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Wednesday, December 20, 2006

I Dig it 024

Hoje é dia de Impressões Digitais - Compacto Duplo em sua vigésima-quarta edição.




LADO A: Monk Main Title Theme (by Jeff Beal)

LADO B: It's a Jungle Out There (Randy Newman)


It's a jungle out there
Disorder and confusion everywhere
No one seems to care
Well I do
Hey, who's in charge here?
It's a jungle out there
Poison in the very air we breathe
Do you know what's in the water that you drink?
Well I do, and it's amazing
People think I'm crazy, 'cause I worry all the time
If you paid attention, you'd be worried too
You better pay attention
Or this world we love so much might just kill you
I could be wrong now, but I don't think so
'cause it's a jungle out there
It's a jungle out there


Dentre os blogs que eu acompanho - de modo bem voyeur e tímido - descobri, no blog da Sheila Leirner, um assunto que me assombra e intriga há alguns anos: a crise da arte contemporânea.

Li de um só fôlego a entrevista desta, que já foi curadora de duas bienais aqui de São Paulo apesar de morar há 15 anos em Paris, ao jornal Valor Econômico. E, após me recuperar das gargalhas devidas à total incapacidade do repórter-entrevistador de dizer coisa-com-coisa e de sua absoluta falta de domínio do assunto, me dei conta que ela havia citado, no prefácio do referido post, uma frase atribuída ao pensador francês Jean Baudrillard (cujas idéias eu já havia tomado contato).

Pronto! Foi o que bastou para eu definir o tema para o Impressões Digitais versão Compacto Duplo

Homo Sapiens - Partindo da minha ojeriza por multidões e da propícia (?) época natalícia para esta suruba populacional, consumística e pseudo-cultural, passo pelo hedonismo comercial global que estrutura uma bestialidade social. Baseando-me nos conceitos de Jean Baudrillard, nos campos da semiótica e a da sociologia, desenvolvo a análise dos fatores (principalmente de valorização de símbolos auto-referenciados) da atual crise artística e cultural.

Olha só a estética (arte moderna) em todo seu "esplendor":




BackGround - Não resisti... além de homenagear a Sheila que utilizou este tema com Charles Trenet em um videocast delicioso, faço uma brincadeirinha de contra-ponto ao tema do Homo Sapiens, utilizando 7 versões de C'EST SI BON (Charles Trenet, Ivon Cury, Eartha Kitt, Lisa Ono, Mireille Mathieu, Yves Montand e Paul Muriat).

A seguir a letra da versão gravada em 1953 por Eartha Kitt (que por sinal foi uma das duas intérpretes da Mulher-Gato no seriado Batman dos anos 60)


C'est si bon (Henri Betti & André Homez)

C'est si bon,
De partir n'importe où,
Bras dessus bras dessous,
En chantant des chansons,
C'est si bon,
De se dire des mots doux -
De petit rien du tout -
Mais qui en disent long.

En voyant notre mine ravie
Les passants dans la rue, nous envient
C'est si bon,
De guetter dans ses yeux
Un espoir merveilleux
Qui donne le frisson

C'est si bon
Ces petit's sensations
ça vaut mieux qu'un million.
C'est tell'ment, tell'ment bon

Voilà C'est bon
Les passants dans la rue
Bras dessus bras dessous
En chantant des chansons
Quel espoir merveilleux
Uummm - C'est bon.

Je cherche un millionnaire
Avec des grands "Cadillac car"
"Mink coats" - Des bijoux
Jusqu'au cou, tu sais?

C'est bon
Cette petit' sensation
Ou peut-être quelqu'un
avec un petit yacht, no?


Aahhh C'est bon
C'est bon, C'est bon
Vous savez bien que j'attendrai
quelqu'un qui pourrait m'apporter
beaucoup de "loot."

Ce soir?, Demain?, La semaine prochain?
N'importe quand.
Uummm - C'est bon - si bon
Il sera très - crazy, no?
Voilà, c'est tell'ment bon!

Saturday, December 09, 2006

Relaxando

Tirei uns dias p'ra relaxar e esquecer um pouco o dia-a-dia profissional... e por que não dizer das conectividades eletrônicas... mas assim como a gente sempre dá uma olhadinha naquele programinha brega da tv que alguém tá assistindo, fui dar uma verificada no Impressões e olha só: Ego inflado!!!!!!

Não costumo fazer isso, mas como a massagem no velho ego aqui foi muuuuito eficaz, reproduzo a seguir o que foi postado lá no I Dig, a minha resposta e o cometário do Ricardo Jurczyk Pinheiro do blog Estúdio da Instrospecção

POST DO RICARDO (no I Dig it 023):
Sérgio, seu podcast é ótimo, inclusive comentei lá no meu blog, a minha admiração e o meu apreço pelo seu trabalho (o link tá aí em cima, eu mandei 4 posts sobre os podcasts que ouço regularmente). Só uma coisa: 1 Kb é 1024 bytes. Pq? Pq 1 bit tem 2 possibilidades. 1 byte tem 8 bits, que são 2^8 possibilidades (256). Logo, 1 Kbyte é 2^10 bytes = 1024 bytes. E por aí vai. Não é 1000 bytes, como você acabou falando. Parabéns pelo podcast ótimo que você faz, você falou de topologia algébrica de um jeito que nem eu, que sou matemático, ousaria tentar falar. Um grande abraço, Ricardo. (PS: Confesso que não vejo muita graça nos especiais, mas... Quando sai o IDig 024?).


MINHA RESPOSTA:

Caro Ricardo
Antes de mais nada eu devo agradecer profundamente os elogios e - claro! - a opinião sincera sobre a falta de graça nos especiais (você tem toda razão ele é uma piada só para os podcasters envolvidos, meio hermético mesmo... mas fazer o quê, né?!)... Agora, deixa eu defender meu peixe... como você comentou no I Dig 23 sobre um assunto do I Dig 21 fiquei meio confuso, mas como sou engenheiro eu perdôo o matemático, nós somos meio desparafusados mesmo :P.
Quando citei que um bit era 0 ou 1 e um byte possuia 8 bits, evitei propositadamente a entrada no mundo da base 2... e sabe porque? Acho que dentre meus parcos ouvintes só você é matemático :P...
Na verdade iria ser muito árido explicar a "igualdade" que 1 kbyte é igual (lembre-se kilo. simbolo do International System para 1000) a 1024 bits, por isso correlacionei as quantidades e prefixos (kilo, mega, et cetera) com "milhares de " e no final afirmei "em computês um exabyte significa 1 quitilhão e quaquaraquaquá de unidades"... Tanto que no LogEntry eu apresento os valores de cada dimensão e indico que o nº possui a "ordem de 1 seguindo de tantos zeros). Tudo para não misturar base 2 com base 10...
Após ter escrito tudo isto respondendo seu post notei que o link leva ao seu blog, então vou reproduzí-lo lá também.
E agora lustrando meu peixe... caro Ricardo eu não sei como agradecer seus comentários aqui em seu blog... realmente fiquei totalmente sem palavras.... muito obrigado...


BLOG DO RICARDO:

27 Novembro 2006

Podcasts que tenho ouvido - 4
(...)
Impressões Digitais: O Sérgio Vieira é dono de um dos podcasts mais intrigantes e inteligentes, senão o mais interessante de todos os que tenho ouvido ultimamente. O Sérgio não é nenhum garoto (está quase queimando óleo 5.0), e a gente não consegue entender qual é a sua especialidade, a sua formação. Mas com fino humor, ironia afiadíssima, observação atenta e comentários matadores, ele faz do seu podcast uma das melhores audições que tenho tido hoje em dia. Confesso que admirava-o, mas virei fã quando na seção O Manual do Torneiro Mecânico, ele dissecou um problema de Matemática Pura (mais especificamente, de Topologia Algébrica), que nem eu, que sou matemático, seria capaz de explicar. Um dos últimos ele tratou de Física Nuclear, e da pesquisa com aceleradores de partículas, de uma maneira primorosa. A campanha dele "Não reeleja ninguém para o Congresso Nacional" parece que surtiu efeito, com 46% de mudanças nessa próxima legislatura. Enfim, um podcast que vale a pena ouvir. Confesso que não achei muita graça nos especiais, homenageando outros podcasts... Mas as transmissões daquela rádio do interior (esqueci o nome) são ótimas, e os aforismos do pensador Arkady são muito criativos - pena que acabaram, mas se bem que ele trocou a seção por outra... Recomendo fortemente a audição. (...)


Agora, sinceramente, é ou não é p'ra divulgar um elogio desse?!

Vermelhinho de vergonha, mas de "bola cheia" só posso dizer: MUITO OBRIGADO.

