Google+ Followers

Friday, April 27, 2007

O que o podcasting precisa de verdade…


ArtPC_013_27abr07



Muitos envolvidos na criação e na audição de podcast, de uma maneira bem geral, consideram que todo este amalucado processo precisa se tornar bem mais simples. Esse negócio de rss, feed, xml, agregador, juice, itunes, mp3, mp4, aac, etc. é tudo muito complicado.
Primeiro de tudo, precisamos tornar mais fácil a compreensão, por exemplo, de palavras como "assinar” ou “subscrever", tão comumente utilizadas por nós podcasters e que também, comumente, induz o leitor - ou ouvinte - a pensar em um processo de pagamento em moeda sonante...
Em nossa aldeiazinha podcasteira "subscribe" e suas versões tupiniquins "subscrever" e "assinar" faz todo o sentido do mundo, mas potencialmente inibe a adesão de novos ouvintes às nossas hostes. O novato iludido pelo termo pensa: "e eu vou lá pagar pra ouvir rádio?!"
Outra palavra que nos embatuca é "feed". Parceira íntima da anteriormente mencionada, principalmente quando tentamos ensinar nosso amigo de olhar esbugalhado: "... basta assinar o meu feed...". Esta palavrinha consegue, por si só, deixar transparecer tanto a dificuldade do ouvinte de entender "que raio é fídi?" quanto nossa incapacidade de traduzí-la adequadamente para o português. Humm... um palpite… que tal "alimentador"?!? (arghhhhhh!!!!!).
Daí, quando a gente tenta explicar que "feed" é na realidade um endereço representando pelo RSS e que direciona seu agregador a um software escrito em linguagem XML, cuja função é automatizar o "download" de cada nova publicação que colocamos à disposição em nosso "host"... pronto! O esmerdeio tá feito!!!
Precisamos, urgentemente, fazer o pessoal chegar aos nossos podcasts! E como podemos fazer isso acontecer? Bem... de cara, põe a droga de um botão (em flash) para "download" direto de seu podcast lá no "show notes" do seu "site", acompanhado de um textinho simples do tipo "clique+maçã, ou com o botão direito e salve)". Os visitantes de sua página irão descobrir rapidinho o seu podcast.
Vamos em frente: antes de colocar um reprodutor de áudio em flash (tem milhões de scripts ou plug-ins deste tipo na Internet), coloque um script para cadastro de e-mail, assim o assinante recebe via e-mail o aviso de que há um novo podcast publicado em sua página (quem usa o feedburner tem este script lá, de graça!).
Nota: Estes outros meios de acessar seu podcast podem parecer meio bobinhos, infantis à aqueles que pilotam o iTunes... mas lembre-se, os "pokaprática" são os que merecem mais atenção. Logo, logo eles estarão dominando o danado do iTunes, fica frio...
Não façam como eu, que mesmo tendo o podcast registrado na ITS (iTunes Store) há tempos, só vou colocar hoje (se não esquecer de novo) o "banner", o botãozinho "subscribe with Itunes" (ô desleixo, né?!). Basta trocar, no seu endereço RSS, o "http" por “itpc" e colocá-lo como link da figurinha que você escolher como botão, assim em dois cliques, os usuários de iTunes terão disponíveis em seus ipods e computadores os seus ma-ra-vi-lho-sos podcasts.
O maior desafio do podcasting, por incrível que pareça, ainda é se tornar conhecido! Se sua avó não sabe o que é isso, se o pessoal do escritório onde você trabalha não faz a menor idéia do que seja esta coisa, então a droga do podcasting ainda não está impactando devidamente as relações sociais. Então cara?! O quê você está esperando?! Pode começar já a evangelizar, advogar em causa própria e a ensinar os que desconhecem esta mídia! É sua responsabilidade, como produtor de podcasts, espalhar as boas novas. Caso você seja apenas um ouvinte, agradeço em nome dos meus parceiros sua boa-vontade e despreendimento na divulgação de nossos programas...
Vamos a um exemplo do porque creio que podcasting ainda não atingiu o sub-consciente social: Lendo um artigo, outro dia, em um site inglês sobre música independente e o barulho sobre a divulgação de algumas bandas por algumas rádios das charnecas da Grã-bretanha, me caiu a ficha...
A gente sabe que vários podcasters brazucas têm mais audiência que inúmeras radiozinhas de nosso interiorzão véio-de-guerra; vai daí que a lógica é simples: um podcast além de ser distribuído para dezenas, centenas, às vezes, milhares de cidades de todo o mundo, e de ser replicado pelos ouvintes para seus amigos e para os amigos dos amigos, ele fica disponível um tempão na rede. Mas não é que alguns artistas iniciantes, ainda cavando sua trilha rumo ao sucesso, sentem-se muito mais "na mídia" quando fazem um programinha e tocam umas quatro faixas do CD “hecho a mano” em uma rádio qualquer as dez da manhã de uma quarta-feira?!
O incauto vai insistir: E porque isso acontece? Fácil - respondo eu - diga p'ra sua avó, olhando bem no rosto dela:
- Vó, eu faço um podcast.
E note o olhar de um “ahn… tá bão…”. ‘Peraí! A experiência ainda não acabou. No dia seguinte, olhando do mesmo jeito p'ra ela, diga:
- Vó, amanhã eu vou dar uma entrevista na rádio comunitária do Morro do Mico Preto lá pelas seis da matina...
E você vai ver a velhinha toda pressurosa passando a todos que encontra em seu caminho rumo ao mercadinho da esquina, ou então pelo telefone a todos tios, primos, cunhados, genros, netas e demais apêndices familiares, todos dados sobre a entrevista do netinho, até a freqüência de sintonia da rádio em questão.
Sacou a diferença?
Então pessoal: não podemos perder tempo... Vamos procurar um meio de tornar o podcast em algo do qual possamos nos orgulhar, e claro, que possamos explicar facilmente p'ra sua vovó.

