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Monday, June 26, 2006

Metropolis [003]

Para os descrentes daquilo que a natureza é capaz de produzir (assim como... uhmmm... a existência de certos políticos), temos aqui um exemplo de um simpático elefante mirando uma folha caprichosamente equilibrada, naturalmente após sua queda, sobre um balcão de um escritorio de engenharia paulista.




Obs.: Hoje, extraordinariamente, não contamos com a presença do mal traçado Pombo Paulista. Preto & branco com tão verdejante exemplar fotgráfico não combina...

Thursday, June 22, 2006

I Dig it 014

COMPACTO DUPLO



Antes de mais nada tenho o dever de ofício de informar que tenho um concorrente de peso na "podosfera": A Djaine Damiatti (ai, ai... que voz) que já produz o Alma da Palavra acabou de lançar o Garimpo Podcast um excelente podcast que tem como objetivo divulgar novos artistas e novos trabalhos, seja na música, nas artes visuais, na literatura ou em outras áreas da cultura.

Neste Impressões Digitais - Compacto Duplo (I Dig it 014) decidi ir atrás da história desta tal de Blue Moon tão cantada e decantada pela cultura norte-americana.
Assim, após tocar no I Dig It 013 a versão do Elvis Presley, apresento no Lado A deste podcast a música da lendária dupla Rodgers & Hart em uma magníica versão de Dizzie Gillespie.

Lado A: Blue Moon (Lorenz Hart/Richard Rodgers) - Dizzy Gillespie (Album: Masters Jazz)

Lembrete:
De modo bem sucinto: eu dividi o podcast original (até a edição 011) em dois podcasts...

1. Uma versão light, que tem por nome IMPRESSÕES DIGITAIS - Compacto Duplo; e
2. O IMPRESSÕES DIGITAIS, "quase" original.

O Compacto Duplo, com algo em torno de 20 minutos, possui duas músicas que envolvem um comentário sobre cultura (a orginal lseção Homo Sapiens)...

Hoje destrincho a história do folclore norte-americano sobre a Blue Moon e suas variações, que desde a década de 80 do século passado chama minha atenção.
A série de TV A Gata e o Rato (Moolighting, no original) tinha um empresa chamada Blue Moon e eu fiquei encafifado com duas versões de seu significado:
- Blue Moon é a 2º lua cheia que ocorre em um mês; e
- Blue Moon é uma frase idiomática: "once in a blue moon...", significando "algo muito raro, quase absurdo...".

Resumidamente: A história da "raridade" começa por volta de 1500 com indicações de navegantes de raríssimas ocasiões onde a Lua ficava azul; passa por uma constatação metereológica após a explosão do Krakatoa, no século XIX e uma confirmação científica de agora.
Na outra vertente - da "2ª lua do mês " - mesmo com os norte-americanos da época da colonização nomearem as Luas Cheias com nomes relativos a ocorrência de fatos naturais (influência da cultura indígena) e nunca terem a nomeado de Azul, um cálculo matemático para um Almanaque Agricola do estado do Maine sobre a ocorrência a cada 2,5 anos, aproximadamente, de 13 luas anuais ao invés de 12, acabou definindo a 3ª lua de uma estação (outono, inverno, primavera ou verão) onde há 4 luas cheias como sendo a Blue Moon... Mal-entendidos e utilização de definições incorretas propiciaram a criação, na década de 50, do novo aspecto folclórico: Blue Moon é a 2ª Lua Cheia de um mês,

Ahn... vai ocorrer duas luas cheias em Junho de 2007.

Links interessantes sobre o assunto Blue Moon:
Nasa, artigo "Folklore of the Blue Moon" e Sky&Telescope

No background decidi poupar vocês de mais uma versão (ou versões) de Blue Moon e fui de Gelo no Montana de Herbie Hancock (album: Possibilities)

Para não perder a chance, encerro o COMPACTO DUPLO, tocando Blue Moon na versão de Rod Stewart:

Lado B: Blue Moon (Lorenz Hart/Richard Rodgers) - Rod Stewart / Eric Clapton (Album: Stardust...The Great American Songbook: Vol. III)

Tuesday, June 13, 2006

Febeapá [009]

Ensejado por este dia glorioso e ensolarado de outono paulistano, o qual me enche de orgulho e do qual me ufano, pois finalmente a pátria calçará suas chuteiras e paralisará por completo todas as atividades produtivas, comerciais e intelectuais para simplesmente olhar e/ou escutar locutores ensandecidos e comentaristas cordatos e ponderados por 90 minutos... e também por ter já encerrado o concurso - patrocinado pelo jornal o Estado de São Paulo sobre contos curtíssimos sobre futebol - e os 11 contos vencedores devidamente publicados na edição de 03/06/06, e, por fim, por eu não ter sido um dos contemplados, posso agora - sem a menor dor de consciência - tornar público o conto, de minha própria lavra, de título:


JOÃO, CHICO, SÉRGIO, HERMINDO E JÚLIO.