Sunday, December 03, 2006

Atendendo a pedidos

Nada como a brasilidade caipora para exigir algo meio esquecido... então vamulá:

Special 2 (Complemento) - me aporrinharam pacas por não colocar a letra da Marvada (Moda da) Pinga? Pois assim, aqui está:

Marvada Pinga

Com a marvada pinga
É que eu me atrapaio
Eu pego no
copo e já dou meu taio
Eu chego na venda e dali não saio
Ali memo eu bebo
Ali memo eu caio
Só pra carregar
nunca dei trabaio
Oi lá
Sempre bebo a pinga
Porque gosto dela
Bebo da branquinha,
Bebo da
amarela
Eu bebo no copo, bebo na tigela
Bebo temperada
com cravo e canela
Seja em qualquer tempo vai
Pinga na
goela
Oi lá
Venho da cidade
Já venho cantando
Trago um garrafão
Que venho chupando
Venho pro
caminho,
Venho trupicando
Chutando o barranco
Venho cambetiando
No lugar que eu caio
Já fico
roncando
Oi lá
Não largo da pinga
Nem que eu tome
pito
Que é de inclinação eu acho bonito
O cheiro da
pinga fico meio aflito
Bebo uma garrafa e já quero um
litro
Já fico babando crio dois espírito
Oi lá
Pinga temperada eu não modifico
Quem manda no bule
Eu chupo no bico
Vou rolar na pueira
Que nem
tico-tico
Vou de quatro pé destripando o bico
Junta a
mosquiteira
Mas eu não implico
Oi lá
A muié me
disse
Ela me falou
Largue dessa pinga
Peço por
favor
Prosa de muié
Nunca dei valor
Bebo no sol
quente
Pra esfriar o calor
E bebo de noite pra fazer
suador
Oi lá
A muié me disse
Largue de beber
Pois eu com essa pinga
Hei de combatê
Você fique
quieto largue
De tremer
Depois que se embriaga
Não levanto ocê
Vô deixá da pinga
Só quando eu
morre...

Nem preciso explicar que este negócio de "folk lore" cria variações de obras populares... o popular "telefone sem-fio", e a atual internet toda-loca, onde qualquer um copia (mal), modifica ou re-escreve (pior ainda) algo que já é de 3ª, 4ª mão - ou pior, totalmente "fake"- e publica como obra inédita (normalmente "própria", né?). Assm, segue abaixo a variação popular da "Marvada Pinga" que também é uma obra anônima...


Moda Da Pinga ( variação da Marvada Pinga )

Com a marvada pinga que eu me atrapaio
Entro na venda já dou meu taio
Pego no copo e dalí não saio
Alí mermo eu bebo, alí mermo eu caio
Só prá carregar nunca dei trabalho
Venho da cidade, venho cantando
Com um garrafão que venho chupando
Venho pro caminho venho trupicando
Chutando os barrancos venho cambeteando
No lugar que eu caio já fico roncando
A muié me disse ela me falou
Largue de beber peço por favor
Prosa de muié nunca dei valor
Bebo com sol quente prá esfriar o calor
E bebo de noite prá fazer suador
Cada vez que eu caio caio deferente
Meaço prá traz e caio prá frente
Caio devagar, caio de repente
Vou de corropio ou diretamente
Mas sendo de pinga eu caio contente
Pego o garrafão e já balanceio
Pra mor de vê se tá mermo cheio
Num bebo de uma vez porque eu acho feio
O primeiro gole chego inté no meio
No segundo trago é que eu desvazeio
Eu bebo da pinga porque gosto dela
Bebo da branca, bebo da amarela
Bebo nos copo bebo nas tigela
Bebo temperada com cravo e canela
Seja qualquer tempo pinga na guela
Eu agora conto prá vós micê
Eu fui numa festa no rio Tietê
Lá eu fui chegando no amanhecer,
já me deram pinga prá mim beber
Já me deram pinga prá mim beber,
tava sem ferver
Eu bebi demais eu fiquei mamado
Eu cai no chão fiquei deitado
Todo mundo vendo eu desacordado
Prá ir prá casa fui carregado
Fui de braço dado com dois sordado
e muito obrigado

Sunday, November 26, 2006

I Dig it Special 002

I Dig it Special002



Não tem jeito, o tema de Star Wars 'tá consagrado como o sendo o melhor intróito para estas edições especiais do Impressões Digitais.

Novamente coloco na berlinda nesta homenagem-paródia alguns próceres desta nova classe de desparafusados, que se propõem a - gratuitamente - distribuir humor, cultura, arte, tecnologia, diversão, entretenimento, non-sense, et cetera.

Orgulhoso por ter sido contatado pelo Odayr Batista criador da original Radio Camanducaia, volto com a rádio Luar do Sertão, e apresento mais 4 estrelas do firmamento podcastiano nacional, cujos podcasts têm seus links listados no meu blogroll aí do lado.

Divirtam-se com os 20 minutos do mais puro non-sense, ou "hospiciocast" como chamou a Bia (Tia Dulce) Kunze.

Nota: Penhoradamente agradeço ao bom humor e a gentileza das "vítimas" do I Dig It Special001 (Eddie Silva / Chris Gurtner e Bia Kunze) que até o momento não me processaram...

ôpa! Revisão do blog: já me pediram e atendo. Aí vão as letras do BG desta edição:

Lamento mas me recuso a colocar a letra d'A Jbuticaba da Dra. Neisa.


Ho Capito Che Ti Amo
Zizi Possi
Composição: Luigi Tenco

Ho capito che ti amo
Quando ho visto che bastava un tuo ritardo
Per sentir svanire in me l'indifferenza
Per temere che tu non venissi più
Ho capito che ti amo
Quando ho visto che bastava una tua frase
Per far sì che una serata come un'altra
Cominciasse per incanto a illuminarsi
E pensare che poco tempo prima
Parlando con qualcuno
Mi ero messo a dire
Che oramai non sarei più tornato
A credere all'amore
A illudermi e sognare
Ed ecco che poi
Ho capito che ti amo
E già era troppo tardi per tornare
Per un po'ho cercato in me
L'indifferenza
Poi mi son
Lasciato andare nell'amore



Teach Me Tiger
April Stevens

Hi Tiger
Teach me tiger how to kiss you.. wah wah wah wah wah
Show me tiger how to kiss you.. wah wah wah wah wah
Take my lips, they belong to you..
But teach me first, teach me what to do..
Touch me tiger when I´m close to you wah wah wah wah wah
Help me tiger I don't know what to do wah wah wah wah wah
I know that you could love me to
But show me first, show me what to do
This is the first love, that I have ever known
What must I do to make you my very own.. ?
Teach me tiger how to tease you wah wah wah wah wah
Tiger, tiger I wanna squeeze you wah wah wah wah wah
All of my love I will give to you
But teach me TIGER.. or I´ll teach you
Tiger .. Tiger.. Tiger..


Para o encerramento, novamene utilizei a ária para soprano e barítono com piano e orquestra, "Là ci darem la mano" - da ópera em 2 atos de Wolfgang Amadeus Mozart "Don Giovanni" (Don Juan em espanhol) de 1787 - onde Don Giovanni conquista a nubente Zerlina.

Là Ci Darem La Mano

Là ci darem la mano,
Là mi dirai di sì,
Vedi, non lontano,
Partiam, ben mio, da qui.
Vorrei, e non vorrei,
Mi trema un poco il cor
Felice, ver, sarei,
Ma pu' burlami ancor.
Vieni, mio bel diletto!
Mifa piet" Masetto. Io cangier" tua sorte
Presto non son pi' forte.
Andiam, andiam...
Andiam...
Andiam, andiam, mio bene,
A ristorar le pene
D'un innocente amor.

Saturday, November 11, 2006

I Dig it 023

Podcast Impressões Digitais em sua vigésima-terceira edição



Cérebro Eletrônico, Marisa Monte (Gilberto Gil)

O cérebro eletrônico faz tudo
Faz quase tudo
Quase
tudo
Mas ele é mudo
O cérebro eletrônico comanda
Manda e desmanda
Ele é quem manda
Mas ele não anda
Só eu posso pensar se Deus existe, só eu
Só eu
posso chorar quando estou triste, só eu
Eu cá com meus
botões de carne e osso
Hum, hum
Eu falo e ouço
Hum, hum
Eu penso e posso
Eu posso decidir
se vivo ou morro
Porque
Porque sou vivo, vivo pra
cachorro
E sei
Que cérebro eletrônico nenhum me dá
socorro
Em meu caminho inevitável para a morte
Porque sou vivo, ah, sou muito vivo
E sei
Que a
morte é nosso impulso primitivo
E sei
Que cérebro
eletrônico nenhum me dá socorro
Com seus botões de ferro e
seus olhos de vidro


Introdução
Nada como um dia após o outro para a gente aprender e compreender um pouquinho mais sobre aquilo que nos era totalmente desconhecido, e, portanto, incompreendido... Compare as letras das canções do Gilberto Gil: Cérebro Eletrônico de 1969 e a atual Pela Internet (veja o fim deste post).

O Manual Do Torneiro Mecânico
Através de sua equipe do Detector de Colisões - CDF voltada exclusivamente para o estudo da colisão de partículas de alta energia do acelerador Tevatron (o mais potente equipamento destes tipo em funcionamento), cuja meta é descobrir a identidade e as propriedades das partículas que compõem o universo e compreender as forças e interações que agem entre elas, o Fermilab, Laboratório Nacional do Acelerador Fermi, acnunciou a descoberta de um comportamento "mucho loco" do Méson B-Sub-s, que oscila entre as condições de comportamento de matéria e anti-matéria em uma frequência de 2,8 milhões de vezes por segundo!!!!
Esse treco - Méson - é composto de 1 quark bottom unido por uma interação nuclear dita forte a 1 anti-quark strange. Ua boa dica é saber um pouco mais sobre a teoria de campo quântico desenvolvida entre 1970 e 1973 (conhecida como Standard Model) que define a composição da matéria, basicamente, elenca 12 elementos e 4 forças: 3 pares de quarks (up e down; strange e charm; bottom e up); 3 pares de leptons (eletron e eletron-neutrino; múon e múon-neutrino; tau e tau-neutrino); e as forças nucleares fraca e forte, força eletromagnética e força gravitacional.
Essa mesma turma do Fermilab anunciou a descoberta também de 2 raros tipos de partículas nomeadas de Sigma-Sub-b, que permitem uma melhor compreensão de como as forças subatômicas atuam sobre os quarks, assim como ajuda a preencher a tabela de bárions teóricos possíveis.
Uma loucura, né?! A excelência das técnicas de modelagem computacional, o poder crescente de processamento e de desenvolvimento de novos materiais têm permitido estas maravilhosas descobertas. Mas, aguardem, os próximos anos serão mais fantásticos ainda nesta área da física, após décadas e bilhões de dólares entra em operação em 2007 o Large Hadron Collider que vai colocar o Tevatron no chinelo.

