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Sunday, December 03, 2006

Atendendo a pedidos

Nada como a brasilidade caipora para exigir algo meio esquecido... então vamulá:

Special 2 (Complemento) - me aporrinharam pacas por não colocar a letra da Marvada (Moda da) Pinga? Pois assim, aqui está:

Marvada Pinga

Com a marvada pinga
É que eu me atrapaio
Eu pego no
copo e já dou meu taio
Eu chego na venda e dali não saio
Ali memo eu bebo
Ali memo eu caio
Só pra carregar
nunca dei trabaio
Oi lá
Sempre bebo a pinga
Porque gosto dela
Bebo da branquinha,
Bebo da
amarela
Eu bebo no copo, bebo na tigela
Bebo temperada
com cravo e canela
Seja em qualquer tempo vai
Pinga na
goela
Oi lá
Venho da cidade
Já venho cantando
Trago um garrafão
Que venho chupando
Venho pro
caminho,
Venho trupicando
Chutando o barranco
Venho cambetiando
No lugar que eu caio
Já fico
roncando
Oi lá
Não largo da pinga
Nem que eu tome
pito
Que é de inclinação eu acho bonito
O cheiro da
pinga fico meio aflito
Bebo uma garrafa e já quero um
litro
Já fico babando crio dois espírito
Oi lá
Pinga temperada eu não modifico
Quem manda no bule
Eu chupo no bico
Vou rolar na pueira
Que nem
tico-tico
Vou de quatro pé destripando o bico
Junta a
mosquiteira
Mas eu não implico
Oi lá
A muié me
disse
Ela me falou
Largue dessa pinga
Peço por
favor
Prosa de muié
Nunca dei valor
Bebo no sol
quente
Pra esfriar o calor
E bebo de noite pra fazer
suador
Oi lá
A muié me disse
Largue de beber
Pois eu com essa pinga
Hei de combatê
Você fique
quieto largue
De tremer
Depois que se embriaga
Não levanto ocê
Vô deixá da pinga
Só quando eu
morre...

Nem preciso explicar que este negócio de "folk lore" cria variações de obras populares... o popular "telefone sem-fio", e a atual internet toda-loca, onde qualquer um copia (mal), modifica ou re-escreve (pior ainda) algo que já é de 3ª, 4ª mão - ou pior, totalmente "fake"- e publica como obra inédita (normalmente "própria", né?). Assm, segue abaixo a variação popular da "Marvada Pinga" que também é uma obra anônima...


Moda Da Pinga ( variação da Marvada Pinga )

Com a marvada pinga que eu me atrapaio
Entro na venda já dou meu taio
Pego no copo e dalí não saio
Alí mermo eu bebo, alí mermo eu caio
Só prá carregar nunca dei trabalho
Venho da cidade, venho cantando
Com um garrafão que venho chupando
Venho pro caminho venho trupicando
Chutando os barrancos venho cambeteando
No lugar que eu caio já fico roncando
A muié me disse ela me falou
Largue de beber peço por favor
Prosa de muié nunca dei valor
Bebo com sol quente prá esfriar o calor
E bebo de noite prá fazer suador
Cada vez que eu caio caio deferente
Meaço prá traz e caio prá frente
Caio devagar, caio de repente
Vou de corropio ou diretamente
Mas sendo de pinga eu caio contente
Pego o garrafão e já balanceio
Pra mor de vê se tá mermo cheio
Num bebo de uma vez porque eu acho feio
O primeiro gole chego inté no meio
No segundo trago é que eu desvazeio
Eu bebo da pinga porque gosto dela
Bebo da branca, bebo da amarela
Bebo nos copo bebo nas tigela
Bebo temperada com cravo e canela
Seja qualquer tempo pinga na guela
Eu agora conto prá vós micê
Eu fui numa festa no rio Tietê
Lá eu fui chegando no amanhecer,
já me deram pinga prá mim beber
Já me deram pinga prá mim beber,
tava sem ferver
Eu bebi demais eu fiquei mamado
Eu cai no chão fiquei deitado
Todo mundo vendo eu desacordado
Prá ir prá casa fui carregado
Fui de braço dado com dois sordado
e muito obrigado

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