Sérgio Vieira - autor deste artigo, apesar de ser um podcaster preocupado e atento às necessidades de seus ouvintes, provavelmente, devido a idade avançada vira-e-mexe esquece de incrementar sua página para facilitar a vida de todos, até a própria.
http://impressoes.vocepod.com
idigitais@gmail.com

Thursday, April 26, 2007

Tudo depende do ponto de vista

Metropolis [005]


(foto do flagrante do ônibus-outdoor estacionando esta manhã na Rua Tuiutí, Tatuapé, São Paulo)


O prefeito regra-três (e perfeito apoplético, partidário do ex-pefelê e atual DEMOcratas - afinal PD era uma sigla prá lá de óbvia) de São Paulo, Gilberto Kassab fez com que fez para estipular a metragem minima para os painéis comerciais nas fachadas dos imóveis e acabou de vez com a farra de outdoors e painéis publicitários gigantescosda cidade...
E aí o brasileiro mostra todo seu gingado, toda sua critaividade frente as vicissitudes da ordem jurídica estabelecida e "dá mais um drible"na legalidade, demonstrando toda sua capacidade inventiva: Por acaso, é proibido estacionar veículo automotivo, durante algumas horas, em via pública sem restrição de estacionamento? Nããão, claro que não... Então enfia lá um busão véio todo painelizado com o lançamento do blockbooster da semana... Pronto! Resolvido o problema.

Friday, April 20, 2007

Assunto: Conteúdo!