O Aforismo Do Dia - agora O Pensamento Do Seu Milton
Lamento informar que agora estou impedido de divulgar - no poscast e aqui na sessão Whatta hell?! aí do lado - os aforismos do Arkady, pois público tornou-se seu livro em formato pdf. Assim, para substituir esta extinta sessão, passo a divulgar o trabalho filosófico do seu Milton, o guru do Méier.
"Sempre que surgem novidades tecnológicas, o nível cultural baixa, há repetição de coisas passadas como se fossem invenções extraordinárias, lixo cultural como se fosse criações supremas da inteligência. A internet é a mais nova e mais universal demonstração desse paradoxo. Noventa por cento lixo". Texto de um email enviado a Antônio Skármeta, autor de O Carteiro e o Poeta, em 1999.

Caiu Na Rede
Juro que eu não resisti - pois é-me impossível desprezar o símbolo da persistência e da mais completa falta de senso crítico e percepção estética - o inigualável Ronei retorna ao Impressões na tentativa de interpretar a sua composição FICA COMIGO...

Diário De Bordo - Complemento
Preciso agradecer o gentil email do Odayr Baptista, criador e locutor da original e inigualável Rádio Camanducaia, que eu descaradamente copiei para fazer o Impressões Digitais Especial... Clique aqui para assinar o Podcast da Rádio Camanducaia.

É A Ignoranssa Qui Astravanca U Porgréssio
Rapidamente comento sobre o poder modificador do avanço estonteante em termos de velocidade de processamento, armazenagem e rede, somados ao desenvolvimento de softwares cada vez mais inteligentes, ou seja da tecnologia, e as profundas mudanças que este poder causa nas ciências sociais, nos negócios e na cultura.
As redes sociais, criações pré-tecnológicas são analisadas há décadas pelos sociólogos. Veja o trabalho de Stanley Milgram que nos anos 60 pediu a cada integrante de um grande grupo de voluntários enviasse uma carta a um desconhecido em Boston. Mas a carta não deveria ser enviada diretamente a esse destinatário, os participantes só podiam enviar uma carta para alguém que conhecessem. O número médio de intermediários foi seis – de onde surgiu a expressão “seis graus de separação”. Porém, com o surgimento da internet, redes sociais e redes tecnológicas estão se tornando indissociáveis, de modo que o comportamento destas pode ser monitorado em uma escala assombrosa. Mas ter em mãos uma nova ferramenta tão poderosa capaz de monitorar o comportamento on-line de grupos e indivíduos também implica sérias questões de privacidade.
De um lado temos um enorme potencial para comunicação, mídia e enriquecimento pessoal impressionantes; por outro lado, esta mesma tecnologia poderá também criar uma sociedade permeada pela vigilância.
No início dos anos 90 Tim Bernes-Lee do CERN desenvolveu o conceito de hiperlinks, navegador e servidor. Hoje ele afirma: “Há um grande risco de a internet tornar-se um lugar no qual as inverdades comecem a se espalhar mais do que as verdades”. Por isso, ele sugere que os internautas possam e devam sempre verificar as fontes originais da informação “consumida”. Ele também defende que somente a internet “aberta para o uso de todos”, garante a integridade da verdade.

Nem JEP nem PM - TERRA BRAZILIS
Contrapondo à música de abertura, mantendo o tema desta edição e demonstrando como para o ser humano basta alguns anos de amadurecimento para radicalmente mudar de opinião, inauguro a seção Terra Brazilis com:

Pela Internet (Gilberto Gil)

Criar meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
Um barco que veleje
Que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve um oriki do meu velho orixá
Ao porto de um disquete de um micro em Taipé
Um barco que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve meu e-mail até Calcutá
Depois de um hot-link
Num site de Helsinque
Para abastecer
Eu quero entrar na rede
Promover um debate
Juntar via Internet
Um grupo de tietes de Connecticut
De Connecticut acessar
O chefe da Macmilícia de Milão
Um hacker mafioso acaba de soltar
Um vírus pra atacar programas no Japão
Eu quero entrar na rede pra contactar
Os lares do Nepal, os bares do Gabão
Que o chefe da polícia carioca avisa pelo celular
Que lá na praça tem um videopôquer para se jogar


BackGround
Hoje só coloquei "feras" com fundo musical:
  • Wes Montgomery - Caravan
  • Oscar Peterson - Honey Dripper
  • Coleman Hawkins - The World is Waiting for the Sunshine
  • Woody Herman - Sister Sadie
  • Thelonius Monk - Epistrophy
  • Lester Young - Love Me or Leave Me
  • Chet Baker - Almost Blue

Friday, October 27, 2006

I Dig it 022

Impressões Digitais Compacto Duplo vigésima-segunda edição




LADO A: Autumn in New York (Billie Holiday, born Eleanora Fagan)
LADO B: Autumn in New York (Ella Fitzgerald & Louis Armstrong, born "Satchmo")

Autumn In New York

[ella]
Autumn in new york
Why does it seem so inviting
Autumn in new york
It spells the thrill of first-nighting

Glittering crowds and shimmering clouds
In canyons of steel
They're making me feel - I'm home

Its autumn in new york
That brings the promise of new love
Autumn in new york
Is often mingled with pain

Dreamers with empty hands
They sigh for exotic lands

Its autumn in new york
Its good to live it again

[louis]
Autumn in new york
The gleaming rooftops at sundown
Oh, autumn in new york
It lifts you up when you run down

Yes, jaded rou‚s and gay divorc‚es
Who lunch at the ritz
Will tell you that its divine

This autumn in new york
Transforms the slums into mayfair
Oh, autumn in new york
You'll need no castles in spain

Yes, lovers that bless the dark
On the benches in central park
Greet autumn in new york
Its good to live it again

[trumpet solo]

[ella]
Autumn in new york
That brings the promise of new love
Autumn in new york
Is often mingled with pain

Dreamers with empty hands
They sigh for exotic lands

Its autumn in new york
Its good to live it again


Láááá no hemisfério norte é Outono, e como acho o outono "muito-mais-meió-di-bão" das estações do ano, homenageio a dita neste Compacto Duplo. Com uma obra (Autumn in New York) famosa e composta por um russo de nascença! (Vladimir Dukelsky, aka Vernon Duke).

Homo Sapiens - E como a política permeia este período brasileiro, abandono o compromisso de tratar sobre cultura e arte, e retomo um assunto que rabisquei com o Vito, o Federico e o Jacques Georges no Rossopomodoro #37... Adentro mais profundamente na relação sociedade-representantes políticos deste brasilzão-de-meu-deus e as responsabilidades do lado externo do Congresso Nacional. Acabando por concluir aquilo que deus disse na velha piada logo após de ser informado que o país Brasil, que acabara de criar, não tinha furacão, tufão, terremoto, maremoto, gelo, nada... absolutamente nada, era um paraíso; e voltando-se para o interlocutor, emendou: "não tem desgraçada natural nenhuma? pois bem, espera só pra ver o povinho que vou colocar lá nele..."

Como complemento deste assunto, amplio o espectro e reproduzo as idéias do cientista político Jorge Castañeda da Universidade de Nova York divulgadas pelo seu artigo Latin America's Left Turn da revista Foreign Affairs, onde esmiuça a guinada à esquerda da America Latina e sua duas vertentes.

Nos "finalmente" deste Impressões o relapso do produtor/diretor/locutor/editor/técnico/pós-produtor e rapaz do cafezinho volta para informar o resultado do Concurso do Arkady V Deznhev, reproduzindo o áudio que o Rubem Luiz gentilmente enviou (após eu ameaçá-lo de morte).

BackGround - Como o assunto gira entorno de Nova York, América e Outono, ao fundo deixo rolando - pela ordem - As versões arrasadoras de Autumn Leaves: primeiro de Miles Davis & John Coltrane; e depois a de Wynton Marsalis; e por fim a versão clássica de Autumn in New York de Charlie "Bird" Parker.

Autumn Leaves
Joseph Kozma/Jacques Prevert

The falling leaves drift by the window
The autumn leaves of red and gold
I see your lips, the summer kisses
The sun-burned hands I used to hold

Since you went away the days grow long
And soon Ill hear old winters song
But I miss you most of all my darling
When autumn leaves start to fall

Saturday, October 14, 2006

E descobriram quem é o Arkady Vissarionovich Dezhnev!