Meu sobrinho de 6 anos chega correndo e dispara - como só garotos cheios de energia conseguem - a grande novidade do dia, que em resumo significa:
- Tio! Meu pai vai me levar no jogo de futebol! - Ainda sem tomar fôlego, e antes que eu conseguisse perguntar algo, o João Pedro emendou;
- Meu pai falou que você tem uma estória legal de futebol, conta pra mim? Conta, conta…
Antes que a manhã ficasse insuportável, concordei. Mas que raio de “estória legal" era essa? Meu irmão havia despachado seu ansioso filho p'ro “tio velhinho” antes que ele o deixasse louco (...)
Com a "bolinha" jogada hoje, a "grossura" atual de nossos times, fica difícil contar algo decente sobre o assunto. Mas que estória de futebol? Já começava a me ver todo enrolado e o João, lá, paradão, me fitava com aqueles olhos de “cadê a estória?”... Foi quando caiu a ficha:
- Só pode ser esta estória! – falei comigo mesmo – e o João:
- Qui’stória, tio?
- João, vou contar como escolhi o meu time… como me tornei torcedor do...
- É o mesmo time que o meu, né, tio?
- É. Deix’eu contar a estória? – Silêncio, e um aceno de cabeça… Perfeito: garoto sob domínio.
- Então, quando eu tinha a sua idade… Não! Eu era um pouquinho mais novo, por volta de 1963…
- Meu pai nasceu em 1968. Então foi antes de meu pai nascer…
- João… Posso continuar a estória?! Silêncio respeitoso… definitivamente, garoto controlado...
- Minhas primeiras lembranças sobre futebol vem de uma partida entre Santos e Palmeiras no velho Parque Antártica e o encantamento que só garotos de 4 ou 5 anos têm ao ficar nos ombros do pai, num estádio de futebol sábado de sol e um sorvete escorrendo pelas mãos. Sabe João, naquela época não havia futebol pela TV.
- Posso perguntar uma coisa, tio? - Definitivamente consegui a atenção e o controle do João, ufa!) e antes de eu falar algo ele já emendava (é… nem tanto controlado):
- Num era chato? - Fiz cara de estar sopesando bem a resposta e com um ar gaiato respondi:
- Não. E CONTINUANDO a estória…
- Eu, nos ombros do vô Hermindo, no meio da arquibancada, todo mundo pulando, gritando, rindo, xingando… era muito legal. Aí o mais importante daquele jogo aconteceu. Eu não conseguia desviar a atenção de um jogador. Aonde ele ia eu o seguia com olhos… Hoje eu sei que o que me chamou a atenção para aquele jogador foi o fato de ele parecer-se muito com meu pai. Mas, sabe João, havia algo mais, sei lá. Eu fiquei vidrado naquele jogador por um tipo de mágica, uma fascinação envolvente que não consigo definir a não ser por uma frase simples que sempre repito quanto tento explicar o que houve naquele dia (e agora sei por que o Chico pediu p’ra eu contar esta estória para você): Ele, João, jogava futebol de verdade!!! Muito... mas muito futebol… era um craque!
- Eu não consegui desgrudar os olhos durante toda aquela partida do Julinho Botelho, ponta-direita do Palmeiras e este foi o causador de eu torcer até hoje pelo time que ele defendeu naquela época.
...

Saturday, June 03, 2006

Febeapa [008] - International



No meu podcast Impressoes Digitais número 3 de 13 de janeiro de 2006 na sessão Caiu Na Rede (onde reproduzo pequenos "achados" deste maravilhoso e estúpido mundinho interconectado) apresentei à distinta audiência a senhora chinesa Mrs. Wing que, literalmente, detonava um clássico do ACDC (Back in Black).

E ora vejam só, hoje (03/06/2006), agora as 22:30h estava eu pra variar zapeando os canais da Net e paro no MultiShow para acompanhar as (des)aventuras do South Park e qual não é minha surpresa ao ver que a personagem-tema deste capítulo é a própria senhora Wing!!! Isso mesmo! Ela mesma!!!

Vocês têm agora a prova consubstanciada neste exemplo de que quando a coisa (no caso a piada) é boa não importa o meio, não importa a língua, não importa a cultura... a gente acerta na mosca!

I Dig it 013

Nota inicial de... desculpas!?: Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa... não consegui - durante quase 2 dias - compreender o que ocorria com o gestor de Podcast (Loudblog). O fio-da-mãe parecia que " 'tava de lua " e não aceitava texto algum (apenas alguns caracteres... diveizinquando).
Assim o Podcast foi "baixado" sem conteúdo de INFO (o pessoal que usa iTunes sabe o que é isso direitinho)... Assim, aqui no LOGENTRY está toda a informação em texto desta edição... Assim, graças aos que torceram para que eu descobrisse logo o que andava acontecendo, eu resolvi o problema, ou melhor, descobri o bug do Loudblog. Por fim, utilizei um "work around" que deu um jeitinho na encrenca. Grato pela paciência e desculpem o incômodo.



Aqui vamos com o Impressões Digitais FULL (I Dig it 013)
Ainda sem as novas vinhetas (Pronto! Tive que estragar a surpresa para compensar a falha descrita acima) abro esta edição novamente com Elvis Presley, interpretando Blue Moon.


