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Saturday, June 23, 2007

LINKS PARA OS MP3 DO IMPRESSÕES DIGITAIS

Eduardo Fernandes, em um comentário de 16 de junho - ouvinte do Podcast Impressões Digitais - me relembrou (com sua justificada queixa de que não consegue acessar os episódios de 2005 e 2006), que deixei a página impressoes.vocepod.com meio abandonada (ééé... tá cheia de bugs... preciso passar os dados para o wordpress... ela 'tá uma bagaça mesmo e nem vale tentar consertar por agora).

Assim, para atender a demanda do Eduardo e de muitos outros coitados que deixei ao léu, montei uma pagininha rapidamente para listar todos os podcasts que produzi (até as primeiras porcarias).

Espero que esta atitude meio quebra-galho os ajudem para o download direto dos arquivos mp3 deste Podcast.

Então, clica aqui para ir onde estão os links para download de todos os arquivos em mp3 já publicados.

Pronto! agora você pode completar a sua coleção IMPRESSÕES DIGITAIS.

Friday, June 22, 2007

Grátis?



ArtPC_019_22jun07

Uma das mais definitivas características da comunidade ávida por podcasts é a sua gratuidade.

Eu, assim como vários outros ouvintes de podcasts, assino vários feeds, e assim que cada novo programa é publicado o agregador instalado o copia para meu computador... de graça!

Quando eu conecto o meu mp3 player no computador, os arquivos de áudio destes podcasts são transferidos para posterior audição - de graça - de todo um conteúdo produzido com carinho, cuidado, esmero e talento por pessoas - por princípio - extremamente interessantes espalhadas pelos quatro cantos deste mundão redondo de-meus-deuses. Tudo isso de graça!

Então, vamos calcular quanto custa para mim e qualquer outra pessoa sensata, assinar vários podcasts, recebê-los em seu computador e ouví-los quantas vezes quiser.

Vou, de cara, descontar o custo do provedor de internet desta equação, pois esta serviço eu já possuía, por outras razões, bem antes da invenção do podcasting. Assim como desconto também o custo do computador pelo mesmo motivo. Os agregadores podem ser copiados de graça na web, também as assinaturas de 99,99% dos podcasts não custam nadica de nada.

Somando todos estes "custos" chego a um total de ZERO reais, ou seja, é tudo de graça! Esta cultura de gratuidade que envolve o podcasting é um dos seus elementos-chave, é parte intrínseca do DNA desta mídia.

Alguém descreveu isto como sendo o "ethos", a alma, a essência moral do podcasting. E, ressalto, isto estende-se por todo o processo de podcasting, desde sua criação, passando pela elaboração, produção, pós-produção, publicação, distribuição até a transposição para mp3 players. As pessoas esperam que tudo ao longo deste processo seja de graça.

Desenvolvedores trabalham com ardor para que agregadores, editores de áudio e outras ferramentas digitais sejam distribuídas de graça. Até este artigo é produzido e publicado gratuitamente.

Chutando de bico com a perna ruim, dá para aceitar que há no mundo mais de cem mil podcasters? Ótimo. Imagine o volume de conteúdo produzido constantemente e distribuído... de graça!!!

Mas... será que "de graça" significa o mesmo que "sem custo"? Claro que não!

Os desenvolvedores de softwares para podcasting trabalham muito para oferecer ferramentas, as quais nós alegre e impunemente usamos, com destemor e despudor, na produção de conteúdo e de podcasts. Toda a energia e entusiasmo despendidos nesta lida são, normalmente e apenas, reconhecidos por outros desenvolvedores e podcasters...

Graças-aos-deuses, há serviços de hospedagem, se não gratuitos, com custos muito atrativos tanto para hospedagem como para consumo de banda. Mas também há aquele lado preciosista que - invariavelmente - nos leva às compras de microfones cardiódes com supressor, mixers, refletores, fones estéreo, etc. Tudo para uma melhor qualidade de captação de áudio.

Mesmo assim, considerando os custos que podem advir da aquisição de equipamentos, estes estão muito abaixo quando comprados com os de outros hobbies, como - por exemplo - fotografia. Então, no balaço geral, os podcasters não precisam desembolsar muito, o que - ainda bem - não exige a cobrança de uma taxa de assinatura dos ouvintes.

Entretanto (sempre há um senão), relembro, "grátis" não é a mesma coisa que "sem custo", e enquanto a gratuidade identificar e qualificar o podcast, tanto hoje como num futuro previsível, não dá para fugir da questão: Será que isto se manterá?

Na minha modesta opinião: SIM. Pois, considero que qualquer tentativa de se cobrar pela assinatura de podcasts é um tremendo equívoco. Considero também que - além de viável, e muito provável - logo teremos a inserção de peças comerciais nos podcasts, exatamente para manter-se a gratuidade do podcasting.





Sérgio Vieira - autor deste artigo, encara a produção de seu podcast como um hobby, mas atento à modernidade, não ficaria nem um pouco constrangido em receber remuneração financeira para inserir pequenas peças comerciais no Impressões Digitais.
http://impressoes.vocepod.com
idigitais@gmail.com

Wednesday, June 20, 2007

I Dig it 033

Hoje é dia de Podcast Impressões Digitais edição nº 33 - Edição Full.