Lamento informar - principalmente àqueles que perderam madrugadas na internet buscando indícios, pistas, fragmentos históricos que levassem à elucidação da pergunta do Concurso Ganhe o Livro Aforismos do Arkady, ou seja, quem é este ilustre pensador russo - que o Rubem Luiz descobriu quem é este personagem literário, demonstrando astúcia e persistência leu simplesmente a versão em pdf do livro em questão, o qual deixei - desde o princípio do Impressões Digitais disponível na Internet e matou a charada.

Abaixo reproduzo seu e-mail elucidativo:

Ôlas Sergio!
A promoção pra ganhar o livro do piloto de Malenkigrad ainda está de pé? :-)
Me deu curiosidade e dei uma googlada pelo nome "Arkady Dezhniev", e em português só tinha a sua página no Terra ( paginas.terra.com.br/servicos/sergiovs/ ), com o PDF dos "aforismos", informando que provinham do "Viagem Fantástica 2" do Isaac Assimov. Como não tinha nenhuma sugestão de leitura por uns dias, e meus olhos anseiam por papel (Exceto o de rolo de 40m), lí o "Viagem Fantástica 2", versão Ebook que roda pela internet, e não ví nenhuma das frases (Pensei até em delírios causados pela vossa idade, por algum alucinógeno no vinho tomado durante o Rossos Digitais & Impressões Pomodoras... :-). Hoje tive a curiosidade de olhar o mesmo texto em ingles (Algum ebook de gratis também...) e, Tchã-rã! Lá estão as frases do "Dezhnev Senior" e o Arkady permeando o livro todo, como personagem... Na "tradução" foram simplesmente removidos todos os russos, o texto ficou com quase metade do tamanho, e a história parece "pobre"... Está aqui o ebook, caso você já não o tenha: http://www.rubem.info/Asimov.-.Viagem.Fantastica.II.pdf .
Se meu ingrêis fosse melhor eu iria ler o "original" inteiro, porque pelas bitucadas no texto me pareceu bem mais rico que a tradução/adaptação/emporcalhamento...
Agora, se tem que descrever o personagem, bom, eu teria que ler o texto em ingles... mas deu pra perceber que ele parece um tipo "chato sabio", ou "metido sabio", ou sei lá como chamar um personagem que não é lá muito carismático mas o autor fica colocando as frases do pai dele no texto... Puxação de saco para com o Dezhnev Junior por parte do Sr. Asimov! :-)
Sobre o Dezhnev pai, tem a biografia na wikipedia, nascido na cidade pela qual o livro passa, Malenkigrad, mas morto em 1670... o Sr. Assimov teria que situar a história em 16xx mais ou menos (1700 no máximo), pra ficar mais fidedigno a esse personagem... mas pelo visto a história está totalmente situada no sec. XX...
Bom, não sei se saiu em papel uma tradução decente aqui no brasil... Se saiu, vou ter que providenciar transformar em ebook, porque o mundo internético-brasileño precisa urgente saber quem é Arkady Dezhnev! :-) heheheh
(PS: Antes de googlar pelo nome, tive que descobrir como se escreve esse nome... Arcade, Arcadi, Arcady, Arcad, Arkad, Arkade... (Até pensei em pseudônimo do Stalin, que era "Vissarionovich" também...) Sabendo o nome do fulano, tudo fica facil...
(E convenhamos que "iscuitar" direitinho pra "iscrivinhá" um nome russo num audio de podcast nunca é simples...)


Comentando o e-mail do Rubem:
1) O livro (em papel) da versão em português é fidedigno à versão inglesa, pois retirei deste primeiro todas os 63 aforismos citados pelo Arkady durante esta aventura "asimoviana". O ebook deve ser apenas um resumo (e retirar os russos da história é retirar a estória do Issac)
2) O Arkady é o piloto da nave que é miniaturizada, e passa a aventura toda citando os aforismos (que na realidade são do seu pai)... Estes aforismos estão listados - em ordem de citação no Viagem Fantástica II - no "livro" Aforismos do Arkady.
3) Agora a biografia da wikipédia - juro, não tenho nada com ela - Issac Asimov com certeza utilizou o personagem histórico para justificar a ascendência do Arkady de sua ficção.
4) Malenkingrad em russo significa "cidadezinha"
5) Estes podEscutantes são terríveis, né?! Se, realmente, ouvissem o que digo no podcast, teriam clicado no link LogEntry e no blog-destino (sergiovds.blogospot.com) iriam encontrar - no canto direito bem acima dos AdSense do Goolge - o nome completo do Arkady e o aforismo do último Impressões Digitais publicado.
6) Stalin era pseudônimo, assim como Sarney...

PALMAS AO VENCEDOR!
(agora só preciso descobrir um jeito de enviar o prêmio ao Rubem)

Wednesday, October 11, 2006

I Dig it 021

Podcast Impressões Digitais em sua vigésima-primeira edição - FULL




INTRODUÇÃO
Days Are Numbers (The Traveller) - The Alan Parson's Project
Album: Vulture Culture - Chris Rainbow - Lead Vocals

The traveller is always leaving town
He never has the time to turn around
And if the road he's taken isn't leading anywhere
He seems to be completely unaware

The traveller is always leaving home
The only kind of life he's ever known
When every moment seems to be
A race against the time
There's always one more mountain left to climb

Days are numbers
Watch the stars
We can only see so far
Someday, you'll know where you are
Remember
Days are numbers
Count the stars
We can only go so far
One day, you'll know where you are

The traveller awaits the morning tide
He doesn't know what's on the other side
But something deep inside of him
Keeps telling him to go
He hasn't found a reason to say no

The traveller is only passing through
He cannot understand your point of view
Abandoning reality, unsure of what he'll find
The traveller in me is close behind

Days are numbers
Watch the stars
We can only see so far
Someday, you'll know where you are
Remember
Days are numbers
Count the stars
We can only go so far
One day, you'll know where you are

O Manual Do Torneiro Mecânico - Dois fatos distintos e de máxima relevância para os últimos 50 anos, a concepção de 2 fantásticos elementos em meados de setembro de 1956; primeiramente a concepção de euzinho aqui e a concepção do primeiro disco rígido da história da tecnologia, o RAMAC (Random Access Method of Accounting and Control), ou seja, Método de Acesso Aleatório de Contabilidade e Controle, armazenava apenas 5 megabytes de dados e custava US$ 50 mil, e foi lançado pela IBM em 13 de setembro de 1956.
A unidade de memória do computador RAMAC 305 era composta por 50 discos de 61 cm de diâmetro. A máquina foi apresentada pela primeira vez no Brasil em fevereiro de 1961, em uma exposição de processamento de dados organizada pela IBM. Um dos primeiros clientes foi a Volkswagen: levou a máquina para sua fábrica em São Bernardo do Campo. A General Electric do Brasil também comprou o RAMAC 305; foi o primeiro computador instalado no Rio de Janeiro para fins comerciais, nos anos 60. Juntos, todos os 6 mil discos fabricados até o final da década de 60 tinham capacidade de 30 terabytes.
Muita coisa mudou nestes 50 anos, de um zigoto hoje aqui estou eu com zigocentos bilhões de células, assim como fabrica-se HDs com capacidade de armazenagem 150 mil vezes maior que o RAMAC pesando 10 mil vezes menos...
Hoje temos HDs de 750 GB com 100 gramas de peso e 9 cm de diâmetro. Para 2007 anuncia-se o lançamento de HDs com 1 TB de capacidade.

Hard Drive - HALL OF FAME
1956 - A IBM lança o 350. Primeiro hard drive com 50 discos de 61 cm de diâmetro cadae capacidade total de 5MB.
1962 - A IBM lança um sistema de armazenamento independente com 6 discos de 36 cm de diâmetro e 2MB.
1979 - A IBM desenvolve o drive de 8 polegadas (20 cm).
1980 - O drive de 5 1/4" - conhecido como Winchesterfaz seu debut. Seu projeto é a pedra de toque do mercaod de computadores pessoais.
1983 - A Rodine oferece ao mercado o drive de 3 1/4" de 10MB, dimensão que ainda é a padrão para os desktops.
1988 - A PrairieTek lança o drive de 2 1/2" de 20MB, dimensão que ainda é a padrão para os notebooks.
1991 - A Integrated Peripherals lança o drive de 1,8". Uma dimensão de HD que manteve-se a margem do mercado até o lançamento do iPod 10 anos depois.
1992 - A Hewlett-Packard lança o drive de 1,3". Ele não conquista o mercado, entretanto os atuais fabricantes pensam seriamente em relançá-lo.
1999 - A IBM lança um microdrive de 1" com 340MB de capacidade que já alcançou 8GB.
2004 - A Toshiba comprime o drive a 0,85" de diâmetro. Muitos crêem ser este o menor HD a ser produzido em massa.

