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Wednesday, December 20, 2006

I Dig it 024

Hoje é dia de Impressões Digitais - Compacto Duplo em sua vigésima-quarta edição.




LADO A: Monk Main Title Theme (by Jeff Beal)

LADO B: It's a Jungle Out There (Randy Newman)


It's a jungle out there
Disorder and confusion everywhere
No one seems to care
Well I do
Hey, who's in charge here?
It's a jungle out there
Poison in the very air we breathe
Do you know what's in the water that you drink?
Well I do, and it's amazing
People think I'm crazy, 'cause I worry all the time
If you paid attention, you'd be worried too
You better pay attention
Or this world we love so much might just kill you
I could be wrong now, but I don't think so
'cause it's a jungle out there
It's a jungle out there


Dentre os blogs que eu acompanho - de modo bem voyeur e tímido - descobri, no blog da Sheila Leirner, um assunto que me assombra e intriga há alguns anos: a crise da arte contemporânea.

Li de um só fôlego a entrevista desta, que já foi curadora de duas bienais aqui de São Paulo apesar de morar há 15 anos em Paris, ao jornal Valor Econômico. E, após me recuperar das gargalhas devidas à total incapacidade do repórter-entrevistador de dizer coisa-com-coisa e de sua absoluta falta de domínio do assunto, me dei conta que ela havia citado, no prefácio do referido post, uma frase atribuída ao pensador francês Jean Baudrillard (cujas idéias eu já havia tomado contato).

Pronto! Foi o que bastou para eu definir o tema para o Impressões Digitais versão Compacto Duplo

Homo Sapiens - Partindo da minha ojeriza por multidões e da propícia (?) época natalícia para esta suruba populacional, consumística e pseudo-cultural, passo pelo hedonismo comercial global que estrutura uma bestialidade social. Baseando-me nos conceitos de Jean Baudrillard, nos campos da semiótica e a da sociologia, desenvolvo a análise dos fatores (principalmente de valorização de símbolos auto-referenciados) da atual crise artística e cultural.

Olha só a estética (arte moderna) em todo seu "esplendor":




BackGround - Não resisti... além de homenagear a Sheila que utilizou este tema com Charles Trenet em um videocast delicioso, faço uma brincadeirinha de contra-ponto ao tema do Homo Sapiens, utilizando 7 versões de C'EST SI BON (Charles Trenet, Ivon Cury, Eartha Kitt, Lisa Ono, Mireille Mathieu, Yves Montand e Paul Muriat).

A seguir a letra da versão gravada em 1953 por Eartha Kitt (que por sinal foi uma das duas intérpretes da Mulher-Gato no seriado Batman dos anos 60)


C'est si bon (Henri Betti & André Homez)

C'est si bon,
De partir n'importe où,
Bras dessus bras dessous,
En chantant des chansons,
C'est si bon,
De se dire des mots doux -
De petit rien du tout -
Mais qui en disent long.

En voyant notre mine ravie
Les passants dans la rue, nous envient
C'est si bon,
De guetter dans ses yeux
Un espoir merveilleux
Qui donne le frisson

C'est si bon
Ces petit's sensations
ça vaut mieux qu'un million.
C'est tell'ment, tell'ment bon

Voilà C'est bon
Les passants dans la rue
Bras dessus bras dessous
En chantant des chansons
Quel espoir merveilleux
Uummm - C'est bon.

Je cherche un millionnaire
Avec des grands "Cadillac car"
"Mink coats" - Des bijoux
Jusqu'au cou, tu sais?

C'est bon
Cette petit' sensation
Ou peut-être quelqu'un
avec un petit yacht, no?


Aahhh C'est bon
C'est bon, C'est bon
Vous savez bien que j'attendrai
quelqu'un qui pourrait m'apporter
beaucoup de "loot."

Ce soir?, Demain?, La semaine prochain?
N'importe quand.
Uummm - C'est bon - si bon
Il sera très - crazy, no?
Voilà, c'est tell'ment bon!

Saturday, December 09, 2006

Relaxando

Tirei uns dias p'ra relaxar e esquecer um pouco o dia-a-dia profissional... e por que não dizer das conectividades eletrônicas... mas assim como a gente sempre dá uma olhadinha naquele programinha brega da tv que alguém tá assistindo, fui dar uma verificada no Impressões e olha só: Ego inflado!!!!!!