ArtPC_012_20abr07

Nós começamos a produzir podcasts normalmente porque desejamos.... ahn... sei lá... Provar a nós mesmos que sabemos um montão de coisas sobre publicação via CSS e HTML e gravação digital?
Hummm... Creio que não!
Creio que um dos bons motivos reside no "descobrimento de nossa própria voz". Não só nossa voz exteriorizada (a qual sempre nos assusta pela total incongruência com aquela que ouvimos ressonada em nossa caixa craniana), mas a nossa "voz interior", aquela mirabolante preparação mental que antecede a verbalização.
Um parênteses: Em 90% das vezes - sendo bastante otimista - a gente prova que essa "preparação" é bem "meia-boca", né?! Bem fragilzinha, basta atentar para a quantidade de besteiras que a gente fala por hora.
Mas voltemos ao nosso motivo primeiro: Temos coisas a dizer!!! E queremos que estas idéias alcancem os mais longíquos rincões deste planeta, alcançando o máximo possível de pessoas. Até aí, no plano das idéias e ideais, 'tá tudo muito bom, tudo muito bem... Mas realmente, um dos principais desafios que você irá encontrar, como um podcaster novato, está relacionado com a qualidade, normal e erroneamente vinculada apenas ao seu equipamento de captação.
Acomodado em frente ao seu computador, você verifica a configuração do microfoninho plástico que acompanhou o seu par de alto-falantes (usuários Macs, em sua maioria, não passam por isso), ajusta o software para gravar, clica em RECORD e... solta a voz. Depois de alguns minutos de gravação, você aperta o STOP e imediatamente o REWIND para ouvir, na maioria das vezes, sabe o quê? Uma vozinha um tanto chocha, sem corpo ou peso, encadeando frases tartamudeadas e permeadas de dezenas "humms", "ahns", esses engolidos e estalar de lábios, em uma quantidade que você jamais imaginou que produzisse enquanto falava...
Mas, colocando estas "descobertas" completamente comuns de lado; o que você gravou realmente tem alguma consistência? Ele se qualifica "de per si"? Em termos laicos: o conteúdo do seu podcast "pára em pé"?
Esta é a questão-chave que, desde do primeiro dia, você precisa considerar se deseja ser realmente um podcaster.
Ninguém sabe ao certo quantos podcasters estão descobrindo e colocando suas vozes na rede diariamente, e pode ter certeza, o desafio de todos não passa por questíunculas do tipo: "quanto custa aquele mixer?", "este microfone é adequado ao timbre da minha voz?", ou, ainda, "preciso de um truque de processamento de áudio pra tirar este ruidinho de fundo"...
Como qualquer produto, o podcasting em sua totalidade, é tão forte apenas até o limite de seu componente mais fraco. E se em seu podcast o ponto fraco é o conteúdo, ihhhhh... Pode se preparar, você vai ter muitos problemas; mesmo que lance mão de subterfúrgios e tente "no muque e na marra" conquistar seu espaço no meio desta cacofonia doida que é o mundo do podcasting. Na maioria das vezes o podcasting de conteúdo fraco, sossobra, se desfaz e morre... rapidinho. É por isso mesmo que o nosso mantra é "conteúdo é tudo, não adianta ser manteúdo e teúdo... conteúdo é tudo, não adianta ser manteúdo e teúdo...", que apesar de ser fácil de memorizar é muito difícil de executar, pois o danado requer e nos exige esforço diário e constante.
Da mesma forma que nossa voz é característica e única, cada um de nós possui interesses e gostos distintos, histórias diferentes decorrentes de experiências próprias, opiniões forjadas por nossas opções e convicções, as quais nos identificam e distinguem um dos outros. É exatamente isto que faz com que seu podcast seja ouvido e o distingue, aumentando o potencial intrínseco do processo. Pombas! É o que dá peso e corpo (e alma!) à sua voz!
Não é apenas seu conhecimento sobre o assunto tratado, mas principalmente a sua paixão, a força-motriz de um podcast. E mesmo que haja outros podcasts ou vozes por aí tratando dos mesmos tópicos, será sua paixão que irá lhe dar clareza, que irá distinguí-lo e pesar na avaliação da audiência. Isso é algo que não se consegue comprar nem conquistar só com equipamentos de áudio no estado-da-arte.
Então, depois de ouvir novamente seus "ahns" e "hums", e se convencer que realmente isto vai deixar seus ouvintes malucos, coloque os fones de ouvido e pode aplicar um bom tempo editando seu palavrório... e importante, não deixe de gastar uns trocadinhos num equipamento de captação melhor, aumentando a capacidade e qualidade de gravação. Mas, o mais importante de tudo, invista tempo, suor e cachola no tema, no assunto, no conteúdo dos seus podcasts.
Afinal nada melhor que falar de sua paixão.


Sérgio Vieira - autor deste artigo, transpira sangue para que seu podcast tenha um conteúdo que seja, pelo menos, considerado por alguns ouvintes como bom.
http://impressoes.vocepod.com
idigitais@gmail.com

Wednesday, April 18, 2007

NOVIDADES!!! (nem tanto, nem tanto)

Eu sou um atabalhoado, né?!

Há uma semana decidi publicar em aúdio, via podcast (Impressões Digitais - Versão Acústica) os artigos que escrevo para o Podcastcafe produzido pelo Christian Gurtner e que são devidamente reproduzidos aqui semanalmente desde fevereiro de 2007...

E não é que me esqueci de avisar devidamente aos meus leitores!

Somente deixei uma introduória e xexelenta notinha no artigo aqui publicado em 13 de abril.

Como sei que muitos não têm tempo para ler na telinha (aqui eu me incluo) os blogs alheios, creio que minha atitude de colocar a "voz do dono" nestes artigos sobre podcasting, tornando-os disponíveis àqueles que já me ouvem, foi uma atitude p'ra lá de razoável...