O QUE É 1 EXABYTE?
1 Exabyte em computês é a representação do número 2 elevado a potência 60, o que dá - deixa eu tomar fôlego - 1.152.921.504.606.846.976 de unidades, ou seja uma ordem de grandeza de um representando por um seguido de 24 zeros.

kilobyte (kB) = 2**10 - ordem: 1 seguido de 03 zeros
megabyte (MB) = 2**20 - ordem: 1 seguido de 06 zeros
gigabyte (GB) = 2**30 - ordem: 1 seguido de 09 zeros
terabyte (TB) = 2**40 - ordem: 1 seguido de 12 zeros
petabyte (PB) = 2**50 - ordem: 1 seguido de 15 zeros
exabyte (EB) = 2**60 - ordem: 1 seguido de 18 zeros
zettabyte (ZB) = 2**70 - ordem: 1 seguido de 21 zeros
yottabyte (YB) = 2**80 - ordem: 1 seguido de 24 zeros

Caiu Na Rede - A nossa ostra de hoje é a autora e intérprete do sucesso internético A Jabuticaba (quem tiver dúvidas questione o Ricardo Macari). A fantástica e incrível Neísa de Oliveira, A Pantera das Coroas, canta nesta vigésima-primeira edição do Impressões a sua composição Saradona.
Esta brasileira, advogada (eu sabia, eu sabia!!!!) e corretora de imóveis, natural de Botucatu, cidade do interior de Sao Paulo, iniciou sua carreira em 2002, quando gravou um CD doméstico. O primeiro show, em uma tarde fria de Botucatu foi presenciado pela seus pais e seus 3 filhos... só, mais ninguém. Hoje ela é um sucesso!!! Esta coisa maravilhosa entitulada A Jabuticaba, foi eleita o Hino Nacional da Medicina pelos universitários bêbados da Festa Brega da Medicina em Abril de 2005.
Deus jamais me perdoará...

É A Ignoranssa Qui Astravanca U Porgréssio - Aproveitando o ensejo na divulgação tão estelar espécime da fauna musical de nosso brasilzão-cabloco acima, eu gostaria de alegar total e completa "ignoranssa" e assim, permitir que as estrelas continuassem a girar pelo céu, distraídas e totalmente alheias às picuinhas humanas... Neste Impressões decidi tocar em um assunto espinhoso: a regulamentação dos direitos de todos os intervenientes de um podcast, que a primeira vista pode parecer uma tremenda besteira.
"Ovam" o podcast e tirem suas conclusões.

Jazz Em Paz - Direto e reto... Estrelas, como tema de minha experiência de vida, só podem ser circundadas pelas obras Also Sprach Zarathustra, partindo da original de Friedrich Nietzsche (1883), passando pela de Richard Strauss (Opus 30 de 1896, parte de seus Poemas Tonais) e chegando a de Eumir Deodato (1972)

Mostro-vos o super-homem.
O homem é algo que deve ser sobrepujado.
Que tendes feito para sobrepujá-lo ?
Todos os seres até hoje criaram alguma coisa superior a si mesmos;
e vós quereis ser o refluxo deste grande fluxo e
até mesmo retroceder às bestas,
em vez de superar o homem?

Notinha de um geek da década de 70 - assisti ao filme 2001 - Uma Odisséia no Espaço 19 vezes desde o seu lançamento por aqui em 1969 (cine Comodoro na Rua Augusta) até compreendê-lo na totalidade e aí sim, comprar o livro de Arthur C. Clarke e ler o danado em algumas horas em 1977.

Diário de Bordo Complemento - Assim diria o canastrão William Shartner na pele do Capitão James Kirk da nave interestelar Enterprise: Meus mais profundos agradecimentos a todos aqueles que via comentários, email, skype, telefone, sinais de fumaça e pessoalmente teceram loas e boas a respeito do Impressões Especial nº 1... todos nós (o âncora da Rádio, o locutor da vinheta, o Freddy Piva, a Tia Dulce, o Islam Bardner, o mordomo Washington e eu) comovidos devotamos a todos vocês nossa eterna gratidão.

BackGround - Como trilha deste podcast muni-me de dotes poéticos e acabei lançando mão de uma rima: todo o background é do lendário e maravilhoso guitarrista Jeff Beck que faz você esquecer que há uma guitarra. Desde 1966 na estrada, Jeff inovou e marcou o hard rock, o jazz-fusion e a música moderna. Aqui utilizo suas composições Blue Wind, Beck's Bolero e Freeway Jam.

Wednesday, October 04, 2006

A impressao digital da Bia e do Gustavo



Ando muito social ultimamente.

Ontem passei bons momentos com a dupla Bia Kunze do Podsemfio e Gustavo Jreige do Outros Olhos, numa mesa do Shopping Paulista e, claro, um mundaréu de gente via smartphone e notebook...

O inusitado do foto: somando-se as idades da Bia e do Gustavo, o resultado não chega à minha idade... Para empatar tive que somar as idades do Smartphone, do Notebook e do iPod sobre a mesa...

Acima o registro histórico deste encontro (eu, velhaca e obviamente, estou atrás da lente...)

Sunday, October 01, 2006

Rosso e Impressoes com Pomodoro Digital

Bem gente... fui instado a falar com dois famosos tomates vermelhos meio italicos (porem, ainda muito brasileiros), que se fizeram acompanhar de um outro convidado incidental brasileiro (este radicado na Belgica) e varias garrafas de cabernet sauvignon (tanto ca nas terras brazilis como la no Lacio)... Aproveitem esta versao de No Tempo dos Dinossauros.

Rosso Pomodoro Podcast - Programa 37 (onde falo pra caramba).

Thursday, September 28, 2006

I Dig it Special 001



Começo com o tema de Star Wars (se alguém me acusar de premeditação, eu processo, juro...) esta edição especialíssima do Impressões Digitais, que espero seja a precursora de muitas outras, claro, se meus companheiros e comparsas permitirem e não me assassinarem antes.

Aqui, singelamente, perpetro uma homenagem a esta nova classe de paranóicos, que do nada se propõem a distribuir, gratuitamente, humor, cultura, arte, tecnologia, diversão, entretenimento, non-sense, et cetera.

Assim, perdendo a vergonha de vez, relembro a saudosa Radio Camanducaia (sessão do hilário Show de Rádio do Sangirardi e equipe nos idos de 70 na rádio Joven Pan AM após a rodada de futebol de domingo), neste especial renomeada de Radio Luar do Sertão, e apresento 3 estrelas convidadas deste céu podcastiano nacional.

O roteiro-base da "rádio camanducaia" serviu de estrutura para roteirizar uma ambientação e receber os convidados do programa. Solicitei (e recebi, quem diria!) permissão de todos estes "homenageados"... e aí? Bem... usei e abusei...

Ahn... os links dos convidados estão no meu blogroll aí do lado.

Divirtam-se.

Para o encerramento, acabei usando da ópera em 2 atos de Wolfgang Amadeus Mozart "Don Giovanni" (Don Juan em espanhol) de 1787, a ária para soprano e barítono com piano e orquestra, "Là ci darem la mano", onde Don Giovanni conquista a nubente Zerlina (novamente, e alguém me acusar de premeditação, eu processo, juro...)

Là Ci Darem La Mano

Là ci darem la mano,
Là mi dirai di sì,
Vedi, non lontano,
Partiam, ben mio, da qui.

Vorrei, e non vorrei,
Mi trema un poco il cor
Felice, ver, sarei,
Ma pu' burlami ancor.

Vieni, mio bel diletto!

Mifa piet" Masetto. Io cangier" tua sorte

Presto non son pi' forte.

Andiam, andiam...

Andiam...

Andiam, andiam, mio bene,
A ristorar le pene
D'un innocente amor.

Tuesday, September 26, 2006

Oh vida, oh azar...

Na semana passada fui atacado por spammers... O 'tadinho do blog do meu podcast, ficou meio complicado com aquela montanha de comments inválidos...
Como o sistema atual do Loudblog (gerenciador de publicação do podcast) permite desligar o acesso global aos comentários usei este método (mais rápido e eficiente). Informei àqueles que desejam publicar algum comentário que - por enquanto - o façam aqui.
Agora, para resolver de vez o problema eu vou partir para uma remodelação total do blog do Impressões...
Aguardem (compaciência)! Pois, com minha falta de tempo crônica isto pode realmente demorar um pouquinho.

Thursday, September 21, 2006

Boi de Piranha - review

Bem... passei para o Blogger Beta de cara no 1º dia (meio assim, com o espírito de mad user - daqueles louquinhos que só existem para atazanar o provedor) e sabe o que aconteceu?
Quase nada, tudo anda funcionando até que bem direitinho...
Não sou um heavy user, mas as limitações (Safari não rola pra editar posts? Não! Use Firefox - Não dá pra usar a ferramenta import blog's post de alguns outros serviços? Não, mas é fácil, cut & past!!!) me aporrinharam um pouco... Por outro lado, o pessoal do Blogger foi muuuuito gentil e responderam rapidinho, dando informaçoes precisas. Em resumo até aqui vale a pena.

Saturday, September 16, 2006

Metropolis [004]

Este é um Metrópolis Especial, pois ao invés de ser aquela chargezinha com os pensamentos metropolitanos e urbanóides do Pombo Paulista - o qual anda meio esquecido na gaveta (prometo que volto a rabiscar e publicar a charge logo, logo) - aborda um contra-argumento da Aline Rodrigues a respeito de uma das seções do Podcast Impressões Digitais, item 019 (I Dig It 019) de 1º de Setembro de 2006.