IntroData:

Song: Blue Moon - By Elvis Presley (March 1956)
Original music by Richard Rodgers
Original lyrics by Lorenz Hart

Blue moon
You saw me standing alone
Without a dream in my heart
Without a love of my own
Blue moon
You know just what I was there for
You heard me saying a prayer for
Someone I really could care for

And then there suddenly appeared before me
The only one my arms will hold
I heard somebody whisper please adore me
And when I looked to the moon it turned to gold

Blue moon
Now Im no longer alone
Without a dream in my heart
Without a love of my own

And then there suddenly appeared before me
The only one my arms will ever hold
I heard somebody whisper please adore me
And when I looked the moon had turned to gold

Blue moon
Now Im no longer alone
Without a dream in my heart
Without a love of my own

Blue moon
Now Im no longer alone
Without a dream in my heart
Without a love of my own

Vale como curiosidade: esta música - assim como eu já beeeeem velhinha - foi gravada nos EUA pelos seguintes artistas:

by Glen Gray and The Casa Loma Orchestra (November 16, 1934)
by Billie Holiday & her Orchestra (1953)
by Ella Fitzgerald (1956)
by Elvis Presley (March 1956)
by Carmen McRae (1957)
by Tony Bennett (July 28, 1958)
by Sam Cooke (1959)
by The Marcels (1961)
by Frank Sinatra (January 1961)
by Cliff Richard (1961)
by Bob Dylan (June 8, 1970)
by Cowboy Junkies (1988)
by Chris Isaak (1994)
by The Mavericks (1995)
by J. Spencer (1995)
by MxPx (1997)
by Less Than Jake (2001)
by Rod Stewart (2004)



Relembro a todos que dividi o Impressões Digitais em 2: Este aqui - e os demais Impressões de número ímpar - serão da versão FULL (um pouquinho mais "enxuta"). Os Impressões Digitais - COMPACTO DUPLO (programas de numeração par), sempre terão 2 músicas envolvendo a seção Homo Sapiens.

E um aviso para a constante falha nos downloads: 'tamos estourando a banda a toda hora!!!! Grato a todos que andam baixando o I Dig adoidado.

O Manual do Torneiro Mecânico - Aproveitando a dica da Bia, abordo o assunto DRM - Digital Rights Management (Gestão de Direitos Digitais). Mas antes não resisto e apresento as "cachorradas" da Motion Picture Association of America e a Federation Against Copyright Theft e o prejuízo que a Sony BMG levou por utilizar um DRM meio maroto.


Caiu na rede!!! - P'ra mim "mash-up's" é uma completa idiotice... e para comprovar apresento a obra, por mim denominada, Je t'aime moi non blue moon will always love you, embrulhando Serge Gainsbourg & Jane Birkin, Dolly Parton e Elvis. Blerrghhhh...

Je T'aime... Moi Non Plus Lyrics
by Serge Gainsbourg (and Jane Birkin)

- Je t’aime je t’aime
Oh oui je t’aime
- Moi non plus
- Oh mon amour
- Comme la vague irrésolue
Je vais, je vais et je viens
Entre tes reins
Je vais et je viens
Entre tes reins
Et je me retiens

- Je t’aime je t’aime
Oh oui je t’aime
- Moi non plus
- Oh mon amour
Tu es la vague, moi l’île nue
Tu vas, tu vas et tu viens
Entre mes reins
Tu vas et tu viens
Entre mes reins
Et je te rejoins

- Je t’aime je t’aime
Oh oui je t’aime
- Moi non plus
- Oh mon amour
- L’amour physique est sans issue
Je vais je vais et je viens
Entre tes reins
Je vais et je viens
Je me retiens
- Non ! maintenant viens...



I Will Always Love You
(by Dolly Parton)

If I should stay
Well, I would only be in your way
And so Ill go, and yet I know
That Ill think of you each step of my way
And I will always love you
I will always love you
Bitter-sweet memories
Thats all I have, and all Im taking with me
Good-bye, oh, please dont cry
cause we both know that Im not
What you need
I will always love you
I will always love you
And I hope life, will treat you kind
And I hope that you have all
That you ever dreamed of
Oh, I do wish you joy
And I wish you happiness
But above all this
I wish you love
I love you, I will always love

I, I will always, always love you
I will always love you
I will always love you
I will always love you



É a ignorança qui astravanca o progréssio!!! - Repercussão de uma aposentadoria de um tenente-coronel aviador/astronauta... e declarações estapafúrdias.

Não esqueçam!!!
Em outubro NÃO RE-ELEJAM NINGUÉM para o Congresso Nacional.

Jazz em Paz - Toco Misty interpretado por duas feras do jazz (Dave Brubeck e Stan Getz). Esta música composta em 1950 por Johnny Burke e Erroll Garner além de embalar muitas pedras de gelo em whyskies por salas a meia-luz mundo afora foi tema de um dos melhores thrillers de suspense dos anos 70, por sinal o 1º filme dirigido por Clint Eastwood - Play Misty for Me (1971).

O background do Impressões foi da dupla Herbie Hancock e Chick Corea (Maiden Voyage) e da troupe Wynton Marsalis e Modern Jazz Quatert (Willow Weep for Me).