Não costumo fazer isso, mas como a massagem no velho ego aqui foi muuuuito eficaz, reproduzo a seguir o que foi postado lá no I Dig, a minha resposta e o cometário do Ricardo Jurczyk Pinheiro do blog Estúdio da Instrospecção

POST DO RICARDO (no I Dig it 023):
Sérgio, seu podcast é ótimo, inclusive comentei lá no meu blog, a minha admiração e o meu apreço pelo seu trabalho (o link tá aí em cima, eu mandei 4 posts sobre os podcasts que ouço regularmente). Só uma coisa: 1 Kb é 1024 bytes. Pq? Pq 1 bit tem 2 possibilidades. 1 byte tem 8 bits, que são 2^8 possibilidades (256). Logo, 1 Kbyte é 2^10 bytes = 1024 bytes. E por aí vai. Não é 1000 bytes, como você acabou falando. Parabéns pelo podcast ótimo que você faz, você falou de topologia algébrica de um jeito que nem eu, que sou matemático, ousaria tentar falar. Um grande abraço, Ricardo. (PS: Confesso que não vejo muita graça nos especiais, mas... Quando sai o IDig 024?).


MINHA RESPOSTA:

Caro Ricardo
Antes de mais nada eu devo agradecer profundamente os elogios e - claro! - a opinião sincera sobre a falta de graça nos especiais (você tem toda razão ele é uma piada só para os podcasters envolvidos, meio hermético mesmo... mas fazer o quê, né?!)... Agora, deixa eu defender meu peixe... como você comentou no I Dig 23 sobre um assunto do I Dig 21 fiquei meio confuso, mas como sou engenheiro eu perdôo o matemático, nós somos meio desparafusados mesmo :P.
Quando citei que um bit era 0 ou 1 e um byte possuia 8 bits, evitei propositadamente a entrada no mundo da base 2... e sabe porque? Acho que dentre meus parcos ouvintes só você é matemático :P...
Na verdade iria ser muito árido explicar a "igualdade" que 1 kbyte é igual (lembre-se kilo. simbolo do International System para 1000) a 1024 bits, por isso correlacionei as quantidades e prefixos (kilo, mega, et cetera) com "milhares de " e no final afirmei "em computês um exabyte significa 1 quitilhão e quaquaraquaquá de unidades"... Tanto que no LogEntry eu apresento os valores de cada dimensão e indico que o nº possui a "ordem de 1 seguindo de tantos zeros). Tudo para não misturar base 2 com base 10...
Após ter escrito tudo isto respondendo seu post notei que o link leva ao seu blog, então vou reproduzí-lo lá também.
E agora lustrando meu peixe... caro Ricardo eu não sei como agradecer seus comentários aqui em seu blog... realmente fiquei totalmente sem palavras.... muito obrigado...


BLOG DO RICARDO:

27 Novembro 2006

Podcasts que tenho ouvido - 4
(...)
Impressões Digitais: O Sérgio Vieira é dono de um dos podcasts mais intrigantes e inteligentes, senão o mais interessante de todos os que tenho ouvido ultimamente. O Sérgio não é nenhum garoto (está quase queimando óleo 5.0), e a gente não consegue entender qual é a sua especialidade, a sua formação. Mas com fino humor, ironia afiadíssima, observação atenta e comentários matadores, ele faz do seu podcast uma das melhores audições que tenho tido hoje em dia. Confesso que admirava-o, mas virei fã quando na seção O Manual do Torneiro Mecânico, ele dissecou um problema de Matemática Pura (mais especificamente, de Topologia Algébrica), que nem eu, que sou matemático, seria capaz de explicar. Um dos últimos ele tratou de Física Nuclear, e da pesquisa com aceleradores de partículas, de uma maneira primorosa. A campanha dele "Não reeleja ninguém para o Congresso Nacional" parece que surtiu efeito, com 46% de mudanças nessa próxima legislatura. Enfim, um podcast que vale a pena ouvir. Confesso que não achei muita graça nos especiais, homenageando outros podcasts... Mas as transmissões daquela rádio do interior (esqueci o nome) são ótimas, e os aforismos do pensador Arkady são muito criativos - pena que acabaram, mas se bem que ele trocou a seção por outra... Recomendo fortemente a audição. (...)