Bem, para que tudo fique bem esclarecido reproduzo aqui (depois de um p... trabalho de compilação do áudio, que com certeza deve conter alguma falha) o que comentei na seção em questão (É a Ignoranssa qui astravanca u porgréssio). Vamulá:


IDig it 019
2006-09-01 by Sérgio Vieira da Silva
Há alguns dias atrás os funcionários Metrô de SP resolveram fazer mais uma greve de 24h no meio da semana, pois reividicavam - adivinhem o quê?- a discordância de se construir mais uma linha do metrô e que esta fosse bancada e explorada comercialmente pela iniciativa privada...
Ai-meu-deus-do-céu... é nestas horas que baixa em mim o Arnaldo Jabor misturado com o Diogo Maynard!!!! Mais que droga de estrutura governamental e judiciária é essa que permite que algumas centenas de funcionários públicos ("centenas sim, pois a grande maioria como sempre se acomoda na ignorância e na maria-vai-com-as-outras") se arvorem na determinação do direito de ir e vir dos seus patrões diretos? Sim patrões, ou ao menos sócios da empresa, pois, nós, contribuintes formais do erário público (através de impostos municipais, estaduais e federais) e pagadores diretos de um serviço público (olha como somos idiotas... pagamos 2 vezes pelo serviço) somos obrigados a nos submeter constantemente aos achaques desta corja de aproveitadores...
Nem preciso esclarecer que não só aqueles que se utilizam de transporte público, como aqueles que possuem um carro a disposição para seu transporte dançaram neste dia...
Se de um lado os profissionais detêm direito à remuneração justa, de outro têm o dever de prover o serviço contratado...
Nesta zona toda que os funcionários públicos do metrô de SP provocam irremediavelmente a cada 6 meses, adivinhem qual foi a punição destes? Zero, nada, porra nenhuma... ou seja se você profissional da iniciativa privada der um cano amanhã, das duas uma, ou é descontado em folha ou não fatura... Agora se você for um FUNCIONÁRIO PÚBLICO CONCURSADO.... "ahnnnn peraí meu, aí é diferente... foda-se redondamente o mundo e aqueles que pagam meu salário, EU SOU PROTEGIDO PELA LEI DE ESTABILIDADE... perante a Lei, a constituição federal eu sou igual a todo mundo, mas sou funcionário público e portanto sou um pouquinho, só um pouquinho privilegiado... ganho as vezes menos que o salário médio da função (mas também tenho menos preparo e me é exigido menos), mas ninguém pode me mandar embora, e eu também não largo o osso porque se eu substitutir alguém de uma função superior durante 30 dias ou mais meu salário e as benesses legais e de carreira que ao acargo advém devem ser equiparados a este pra sempre e entre outras coisinhas aqui e ali, eu me aposento com meu salário integral...


Bem... com este meu cívico-privado-devidamente-tributado-e-emputecido desabafo explicitei meu desagravo à estrutura politica vigente - capitaneada por nossos congressistas - que permite tais desvios da estrutura democrática (onde alguns cidadãos são mais cidadãos que outros) e finalizei conclamando à não-reeleição de nenhum atual congressista (já expliquei, mas repito para melhor clareza: os honestos que lá estão que me desculpem, mas se TODOS congressistas perdessem seus mandatos, com certeza algo iria mudar... a mensagem seria clara.)

Bem... até que enfim - após inúmeros pedidos - alguém entrou na roda e me chamou pro pau (ops! que linguagem chula, rapá!).

Segue abaixo o comentário da Aline Rodrigues (ôôô mulher corajosa...)

Aline Rodrigues Says:
September 15th, 2006 at 08:10 pm
Queria crítica? Então vai lá!
O último episódio estava demais. Não só no sentido de muito bom, mas de muito.
Pra mim teve elogio e pancada.
No Manual do Torneiro Mecânico primeiro veio a aula de ciências. Eu acompanhei, atenta, e perdi o ônibus. Tudo bem, o outro estava menos cheio. Depois veio a genial Redação Terra, espantosa.
O respiro veio com a maravilhosa Gisele, mas logo depois pé em baixo de novo com a pancada e o addendum.
Foi denso demais, profundo demais, provocou reflexões demais.
Fui obrigada a desligar o radinho no meio da viagem (!!!!!) para digerir o programa. É claro que o problema está no canal receptor. Eu nunca reclamaria que o programa está inteligente demais (Também não sou tão burra), mas acho que dá pra dar uma diluída de leve.
Você tem o talento de levar a qualquer audiência os temas mais complexos, tipo o Beakman mesmo.
Quando o programa acabou eu me sentia como um dos pingüinzinhos.
Foi você que pediu.
E depois pediu de novo!
Pronto, tomei coragem!

Essa mulher é demais. Até p.. da vida ela é gentil!!
Ao invés de me esculhambar, por fazê-la perder o ônibus (e também o horário... só quem anda de transporte http://beta.blogger.com/img/gl.italic.gifpúblico sabe como isto aborrece) e desancar a classe profissional dela de vez, esta ímpar podcaster me elogia o tempo todo!!!!
Mas eu sou um calhorda, um cafajeste daqueles do estilo que Jece Valadão interpretava... Volto à carga e trago à baila a notícia abaixo:

5 de setembro de 2006 - 13:29
Justiça de São Paulo proíbe novas greves de metroviários. A multa diária, em caso de descumprimento, foi fixada em R$ 100 mil.
SÃO PAULO - O Metrô de São Paulo está proibido de fazer uma nova greve. A decisão é do juiz Afonso de Barros Faro Júnior, da 7ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo. O juiz acolheu parte da ação movida pela Fazenda Pública contra o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários de São Paulo e os membros da diretoria executiva.
A multa diária, em caso de descumprimento, foi fixada em R$ 100 mil. Faro Júnior, negou, contudo, o pedido de indisponibilidade de bens dos réus, alegando que eles não teriam condições de arcar com a indenização caso ela fosse exigida.
Uma paralisação de metroviários no dia 15 de agosto deixou 2,8 milhões de pessoas sem transporte público. Os funcionários protestavam contra o que chamam de “privatização” da Linha 4 - Amarela do Metrô. A linha ainda está em construção e as obras só serão concluídas em 2008. Segundo os metroviários, essa parceria foi a maneira encontrada pelo governo paulista para privatizar os serviços do Metrô.


Ahnnn... eu devia ter feito advocacia... Veja só que solução fantástica (p'ra idiota, né?!) a Justiça PAULISTA (este poder tabém anda precisando ser sanitizado):
Funcionário público pago com nossos dinheiros, para operar um serviço que não tem nada com o estado (trem), serviço esse muito bem pago (de novo com nossos dinheiros), fazem greve (em bom português: fodem boa parte da população economicamente ativa da cidade) e nem são descontados. São isto sim, sob força da Lei probidos de repetir o ato, ou melhor são perdoados por não seguir a Lei vigente (serviços essenciais devem ser mantidos ao menos com 40% da capacidade) e recebem a reprimenda: "... se não atenderem nosso pedido vocês vão pagar...). Lembrando que sindicatos são mantidos com a contribuição irrisória de seus associados e com uma montanha de dinheiros públicos...
Ou seja, o pagador de impostos-serviço paga também a multa!!!!!!
Ôoooo justiça fiadaputa esta!!!!!!

Tuesday, September 12, 2006

I Dig it 020

Compacto Duplo

Link para o I Dig it 020



LADO A: Try A Little Tenderness - Nina Simone - Sings The Standards

LADO B: Try A Little Tenderness - Otis Redding, Jr (Dictionary of Soul, 1966)


Try A Little Tenderness
Otis Redding

oh she may be weary
them young girls they do get wearied
wearing that same old shaggy dress
yeah yeah
but when she gets weary
try a little tenderness
yeah yeah
oh man that
un hunh
you know shes waiting
just anticipating
the thing that you never never never never possess
yeah yeah
but while she there waiting
try just a little bit of tenderness

its not just sentimental, no no no no
she has her grief and cares
but the soft words
that are spoke so gently, yeah
it makes it easier, easier to bear
oh she wont regret it
oh no
them young girls they don't forget it
love is their whole happiness
yeah yeah yeah
but its all so easy
all you got to do is try
try a little tenderness
yeah
that's hard to you gotta?
you're a man
got to hold her
squeeze her
don't tease her
never leave her
now get to her
got got got
to try a little tenderness
yeah yeah
lord have mercy now
all you got to do is take my advice
no no no
you've got to hold her
don't squeeze her
never leave her
you got
got got got to
na na na na na
got got got to
try a little tenderness
you huh
got got



Try A Little Tenderness é 5ª faixa do Lado A do LP Dictionary of Soul (de 15 de Outubro de 1966) de Otis Redding:

Lado A
Fa-Fa-Fa-Fa-Fa (Sad Song)
I'm Sick Y'all
Tennessee Waltz
Sweet Lorene
Try A Little Tenderness
Day Tripper
Lado B
My Lover's Prayer
She Put The Hunt On Me
Ton Of Joy
You're Still My Baby
Hawg For You
Love Have Mercy

Homo Sapiens - Para compreender o passado e, assim, como foi moldado o seu presente, nada mais salutar que entender perfeitamente o que foi escrito, a linguagem, os discursos e os conceitos de antanho. Não adianta nada tentar utilizar seu "dicionário utlra-moderno" para avaliar e analisar a obra de Kant, por exemplo.
Faz-se mister estudar e conceituar o "momento presente" do autor em toda sua profundidade social, cultural e linguística. A comparação dos usos da linguagem em tempos e espaços distintos é uma excelente via para a compreensão mais ampla da história de povos e civilizações.
No Homo Sapiens do I Dig it 020 busco referências de brasileirismos para intróito e contra-ponto à análise sócio-poltica de Alexis de Tocqueville sobre as adequações da palavra "cavalheiro" na França, Inglaterra e EUA nos séculos 18 e 19, desaguando num libelo social-democrata com tintas esquerdizantes.