Comentários são bem vindos.... deixe seus comentários, envie sugestões via email ou skype... tá tudo à mão aqui! Se você ainda não ouve o podcast Impressões Digitais assine o feed (em caso de dúvida não quebre o vidro, envie sua questão para o departamento de perdidos e achados - sergiovds@gmail.com)

Sunday, April 15, 2007

I Dig it 031 - Full

Hoje é dia de Podcast Impressões Digitais - edição nº 31, em sua versão Full,


Thick As A Brick - Part 1 (Jethro Tull)


Really don't mind if you sit this one out.
My words but a whisper your deafness a SHOUT.
I may make you feel but I can't make you think.
Your sperm's in the gutter your love's in the sink.
So you ride yourselves over the fields and
you make all your animal deals and
your wise men don't know how it feels to be thick as a brick.

And the sand-castle virtues are all swept away
in the tidal destruction the moral melee.
The elastic retreat rings the close of play
as the last wave uncovers the newfangled way.
But your new shoes are worn at the heels
and your suntan does rapidly peel
and your wise men don't know how it feels
to be thick as a brick.

And the love that I feel is so far away:
I'm a bad dream that I just had today
and you shake your head and say it's a shame.

Spin me back down the years and the days of my youth.
Draw the lace and black curtains and shut out the whole truth.
Spin me down the long ages: let them sing the song.
See there! A son is born and we pronounce him fit to fight.
There are black-heads on his shoulders, and he pees himself in the night.
We'll make a man of him, put him to trade
teach him to play Monopoly and how to sing in the rain.

So you ride yourselves over the fields and
you make all your animal deals and
your wise men don't know how it feels
to be thick as a brick.

INTRO (Introdução) - Curtindo um banzo musical, embalo - quase que num acalanto - todo este podcast, usando só "meus sons" britânicos do início da década de 70. Além de tocar duas peças do Jethro Tull uso como background (fundo sonoro) todo o LP The Six Wives of Henry VIII do Rick Wakeman (primeiro tecladista do YES).

OMDTM (O Manual do Torneiro Mecânico) - Rede congestionada por informação e lixo binário: Enquanto muitos se esforçam para qualificar a informação que "deságua" na internet, ou ainda, buscam processos mais eficazes para ampliar a quantidade de bits que nela trafega, uma imensa quantidade de puro lixo e rejeito binário é despejada via cabos, fibras óticas nos servidores e computadores pessoais. E o pior: parece que é o lixo que sempre vira notícia - vide o affair Ana e William, the English Prince... ô-meu-deus!

CNR (Caiu na Rede!) - Direito de Consumidor Torto, ou Tortura do Direto de Consumir, ou ainda, Consumo de Direito Torto: Paradigma comportamental e "modus pensantis" do consumidor médio de tecnologia da informação tupiniquim. Um perfeito exemplo de como deve-se posicionar elegantemente e argumentar lucida e ilibadamente sobre direitos de consumo e de propriedade com um despreparado atendente de SAC, colocando às claras, escancaradas as mazelas desta vidinha sem vergonha de brasileiro remediado.

EAIQAUP (É a Ignoranssa Qui Astravanca u Porgréssio) - Segregação e racismo chapa-branca: Destrambelhada ministra do SEPPIR - Secretaria Especial de Política da Promoção da Igualdade Racial, sra. Matilde Ribeiro defende, pública e canhestramente, que oprimidos ancestrais têm todo o direito de repudiar os que lhe invocam a opressão; e que minorias (políticas, econômicas, raciais ou numéricas), dispõem de licença social e legal ao exercício do preconceito e da insurgência. A dona Matilde tem todo o direito de pensar o que bem entender e se expressar com as palavras que lhe aprouver. Não pode, contudo, esperar compreensão e pairar acima do bem ou do mal. Parece-me totalmente inadequado que, sendo uma convicta defensora da naturalidade contida no ato de um ser humano recursar-se à convivência do outro por rejeição à cor de sua pele, a Ministra permaneça no cargo de representante do Estado brasileiro na pasta responsável pela promoção da igualdade humana. Por um simples e óbvio motivo: a dona Matilde, de cútis negra, é racista.

Campanha cidadã Congresso 2010: Não deixe seu representante esquecê-lo, envie idéias, sugestões, palpites... enfim, encha o saco dele!
ATÉ AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES, ENCHA O SACO DE SEU REPRESENTANTE!

Música do Impressões - Hoje não tem Jazz em Paz, nem Preservativo Musical, muito menos Terra Brazillis. Hoje é dia de Rock!!!