Agora, sinceramente, é ou não é p'ra divulgar um elogio desse?!

Vermelhinho de vergonha, mas de "bola cheia" só posso dizer: MUITO OBRIGADO.

Sunday, December 03, 2006

Atendendo a pedidos

Nada como a brasilidade caipora para exigir algo meio esquecido... então vamulá:

Special 2 (Complemento) - me aporrinharam pacas por não colocar a letra da Marvada (Moda da) Pinga? Pois assim, aqui está:

Marvada Pinga

Com a marvada pinga
É que eu me atrapaio
Eu pego no
copo e já dou meu taio
Eu chego na venda e dali não saio
Ali memo eu bebo
Ali memo eu caio
Só pra carregar
nunca dei trabaio
Oi lá
Sempre bebo a pinga
Porque gosto dela
Bebo da branquinha,
Bebo da
amarela
Eu bebo no copo, bebo na tigela
Bebo temperada
com cravo e canela
Seja em qualquer tempo vai
Pinga na
goela
Oi lá
Venho da cidade
Já venho cantando
Trago um garrafão
Que venho chupando
Venho pro
caminho,
Venho trupicando
Chutando o barranco
Venho cambetiando
No lugar que eu caio
Já fico
roncando
Oi lá
Não largo da pinga
Nem que eu tome
pito
Que é de inclinação eu acho bonito
O cheiro da
pinga fico meio aflito
Bebo uma garrafa e já quero um
litro
Já fico babando crio dois espírito
Oi lá
Pinga temperada eu não modifico
Quem manda no bule
Eu chupo no bico
Vou rolar na pueira
Que nem
tico-tico
Vou de quatro pé destripando o bico
Junta a
mosquiteira
Mas eu não implico
Oi lá
A muié me
disse
Ela me falou
Largue dessa pinga
Peço por
favor
Prosa de muié
Nunca dei valor
Bebo no sol
quente
Pra esfriar o calor
E bebo de noite pra fazer
suador
Oi lá
A muié me disse
Largue de beber
Pois eu com essa pinga
Hei de combatê
Você fique
quieto largue
De tremer
Depois que se embriaga
Não levanto ocê
Vô deixá da pinga
Só quando eu
morre...

Nem preciso explicar que este negócio de "folk lore" cria variações de obras populares... o popular "telefone sem-fio", e a atual internet toda-loca, onde qualquer um copia (mal), modifica ou re-escreve (pior ainda) algo que já é de 3ª, 4ª mão - ou pior, totalmente "fake"- e publica como obra inédita (normalmente "própria", né?). Assm, segue abaixo a variação popular da "Marvada Pinga" que também é uma obra anônima...


Moda Da Pinga ( variação da Marvada Pinga )

Com a marvada pinga que eu me atrapaio
Entro na venda já dou meu taio
Pego no copo e dalí não saio
Alí mermo eu bebo, alí mermo eu caio
Só prá carregar nunca dei trabalho
Venho da cidade, venho cantando
Com um garrafão que venho chupando
Venho pro caminho venho trupicando
Chutando os barrancos venho cambeteando
No lugar que eu caio já fico roncando
A muié me disse ela me falou
Largue de beber peço por favor
Prosa de muié nunca dei valor
Bebo com sol quente prá esfriar o calor
E bebo de noite prá fazer suador
Cada vez que eu caio caio deferente
Meaço prá traz e caio prá frente
Caio devagar, caio de repente
Vou de corropio ou diretamente
Mas sendo de pinga eu caio contente
Pego o garrafão e já balanceio
Pra mor de vê se tá mermo cheio
Num bebo de uma vez porque eu acho feio
O primeiro gole chego inté no meio
No segundo trago é que eu desvazeio
Eu bebo da pinga porque gosto dela
Bebo da branca, bebo da amarela
Bebo nos copo bebo nas tigela
Bebo temperada com cravo e canela
Seja qualquer tempo pinga na guela
Eu agora conto prá vós micê
Eu fui numa festa no rio Tietê
Lá eu fui chegando no amanhecer,
já me deram pinga prá mim beber
Já me deram pinga prá mim beber,
tava sem ferver
Eu bebi demais eu fiquei mamado
Eu cai no chão fiquei deitado
Todo mundo vendo eu desacordado
Prá ir prá casa fui carregado
Fui de braço dado com dois sordado
e muito obrigado