Como sempre: basta encerrar a edição - e preparar para publicar o podcast - os meus agradecimentos são sobrepujados por novas gentilezas e... me estrepo.
Assim - pra remendar - fica aqui minhas sinceras desculpas àqueles que não agradeci de viva-voz... Fica, então, em bem-traçadas linhas, meu público agradecimento a Mariana e a Mila Juns e todos que teceram comentários (?!) a respeito da participação do "galã" aqui no videocast do Chris Gurtner (ver youtube do post anterior). 'Brigadão a todos...

Como BackGround deste Impressões decidi usar algumas suites da ópera Carmem, de Georges Bizet (1838-1875):
Suite nº 2 Dança Boemia
Suite nº 9 Os dragoes de Alcala
Suite nº 9 Intermezzo
Suite nº 2 Havaneira

Tuesday, September 05, 2006

Ôpa! Guest star.

O Chris Gurtner do Escriba Café me aporrinhou no sábado agora para dar uma ajudinha no seu segundo vídeo podcast... Acabou virando participação especial, pequena, mas pra mim muito especial.

Olha aí no que deu...





Quaisquer comentários - contra ou a favor - queira dirigir-se a Christian Gurtner.

Friday, September 01, 2006

I Dig it 019

Versão Full



Começamos este Impressões Digitais 19 versão FULL com Almir Eduardo Melke Sater violando Luzeiro de sua autoria... (A galope, meio enviolado, meio caipora, de vera um matuto de olhar de esgueio, que de soslaio avista um alumiado tão brilhante que amolece este coraçãozinho já um tanto duro e ressequido).
Muitos madrugadores globalizados irão reconhecer o tema do Globo Rural...

Olha, em Janeiro deste ano eu "cai na alma" da Aline Rodrigues pela sua atitude de gravar um podcast em plena praia... tanto que ele assimilou perfeitamente o carinhoso epíteto de Miss Verão DonaDoida 2006. Mas após o episódio 18 do Podcast Elaspod, a Alessandra comprovou que se pra gravar um podcast é necessário se enfiar em um box forrado de cobertores, tudo bem... Vamos nessa!!! Realmente Deus fez do homem o rascunho do modelo final... Estas mulheres são realmente fantásticas! Et avant j'oublie, vive la difference!!!!

O Manual do Torneiro Mecânico - Como um fato (reconheço, um tanto árido e especializado para a imensa maioria - mas peraí!? - você quer algo mais árido e especializado que blogs e podcasts?! ) pode ser tão vilipendiado, tanto na distorção dos fatos - e percebe-se pela falta da informação básica e/ou descuido de acuidade jornalística - como na atitude displicente do trato da forma de divulgação da informação científica, ou seja a meta-piada da mídia eletrônica...
A Redação Terra para anunciar um fato incomum - um matemático não dar "a menor bola" para um evento de premiação - se enrolou toda, tanto na tentativa de descrever o fato assim como nos comentários.
A Conjectura de Poincaré, após 100 anos de sua formulação, solucionada, por este matemático, o russo Grigori Perelman, que além do prêmio Fields - desprezado - candidata-se ao prêmio Clay (este de US$ 1 milhão), trata de uma área da Matemática chamada de Topologia.
Olha o que a Redação (rá! rá! rá!) Terra escreveu: "o modesto Perelman, ao invés de publicar seu achado em um importante jornal, jogou seus achados em uma página da Internet...", ou seja, os próprios provedores desta mídia (e que cobram caro por seu uso) a desprezam como meio de divulgação científica... O que a própria divulgação da noticia comprova...
"É o meta-jornalismo! O meio realmente é a mensagem final.... O resto? Que se dane! Inventa qualquer abobrinha aí ô meu..."

Caiu na rede!!! - Vi que a Madonna decidiu (através de sua fortuna e de seu grupo de Kabala) auxiliar o Malawe (país do Sudeste da Africa ) p'ra me lembrar da nossa jovem Gizele (quem não lembra da Madonina Capixaba?). Pois bem, coloquei-a de novo no Impressões... Deus há de me perdoar algum dia....

É a ignorança qui astravanca o progréssio!!! - Eu não consigo de largar deste tema: Metropolitano de São Paulo! Desta vez caio de pau nos seus funcionários "públicos" que fazem greve por qualquer porcaria, desta vez foi para protestar pelo modelo de concessão da Linha 4 deste meio de transporte... "Vamo defender nossa boquinha!!!!"

Preservativo Musical - P'ra este I Dig eu achei a música City Lights do grupo californiano formado por Ross Valory (baixo e violões), George Tickner (guitarras) e Steve Roseman (teclados), que há 7 anos desenvolvem um belo trabalho com banda VTR.

Addendum - O Vito e o Federico do Podcast Rossopomodoro enviaram um comentário regado a whisky sobre o tema do último Impressões, a hipocrisia humana, mais precisamente sobre o conflito Líbano-Israel... Além de minha bolinha ganhar um sopro de orgulho, os Millie-Vanille do mundo podcast brasileiro no exterior, como sempre, esbanjam inteligência e bom humor... Aproveitem.

BackGround - Só toco hoje Pat Metheny. Quem não o conhece, não sabe nada de Jazz Contemporâneo.

  • Bright Size Life - Pat Metheny & Jaco Pastorius
  • Always and Forever - Pat Metheny
  • April Joy - Pat Metheny
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Thursday, August 17, 2006

I Dig it 018

Compacto Duplo




Wild World (Cat Stevens, aka Yusuf Islam) - album Tea for the Tillerman (1970)

Now that I've lost everything to you
You say you wanna start something new
And it's breakin' my heart you're leavin'
Baby, I'm grievin'
But if you wanna leave, take good care
Hope you have a lot of nice things to wear
But then a lot of nice things turn bad out there

Oh, baby, baby, it's a wild world
It's hard to get by just upon a smile
Oh, baby, baby, it's a wild world
and I'll always remember you like a child, girl

You know I've seen a lot of what the world can do
And it's breakin' my heart in two
Because I never wanna see you a sad, girl
Don't be a bad girl
But if you wanna leave, take good care
Hope you make a lot of nice friends out there
But just remember there's a lot of bad and beware

Chorus

Baby, I love you
But if you wanna leave, take good care
Hope you make a lot of nice friends out there
But just remember there's a lot of bad and beware

Chorus(x2)


Nos anos 70, o inglês Cat Stevens hoje mulçumano e com o nome adotado de Yusul Islam era uma das vozes contrárias a loucura da guerra do Vietnam. Seu emblemático LP Tea for the Tillerman de 1970, por exemplo, teve 4 de suas canções ("Where Do the Children Play?", "On the Road to Find Out", "Tea for the Tillerman" e "Miles from Nowhere") incluídas na trilha sonora da picaresca-poético-romântica-e-macabra comédia Harold and Maude (1971) de Hal Ashby e Colin Higgins. Deste álbum faz parte - claro - a canção-intróito deste Impressões Digitais 018.

O Homo Sapiens de hoje veio tão de sopetão que até esqueci das vinhetas e de fazer uma chamada formal anunciando-o no podcast. Foi assim mesmo, "de prima":

Desde minha infância certos conceitos não são muito claros pra mim - logicamente falando - tais como, fronteira, país, terra, política, posse, raça, religião... Pra mim claros, nítidos,compreensíveis são os conceitos (correspondentes aos anteriormente listados): aquele rio, nação, cultivo, respeito, usufruto, homem, crença pessoal. Não sei se dá para você perceber a diferença "sutil" de como eu encaro minha relação com o mundo (não fique desesperado... muitos me consideram completamente "desparafusado das idéias").
No contraponto destes conceitos, e na defesa daqueles primeiros conceitos, pela imensa maioria da humanidade (políticos, sacerdotes, mercadores e respectivos puxa-sacos) é que me pego: a grande hipocrisia humana.
Vale qualquer desculpa pra defender um "conceito" totalmente inconsistente, até inventar uma religião (Vade-retro-mefistófeles! É encosto, é sessão de descarrego! Chama o bispo-macedo! Hum mizifío dexa cum pai-sete-frecha... e por aí vai).
Vou - metaforicamene - à fronteira judaico-libanesa e sabe duma coisa?! Volto pro Brasil... não vale a pena. A solução não está lá, nem com Eli nem com Alá.

Diario de Bordo Complemento

Agradecimentos ao único não-podcaster corajoso que postou seu comentário no I Dig passado: valeu grande Rubem Lui (onde é seu "aqui"do post, rapaz?)... e esclareço: se você tiver dificuldade com o feed original em php do portal vocepod, utilize o feed alternativo FeedBurner: copie este link XML Impressoes Digitais no seu agregador.

Graças a uma bobeira minha - que acabou ocasionando um pau geral no template da página do podcast - e como o backup 'tava bem vencido, tive que abdicar dos upgrades que estava processando, e às pressas implemtentei uma segunda opção de template que mantenho em stand-by. Funcionou!!! E este percalço acabou ajudando a descobrir muuuuuitos outros problemas... 'Tô ferrado.