Too Old To Rock 'n' Roll: Too Young To Die

The old Rocker wore his hair too long,
wore his trouser cuffs too tight.
Unfashionable to the end --- drank his ale too light.
Death's head belt buckle --- yesterday's dreams ---
the transport caf' prophet of doom.
Ringing no change in his double-sewn seams
in his post-war-babe gloom.

Now he's too old to Rock'n'Roll but he's too young to die.

He once owned a Harley Davidson and a Triumph Bonneville.
Counted his friends in burned-out spark plugs
and prays that he always will.
But he's the last of the blue blood greaser boys
all of his mates are doing time:
married with three kids up by the ring road
sold their souls straight down the line.
And some of them own little sports cars
and meet at the tennis club do's.
For drinks on a Sunday --- work on Monday.
They've thrown away their blue suede shoes.

Now they're too old to Rock'n'Roll and they're too young to die.

So the old Rocker gets out his bike
to make a ton before he takes his leave.
Up on the A1 by Scotch Corner
just like it used to be.
And as he flies --- tears in his eyes ---
his wind-whipped words echo the final take
and he hits the trunk road doing around 120
with no room left to brake.

And he was too old to Rock'n'Roll but he was too young to die.
No, you're never too old to Rock'n'Roll if you're too young to die.

BackGround - E como este podcast 'tá todinho calcado em britânicos e brasileiros, sejam estes: músicos, princípes, mulatos, estudantes, branquinhos, negros, cabeludos, ministros, dos idos de 1970 ou de quase 2010, nada mais justo que "enfiar aqui" um branquelão cheio de dedos chamado Richard Christopher "Rick" Wakeman e seu álbum The Six Wives of Henry VIII (Catherine of Aragon - 3'47"; Anne of Cleves - 7'55"; Catherine Howard - 6'37"; Jane Seymour - 4'50"; Anne Boleyn - 6'36"; e Catherine Parr - 7'04")

Friday, April 13, 2007

P'ra cima e avante!



Como eu avisei no episódio inaugural, de 11 de abril agora, do Impressões Digitais - Versão Acústica, a partir de hoje estes artigos, além de serem publicados no site PodcastCafe passam a ser publicados aqui, sob o título Impressões Digitais - Versão Impressa.


