasformando numerosi coltivatori diretti in braccianti e disoccupati. Registrate a Tarquinia in ripetute occasioni da Gianni Kezich, Marco Muller e Sandro Portelli.




MORTE DI GESÙ
Morte di Gesù, Maria s'affanna
e il figlio fu legato alla colonna
Giuda che lo tradì non se ne 'nzonna
Popolo piangete, voi gente v'inchinate
che il redentore vostre l'hanno ammazzate
Morte di Gesù, Maria s'affanna
e il figlio fu legato alla colonna
che fu battuto da gente tiranna
Giuda che lo tradì non se ne 'nzonna
Quand'era nell'orto e il padre suo pregava
e se mi vuoi inchiodato fammi risorto
Quand'era arrivato allí trent'anni
aveva incominciati li suoi affami
Quando li trent'anni 'aveva passati
e i giorni suoi d'amore bell'e finiti
Morte di Gesù, Maria s'affanna
e il figlio fu legato alla colonna
che fu battuto da gente tiranna
Giuda che lo tradì non se ne 'nzonna
Figlio mio figlio assassinato
ti giuro che sarai ma vendicato
E va da Giovanni, il suo grande amore
giura che mio figlio hai da vendicare
Risponde Giovanni con grande sentimento
ci penseranno gli altri a far giuramento
Nel nome de Dio ti sapremo vendicare
nei giorni che saranno ti posso dire
Morte di Gesù, Maria s'affanna
e il figlio fu legato alla colonna
che fu battuto da gente tiranna
Giuda che lo tradì non se ne 'nzonna
E morte di Gesù, Maria s'affanna
nel vendere il figlio alla colonna
Morte di Gesù, Maria s'accora
tiene dietro al figlio finché si mora


Canto religioso del venerdì santo, eseguito sia durante le processioni sia durante la questua delle uova. Una versione, cantata da Giovanna Marini, rifacendosi a due lezioni, una raccolta del Reatino, ;'altra ascoltata dall'esecutrice a Cassino, è stata pubblicata in Controcanale 70, I Dischi del Sole, DS 1003/5. Cfr. anche la versione raccolta da Eugenio Cirese e pubblicata in Canti popolari della provincia di Rieti. Rieti, 1945. La presente versione rifonde alcuni elementi tratti sia dal testo della Marini, sia dalla lezione pubblicata dal Cirese.




A PENNESE
Lo vojo salutà s'it'alla messa
che lo mio amore fore m'aspetta
fore m'aspetta
Dove sei stata bella tanto tempo
ancora porti i fiori dell'está.
É notte è notte lu patron sospira
dice ch'è stata corta la giorná.
(lo voglio salutare, se è andato alla messa / il mio amore che me aspetta fuori / mi aspetta fuori / Dove sei stata bella tanto tempo / porti ancora i fiori dell'estate / É notte è notte il padrone sospira / dice che è stata corta la giornata)


Il canto a "pennese" è una forma di canto monostrofico di lavoro, ormai entrato a far parte del repertorio d'osteria, a causa del suo progressivo distacco dalle situazioni di lavoro. La registrazioni originale, su cui si basa la rielaborazione del Canzoniere del Lazio, effettuata sa Sandro Portelli a Marcelina (Roma) l'1/7/1970 sono pubblicate in La Sabina. Canti, balli, riti in una ricerca sul campo Sandro Portelli. I Dischi del Sole, DS, 517/19.

Wednesday, September 21, 2011

Lambert the sheepish lion

Uma das melhores animações clássicas (produzida pelos estúdios Disney em 1951) de todos os tempos.
Prestem atenção na expressão do lobo na cena do penhasco quando percebe o Lambert, magnífico e hilário...



post scriptum: Grato ao @castrezana por lembrar disso no seu OMEDI

Wednesday, August 31, 2011

O Brasil? Não! O brasil mesmo.