Pra refrescar o meu discurso meio-Schopenhauer, meio-Nitzsche, toco a composição da vocalista do Big Brother and the Holding Co. em parceria com Bob Newirth:

Mercedes Benz (Janis Lyn Joplin & Bob Newirth)

Oh lord, wont you buy me a mercedes benz?
My friends all drive porsches, I must make amends.
Worked hard all my lifetime, no help from my friends,
So lord, wont you buy me a mercedes benz?

Oh lord, wont you buy me a color tv?
Dialing for dollars is trying to find me.
I wait for delivery each day until three,
So oh lord, wont you buy me a color tv?

Oh lord, wont you buy me a night on the town?
I'm counting on you, lord, please dont let me down.
Prove that you love me and buy the next round,
Oh lord, wont you buy me a night on the town?

- Everybody! -

Oh lord, wont you buy me a mercedes benz?
My friends all drive porsches, I must make amends,
Worked hard all my lifetime, no help from my friends,
So oh lord, wont you buy me a mercedes benz?


Janis Lyn Joplin nasceu em 19 de Janeiro de 1943 em Port Arthur, Texas e morreu em 4 de Outubro de 1970, aos 27 anos em LA vitima de uma overdose daquelas.
Ficou conhecida em San Francisco como vocalista do Big Brother and the Holding Company em 1966.
Enquanto gravava seu 3º album Pearl, ela não resistiu e voltou a heroína... errou a dose e... perdemos a chance de ter entre nós uma das mais viscerais cantoras de blues. Mercedes Benz e Me and Bobby McGee fazem parte deste album.

No BackGround deste Impressões Digitais Compacto Duplo temos as composições Ema Peter; Trilha Berimbau e Ema Olodum Maya respectivamente, compostas por Marcio Nigro.
Marcio Nigro (hoje com 30 e tantos anos) estuda música desde os seus 9 anos, incluindo piano, harmonia, arranjo e composição, com especialização em violão e guitarra.
Desde 94, utiliza computadores no processo de criação. Em 98, realizou o curso de "Fundamentos de Áudio e Acústica", no IAV - Instituto de Aúdio e Vídeo, em São Paulo. Desde então vem atuando profissionalmente não só como compositor e produtor, mas também como engenheiro de áudio.

Boi de Piranha

Sou um corajoso mesmo.
Já me encontro devidamente transplantado para o Blogger Beta.
Seja-o-que-deus-quiser...

Aos tementes a todo-poderoso efeito Murphy acompanhem este blog para ver se eu me estrepo ou saio ileso como beta-tester.

Friday, August 04, 2006

I Dig it 017

Versão Full

Olha só! 'Tô conseguindo manter um ritmo decente e uma qualidade um pouquinho melhor.... Ainda dá p'rá melhorar mais, é verdade. Mas de qualquer forma aqui está o I Dig it 017.



Resgatando um dos meus empoeirados LP's, revivo um dos melhores momentos musicais de um passado não muito distante (p'rá mim pelo menos).

Live in the past

Happy, and I'm smiling, walk a mile to drink your water.
You know I'd love to love you, and above you there's no other
We'll go walking out while others shout of war's disaster.
Oh, be forgiving, let's go living in the past.

Once I'd used to join in every boy and girl was my friend.
Now there's revolution but they don't know what they're fighting.
Let us close out eyes. Outside their lives go on much faster
Oh, be forgiving, we'll keep living in the past.

Oh, be forgiving, let's go living in the past.
Oh, no, no, be forgiving, let's go living in the past.


Está é a música-títlulo do álbum duplo de 1972, uma compilação de compactos, lados b, sobras de estúdio e uma apresentação ao vivo do Jethro Tull (homenagem ao inventor da semeadeira - sugestivo o nome, não?). O quinteto deste fase (Ian Anderson, Martin Barre, Evan, Hammond-Hammond e Barlow) foi a formação mais estável desde a sua fundação em 1968 (1970 a 1975).

O Manual do Torneiro Mecânico (Fatos e Curiosidades da Ciência e da Tecnologia do início de século 21) - Nada como uma boa jogada de marketing (mesmo lançando mão de letrinhas miúdas no cantinho do "anúncio") para trazer alguns usuários do concorrente p'rá sua banda.
O Gizmo (não, não... não é o Professor do desenho animado Jambo e Ruivão dos estúdios Hanna-Barbera dos anos 60) anda oferecendo serviço gratuito de call in entre seus assinantes, e com isso roubando uma bela fatia de usuários Skype (aqueles que não tem ou não ligam p'rá vídeo). Tudo bem que esta gratuidade não é bem definida, mas dá p'rá fazer algumas chamadas de graça quando alguém tá offline. Quantas? Bem... aí a torça porca o rabo, o Gizmo não define os limites, apenas afirma que deve-se utilizar o serviço algumas vezes (1, 5, 10, 100?) por semana e não deve-se abusar desta possibilidade (de novo, quanto? 10, 50, 100, 1000?)...
Enquanto isso a Symantec não cabe em si de felicidade... mercado favorável por bom tempo p'ra seus produtos. Ela informou que as versões Betas (produtos-teste) do MS Vista possuem seríssimas falhas estruturais no código-fonte, os quais permitem ataques contra a segurança e integridade do sistema operacional (dá p'rá congelar o Vista, ou seja ataque Vista on the rocks). Por seu lado, o pessoal de Vermont ainda luta p'rá manter a data de lançamento em Janeiro de 2007 (as más línguas já cochicham que a data já foi pra next spring)

Caiu na rede!!! (Onde as grandes bobagens da Internet são capturadas para reprodução...) - Olha hoje a estória é simples: achei isto aqui na rede há algum tempo. Como era anônimo vasculhei alguma outra informação sobre a origem deste acinte teológico e musical, mas infelizmente nada encontrei. Assim, abandonei minha sanha (por que não dizer mania) em busca da informação correta e enfiei o danado aqui. Pronto! 'Tá feito!
Muito melhor que a letra - que já é de ralar de rir - é o domínio do teclado pelo seu executor e a capacidade rítmica e melódica da criatura que dedilhou as teclas... Então p'rá você poder cantar junto, olhaí a letra:

Ouvindo tanto sobre as águias imaginei
Como seria olhar o mundo lá de cima
Deve ser muito bonito interessante
Observar aqui na Terra um instante

Voando alto sem ter medo das alturas
Pensando apenas em subir sempre mais
Até ao ponto de sumir da visão do homem
Veja irmão, que um dia assim vamos nós

Tal como a águia o cristão vai voar
Quando Jesus a sua igreja vir buscar
Mui preparado a gente tem que estar
Senão o homem só olha a águia a voar
Senão o homem só olhando a águia vai ficar


La vamos nós com Jesus morar
Mas desde agora devemos orar
Para fazer somente o certo todo dia
E da mensagem não devemos desviar

Pois uma águia sai do penhasco e voa
Mais alimento o (sic) seus filhos vem trazer
Assim Jesus daqui da Terra ele partiu
Mas deixou dito de que em breve vai descer

Tal como a águia o cristão vai voar
Quando Jesus a sua noiva vir buscar
Mui preparado a gente tem que estar
Senão o homem só olha a águia a voar
Senão o homem só olhando a águia vai ficar


É a ignoranssa qui astravanca o progréssio!!! (Comportamento humano é o assunto a partir de agora) - Devido a algumas dúvidas aventadas por alguns pod-ouvintes sobre o que pretendo com minha campanha para o Congresso Nacional 2006, ou seja, a não-reeleição de nenhum deputado e senador, decidi explicar um pouco melhor o assunto, e porque - na democracia de verdade - a presidência é apenas um acessório. E claro, apresento alguns exemplares díspares de neófitos pretendentes aos cargos de representantes nossos no Legislativo maior da Nação.

Jazz em Paz - P'rá não perder a oportunidade de ressucitar uns velhinhos, esta seção apresenta a versão jazzística da peça de Johann Sebastian Bach (1685-1750) Bourré, constante da 3ª faixa do 2º LP do Jethro Tull, Stand UP, lançado em 1969.
Antes de gravação deste álbum o guitarrista e co-fundador Mick Abrahams deixou o grupo devido a diferenças musicais com Ian Anderson. Abrahams queria manter o som blues-rock de This Was (1º LP, coisa de colecionador mesmo), enquanto Anderson preferia explorar outros formatos musicais. Stand Up representa o primeiro álbum onde Anderson exerce controle total sobre as músicas e composições. Nota de sobrevivência: o Jethro é ativo até hoje e sua formação atual conta com Ian Anderson e Martin Barre (remanescentes da formação original), Doanne Perry, Jonathan Noyce e Andrew Giddings.

Diário de Bordo - Complemento (Vida Longa e Prosperidade) - Para me redimir de uma indelicadeza, ou seja a não-reprodução, à época, de um singelo e ego-trip(ento) comentário feito pela Aline Rodrigues, o apresento ao distinto e dileto público para contrapô-lo a um post-desabafo público do Vito Andolini, um dos alter-egos carcamanos do Podcast Rossopomodoro.

BackGround (BG) deste I Dig - Choro, uma composição de Marcelo Galbetti (um dos integrantes do grupo paulista Premeditando o Breque, carinhosamente apelidado de Premê); e de Phillip Glass, a peça 1957 Award Montage da trilha sonora do filme Mishima de 1985, que relata a estória de Yukio Mishima, escritor japones, famoso por seu nihilismo e pelas circunstâncias de seu suicidio em 1970 através de um perfeito seppuku, em japones vulgar: hara-kiri.