ArtPC_011_13abr07

Algumas pessoas pensam que podcasts são apenas programinhas de rádio, bem específicos para uns nichos muito restritos. Outros pensam que podcasts são um modo novo e muito "modernoso" de receber conteúdo de rádio comercial em um mp3 player, via computador. Já aviso: isto é uma visão muito estreira da realidade, e não é só ouvintes de podcast que assim pensam, muitos podcasters parecem encarar seu produto desta mesma forma.
Podcast - vamos lembrar - é uma nova mídia, inédita em sua forma, conteúdo e distribuição, com atributos distintos e características únicas. Para seu podcast se estabelecer e sobreviver você - como realizador "in totum" - precisa considerar tudo o que faz dele algo diferente, e usar tais diferenciais para refinar seu podcast para, e na conquista de, uma audiência.
Conteúdo de outras mídias - rádio e tv - salvos em formato mp3 não dpodem ser considerados podcasts. Muitos podcasts são baseados em uma ídéia simples, já usada milhares de vezes em outras mídias, como "comentar os porgramas de auditório da tv aberta desta semana", "listar as últimas novidades da sociedade brasileira de gerontologia" ou "divulgar playlists seletos da música caiagangue". Estes tipos podem ser muito bons para iniciar um podcasting, mas reviver velhos formatos ou misturar formatos estabelecidos não é uma boa política a médio e longo prazo.
Como um podcaster inteligente, você deve resistir à tentação de cair na mesmice, no clichê, no "basicão". Como? Simples! Seja inventivo! Pode começar incorporando as limitações de um podcast, como por exemplo, a estanqueidade (p'ra mim a melhor característica desta mídia). Podcast não pode ser uma novela, um capítulo após o outro... ele deve encerrar-se em si (adivinhe o que quer dizer pod em inglês?), mas não pode ser um "kinder-ovo". Ele não pode ser uma surpresa atrás da outra... O ser humano precisa de um certo ritmo, frequência e expectativa reconhecíveis. Qualquer coisa errática tende a não ter observadores...
Pode parecer um contra-senso (visto o último parágrafo), mas você deve fazer de tudo para, constantemente, inovar, desenvolver novas idéias para manter os programas airados, frescos e instigantes. Uma dica: se você, podcaster, notar uma certa automatização e enfado em suas atividades de produção de conteúdo, pode ter certeza que sua audiência está se aborrecendo... seu trabalho caiu na mesmice. Cada novidade implantada deve ser tratada como um evento digno de uma campanha de divulgação. Deve-se oxigenar, vez ou outra, uma fogueira para manter a chama acesa...
Colaboração - característica essencial para construir e manter um podcasting respeitável. Esta palavrinha incomoda muitos, principalmente aqueles que acreditam que colaboração sempre é só dos outros, e se este é seu caso, um aviso - de coração - pode desistir de fazer um podcast agora e pode ir buscar um site do tipo herbalife-da-vida por aí.
O podcasting, além de lhe dar toda a liberdade do mundo, quanto a conteúdo, a avaliação da sua duração, ou seja, do tempo necessário para tratar do assunto escolhido, nos desvenda um aspecto de suma importância (ao fim deste artigo volto a questão "duração de um podcast"). Não importa que você tenha meia dúzia de gatos-pingados como assinantes do seu feed, a audiência de um podcast é formada - lembre-se disso, sempre! - por um pessoal altamente envolvido com a internet, comprometendo muitas de suas horas diárias conectados. Por isso, equilibre o tempo de seu podcast, mantenha uma constância, e - principalmente - use esta capacitação tecnológica de seus ouvintes, implore por seus feedbacks... essa turma é uma mina de ouro!!! Tanto para ajudar a difundir seu podcastizinho, como para contribuir com conteúdos interessantes. Convide esta turma para enquetes, votações múltiplas - coisa que em rádio e tv é impossível (por enquanto) - abarcando múltiplas respostas num sistema hierarquizado.
Só um detalhe, na verdade dois:
Primeiro, não faça enquetes sobre qualquer bobagem. Pense, planeje, elabore, simule, verifique e revise quantas vezes for necessário. Pesquisa de audiência é uma ferramenta prá lá de poderosa; se você "queimar" o processo de "voting" logo de cara - lançando várias enquetes sem empatia com seu público ou uma atrás da outra, em excesso - fica muito difícil você conseguir recuperar a credibilidade novamente. Lembre-se: tudo é um processo em que cada etapa influencia na próxima.
Em segundo lugar, envolva seu podcast em ferramentas comunais (bulletin board, fórum, wiki, flickr, frappr, etc.), e claro, seja gentil e generoso. Uma comunidade forte possui um poder de difusão (emails, instant messaging, blogs) inimaginável, a qual pode fazer maravilhas pelo seu podcast. Ahn... o inverso também vale, viu?! Se você "pisar no tomate" com a comunidade, báu-báu, rapidinho a tsunami atinge seu podcast, e normalmente, não sobra pedra sobre pedra. O podcast é algo muito, muito pessoal, tanto do lado do podcaster como do lado do ouvinte (ou melhor, assinante. Lembre-se!).
Outro aspecto da colaboração é que - com certeza - os ouvintes mais criativos vão começar a ficar doidinhos para enviar pautas, conteúdos quase que completos para seu podcast. Não seja estúpido, use-os em seu podcast! Quando o ouvinte escuta sua contribuição no podcast, você pode ter certeza que acabou de ganhar um belo divulgador e recrutador de novos ouvintes. Aqueles que se aperceberem que basta enviar alguma contribuição para serem divulgados em seu podcast, vão fazê-lo, e aí a coisa não pára mais.
Cross-fertilization: Alguns ouvintes se tornarão podcasters (assim como todos nós, podcasters, fizemos desde Adam Curry) e eles provavelmente nunca esquecerão qual o podcaster que os inspirou. mantenha-os sob uma cúpula de cristal, estes seus companheiros são mais que podcasters, eles gostam de você, de verdade!!! E, colaboração sempre ajuda à renovação. Um podcaster com visão de futuro deve rapidamente construir uma forte rede de relacionamento com os demais podcasters. Novamente, eles são aqueles que irão notar mais rapidamente o desgaste de seu podcast. Preste a atenção no que a turma diz sobre seu trabalho!!! Para lançamentos / renovações esta rede é importantíssima, ela é a "primeira onda" de promoção do evento. De novo, seja gentil, publique em seu site uma lista com os podcasts de sua rede mais próxima.
Propagação: Sempre busque novos ouvintes, daqueles que nunca ouviram um podcast na vida. Isto além de adicionar mais um ouvinte em sua lista, é excelente para a comunidade de podcasters em geral. Ouvintes estabelecidos tendem a manter um conjunto de feeds bem estável, dando pouca chance a outros podcasters. Os novatos, ao contrário, vão passar pelo período de "garimpo", assinando uma montanha de feeds. Aproveite, seja solidário, deixe em seu site umas dicas de sites que agregam podcasts.
Educação: Ensine, em seu site e podcast, os passos iniciais aos podcasters neófitos; e aos ouvintes, como assinar e organizar feeds. Além de você evangelizar - e, eventualmente, fidelizar - aquele que chegar ao seu site, você vai conseguir um aumento de acessos.
Por fim, um outro aspecto importante e inerente ao podcast, é a duração, qual o tempo ideal de um capítulo do podcast. Este assunto - tempo - que pincelei rapidamente no início deste artigo, merece um aprofundamento. E como já escrevi muito hoje, chega! 'Tô cansando.
Prometo voltar com um artigo específico sobre quantos minutos um podcast deve ter.