Também indignado meu irmão - aquele paulistano perdido há 10 anos lá em Salvador - crava no twitpic o seguinte:

@luisinho_vieira

Luis Vieira da Silva August 31, 2011

Gostei da capa do Jornal a Tarde aqui da Bahia. Sob o manto do voto secreto, 265 deputados livraram a Jaqueline Roriz da cassação. Muito óbvio: para tentar impedir o precedente de cassações por atos da vida pregressa. Como se por passe de mágica a pessoa eleita por voto direto, passa a ser ética, "ficha limpa". Está certo o Arnaldo Jabor que diz ser a corrupção uma forma de governo no Brasil. Ao que se completa, uma forma de legislar também, pelo que a câmara comprova. VOTO SECRETO na câmara: Eu quero saber em que meu deputado vota!

Gostei da capa do Jornal a Tarde aqui da Bahia. Sob o manto do voto secreto, 265 deputados livraram a Jaqueline Roriz da cassação. Muito óbvio: para tentar impedir o precedente de cassações por atos da vida pregressa. Como se por passe de mágica a pessoa eleita por voto direto, passa a ser ética, "ficha limpa". Está certo o Arnaldo Jabor que diz ser a corrupção uma forma de governo no Brasil. Ao que se completa, uma forma de legislar também, pelo que a câmara comprova. VOTO SECRETO na câmara: Eu quero saber em que meu deputado vota!

Ao longo de todos esses muitos anos desde a eleição do Collor (quando realmente voltamos a ser um democracia) tenho me batido e me esgoelado em alertar os que me ouvem sobre o despreparo não só do povo, não só do deputado mas das instituições ditas democráticas para a prática libertária da democracia.
Tudo o que esperávamos do Brasil acaba sendo uma quimera, visto que o que impera (e aqui o verbo é mais que apropriado) é o brasil, é - em todos os níveis da sociedade - o conluio criminoso travestido ora de grupo de camelôs, ora de milicianos, ou de associações de classes E até de representação política!!! 
Nós não mais elegemos doutas pessoas possuidoras de reputação sócio-econômica e probidade. Se na base do protesto e descrédito muitos elegem o Tiririca e o Romário, ao menos não fazem como nós, cuja ignorância e empáfia nos seda no momento de elegermos sisudos senhores, os quais à socapa declaram, anonimamente e em acachapante maioria, que uma pessoa que cometeu ato de corrupção ativa, comprovada em vídeo claro e inconteste, antes de tomar posse não fere o decoro do ambiente de trabalho destes senhores!? Qualquer criança de 10 anos reconhece no ato a auto-defesa, a preparação de uma ambiente onde a criminosidade pode se abrir ad infinitum (né seu Paulo Maluf?).
Para quem não sabe, ou se esqueceu, o fim do voto secreto para as casas parlamentares de toda a Nação foi votado e aprovadao em 1ª instância pelos deputados no fervor do caso do Mensalão (o do Zé Dirceu, não o do Azeredo, que de quebra aprontou o AI5 Digital que tá dando uma dor de cabeça desgraçada pro @samadeu), e depois disso encontra-se devidamente ENGAVETADO no Congresso. É isso mesmo! Os presidentes, comissões, o escambau não levam pra frente o Projeto de Emenda Consitucional nº 50 de 2006, deixam o PEC tá lá paradinho na gaveta.
Com certeza algum deputado deve pegar essa bandeira (o PEC estacionado) para amealhar simpatia de nós bocós-de-mola (e aqui cabe a pergunta: Por que não fez antes, cáspita?).
Nossa deputaiada conseguiu avançar mais um pouquinho aquilo que Renan Calheiros e os seus comparsas conseguiram em 2007... (caso você não lembre do ocorrido ouça meu comentário na série Tomate Cru Internacional do Podcast Rádio Rossopomodoro). 
Olha, eu sei que pode parecer um exagero, uma grosseiria minha para com as casas legislativas da Federação, mas aquilo não pode mais ser chamado de Congresso, mas sim de Cosa Nostra.


 

 

 

 

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