Sérgio Vieira - autor deste artigo sabe que está na hora de arejar seu podcast. Pois, como diz, desde priscas eras, o José Simão, quem fica parado é poste! http://impressoes.vocepod.com idigitais@gmail.com

Friday, April 06, 2007

Legal! Eu gravei um podcast...


ArtPC_010_06abr07


... e agora, o que eu faço com isso?!

Neste artigo vou tentar introduzir (epa!) o futuro ou novato podcaster no mundo real do podcasting, através de algumas dicas, fundamentalmente, sobre os assuntos: distribuição, audiência e saudável (e massageador de ego) retorno de seus ouvintes-assinantes.
Então, vamos começar do começo. O seu podcast 'tá lá, prontinho... Depois de muito planejamento, um trabalhão danado e alguma grana gasta na produção, você tem um belo arquivão mp3 de alguns megabytes lá, paradão, descansando, largadão em seu hard disk. E agora? O que fazer?!
Primeiramente, um pouco de experiência pregressa (velho é um saco, né?! Adora contar causos nas situações mais estranhas...): Caí nesta esparrela de fazer podcasts, por sorte, com um razoável conhecimento sobre gravação profissional em estúdio de áudio. Não que eu tenha atuado profissionalmente nesta área, tudo o que fiz foi meio amador, mas meu contato com este mundo desde minha juventude e convivência com familiares e amigos - todos profissionais de gabarito - do meio audio e vídeo atual, foi, e é, bem próximo e fecundo.
Então, o que há de correlação entre este meu background e a questão distribuição e a construção de uma audiência fiel? Francamente, não muito... (eu bem que avisei: velho é assim mesmo, bobeou conta um causo meio nada-a-ver!). A "pedra de toque" do podcast, o que pode transformá-lo em um sucesso é, na realidade, o conjunto, o equilíbrio de três fatores, pela ordem: conteúdo, cuidado na produção e distribuição.
...
Há várias maneiras de abordar o conceito "conteúdo", mas me atrevo a dizer, em resumo: olha cara, sem um bom, denso, imaginativo e envolvente conteúdo e - principalmente - timming (rítmo e ambiência), lamento sinceramente, seu podcast irá se transformar em puro lixo binário rapidinho.
Uma enormidade de podcasts cobrindo centenas, senão, milhares de assuntos, até com apuro técnico acima da média, utilizando estilos diversos são para mim, o mais puro lixo!
Ou seja, se você é perspicaz notou que o bom, denso, imaginativo e envolvente conteúdo e (...) timming" e a enormidade de podcasts (...) são (...) o mais puro lixo!" explicitam o SEU GOSTO e crença na importância do assunto tratado. Aí está a beleza desta mídia!!! Ela permite que você crie desenvolva e distribua todo um conteúdo "sui generis" sobre, por exemplo, ... ahn... "Quais os cortes de pelagem para poodles mais adequados para as estações climáticas setentrionais?" e tenha uma audiência significativa (creio que até patrocínio dos fabricantes de ração canina).
...
Sua voz pode ser danada de ruim, seu microfone pode não ser lá grande coisa (ouça meu podcast para ter um exemplo do que digo), mas também não adianta um vozeirão e um belo estúdio de trocentos canais. Apenas o cuidado na produção sozinho não faz verão, por outro lado, uma produção canhestra, mal cuidada e um desleixo na qualidade sonora e equilíbrio do nível de áudio pode provocar aquilo que chamo de "45 segundos de porcaria"... e aí meu irmão, não tem escape! Basta um ou dois exemplos de áudios ruins e você perde um ouvinte. E não adianta chorar, você nunca mais vai conseguir fazê-lo re-assinar o seu feed. Só se ele esquecer o nome do seu podcast...
Eu - no princípio - pensei que um audiozinho meia-boca poderia ser relevado pela audiência... que nada, quase me estrepei (sei, sei, ainda tá bem meia boca... mas juro que vou por a mão no bolso - onde crio um escorpião - e acertar a captação de áudio).
...
Pois então, você irá querer saber se o seu podcast também é uma porcaria só quando notar, após umas vinte edições publicadas, que apenas três pessoas assinam seu feed, e uma delas é sua mãe? Claro que não, né?! Então vamos lá! Os resultados podem variar, mas se eu conseguir evitar que você cometa algumas bobagens muito comuns por aí no quesito distribuição eu já me dou por satisfeito.
Cuidado e atenção na hora de dar o nome do seu podcast e de registrar o dominío (seja pago ou gratuito). O seu domínio deve ser o nome do podcast (se possível). Isto seria ótimo. O bom, vá lá, pode ser uma parte do nome: no meu caso, não dava para registrar impressoesdigitais.vocepod.com, ficaria algo "esdruxulamente" longo e de dificil memorização, então me arrisquei em deixar apenas impressoes.vocepod.com.
É crucial que as pessoas associem o podcast ao seu website, e vice-versa, como também lembrem-se facilmente deles. Por exemplo: seu podcast chama-se "DIARIO DE BORDO". Não adianta você publicá-lo em um endereço do tipo http://www.webblognet.service.com.br / users / blogs / audio / podcast / diariodebordo / index.html... lamento, mas, ninguém irá lembrar deste endereço. Nem você.
Uma vez resolvida esta questão básica de marketing, ou seja, definir seu podcast (definir nome/domínio e fixar sua marca você precisa cuidar do custo da distribuição. Se está pensando em distribuir seu podcast do host server em que você hospedou sua página web log e não se preocupou com o custo da banda... das duas uma: ou você tem muita grana e nem está aí p'rá esta besteira de "quanto custa?", ou - como mero mortal totalmente desatento e avoado - não seu deu ao trabalho de pesquisar direito sobre tal assunto.
Normalmente os serviços de hospedagem estão interessados em que seus dados fiquem ali em seus HDs, paradinhos; exatamente por isso o o custo de banda de tráfego é costumeiramente alto pacas. Um podcast simplesinho de apenas bate-papo, com uns 15 minutos de duração, tem em torno de 10 MB. Imagine que você tenha 1000 assinantes e publique 10 episódios mensais. Agora faça as contas: em um ano você vai consumir 1,2 GB de espaço de HD (isso não é nada... baratinho, baratinho), mas em compensação, de tráfego, de banda será consumido uns 1,2 TB, ou seja, 100 GB por mês, o que não é muito barato não, em condições normais de temperatura e pressão...
Até agora, por obra e arte do destino, eu tive sorte... Estou hospedado gratuitamente, mas se minha audiência continuar a crescer como está, logo, logo precisarei buscar uma solução paga. Afinal eu hospedado de graça, pequenininho, tudo bem... mas ocupando um espaço cada vez maior e consumindo cada vez mais banda? Aí é sacanagem demais com o host... Mas, não precisa ficar com dozinha de mim, há inúmeras soluções baratinhas disponíveis, tanto aqui no Brasil como por este mundão-de-meu-deus.
Como não estou sendo patrocinado por ninguém não irei ficar fazendo publicidade gratuita aqui. Indico apenas que se faça uma pesquisa na internet sobre "podcast host server" ou "servidor hospedagem podcast" com certeza você acha algo (mesmo que seja nos AdSenses associados).
Uma última dica: visite os sites/blogs dos podcasters já estabelecidos e verifique quais os hosts que eles estão utilizando. P'ra que sofrer, se eles já pesquisaram p'ra você? Complemente sua pesquisa e solicite ao podcaster - via email - informações e uma simples avaliação sobre o serviço de hospedagem utilizado.
Tenho certeza que através de um bom conteúdo, qualidade de áudio, planejamento e distribuição adequada você conseguirá alcançar e fidelizar seus ouvintes - até a sua mãe!.

Sérgio Vieira - autor deste artigo além de pão-duro é um podcaster razoavelmente cuidadoso com os ouvidos de seus assinantes, tanto que anda pensando seriamente em adquirir um sistema de captação mais profiça (baratinho... de preferência).

http://impressoes.vocepod.com
idigitais@gmail.com