Cheek to cheek (Irving Berlin)

Heaven, I’m in heaven
And my heart beats so that I can hardly speak
And I seem to find the happiness I seek
When we’re out together dancing cheek to cheek
Heaven, I’m in heaven
And the cares that hung around me through the week
Seem to vanish like a gambler’s lucky streak
When we’re out together dancing cheek to cheek
Oh I love to climb a mountain
And reach the highest peak
But it doesn’t thrill me half as much
As dancing cheek to cheek
Oh I love to go out fishing
In a river or a creek
But I don’t enjoy it half as much
As dancing cheek to cheek
Dance with me
I want my arm about you
That charm about you
Will carry me through...
To heaven, I’m in heaven
And my heart beats so that I can hardly speak
And I seem to find the happiness I seek
When we’re out together dancing cheek to cheek


INTRO - Bati nos cinqüenta anos, e meio no paraíso, meio no inferno (e com um atraso prá lá de imperdoável) lanço meu primeiro podcast dos próximos cinqüenta anos... pois, já marquei: me aposento desta labuta, desta vidinha de gravar, editar e publicar podcasts com uns 100 anos. Depois? Bem, creio que só vou curtir minha aposentadoria...
Para quem ainda não percebeu: este podcast possui 3 versões:
A versão FULL, onde abordo aspectos da ciência e da tecnologia, da internet e do comportamento humano;
A versão COMPACTO DUPLO, onde, ensanduichado por duas músicas, trato dos aspectos da cultura urbana e da arte contemporânea. Estas 2 versões são apresentadas intercaladas a cada 15 dias.
A última é a Versão Acústica, por enquanto semanal ('tô reavaliando esta freqüência), onde faço a narração dos artigos sobre o podcasting.

OMDTM - Meio doido, parto de uma análise sobre o que diferencia negócios (core business) de finanças (finance) para comparar com a diferença de gerações em seu aspecto mais claro e visível: tempo. Tudo para ir justificar como uma tecnologia não-dominada (principalmente por gerações distintas) pode causar uma bruta confusão. Acabo lançando mão do affair Bia Kunze - Programa Hoje em Dia da TV Record de São (veja o video citado no comentário aqui). Hoje somos instados pela TI a uma relação de comunicação não muito clara para a minha geração: o "quid pro quo". Ahn... uso aqui, como música incidental, uma peça interessante apresentada no Podcast ADD nº 297 do maestro Billy de 7 de maio de 2007 - Primal Hightec (autor: Kabelo).

CNR - Uma das coisas mais toscas de nosso pequeno e agitado mundinho podcasting tupiniquim dos últimos tempos é um produto importado!!! Diretamente da Itália, graças aos esforços e destemor do mecenato da Rádio Rosso Pomodoro, conduzida magistralmente pelos bralizianos Vito Andolini e Federico Pindorano, os quais sei lá como - ou em que estado de embriaguez - permitiram que os mais novos comunicadores (rá! rá! rá!) Belmiro e Carolino assumissem os potentes microfones da Rádio. A única dúvida que sobrexiste é: serão Belmiro e Carolino, aparentados ao comediante Tiririca?!?

CNR (complemento) - No ensejo desta pérola do podcasting internacional, eivado pela atmosfera gramatical destes destemidos exemplares, com denodo e uma forma um tanto quanto comezinha, arrestei um texto do publicitário e escritor Sérgio (êita nome supimpa, sô) "Arapuã" de Andrade onde o vezo intelectual pode até inculcar - em imberbes púberes - alguns neologismos e formas gramaticais, por um puro processo associativo, devido ao distrato filológico proposital.

EAIQAUP - Um ouvinte do Impressões, que prefere manter-se anônimo, em seu comentário na edição nº 6 de 16 de maio do Impressões Digitais em sua Versão Acústica, propiciou uma reflexão interessante, a qual - como diria o Rene de Paula do Podcast Roda e Avisa, eu gostaria de compartilhar com você. Assim no "é a ignoranssa qui astravanca u porgréssio" abordei o assunto Gerações.... e o emburrecimento dialético da espécie. Ajustando um pouco a perspectiva histórica e - a guisa de esclarecimento e prevençao - esclareci minhas convicções "religiosas"...

DDBC - Agradecimentos ao seguintes ouvintes: Rubem Luiz, Kadu, Belezumba, Genício Zanetti, Chris Gurtner, Aline Rodrigues, Vito e Federico e Alexandre Sena.

Campanha cidadã Congresso 2010: Não deixe seu representante esquecê-lo, envie idéias, sugestões, palpites... enfim, encha o saco dele! ATÉ AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES, ENCHA O SACO DE SEU REPRESENTANTE!

Terra Brazillis, Jazz em Paz ou Preservativo Musical - Hoje não tem nenhum deles - Muito antes do Camisa de Venus e outros trangressores do rock pop, a gente, da safra de 1957, já andava meio cansado de Frank Zappa:


Bobby Brown (Frank Zappa)

Hey there, people, I'm
They say I'm the cutest boy in town
My car is fast, my teeth is shiney
I tell all the girls they can kiss my heinie
Here I am at a famous school
I'm dressin' sharp 'n' I'm
actin' cool
I got a cheerleader here wants to help with my paper
Let her do all the work 'n' maybe later I'll rape her
Oh God I am the American dream
I do not think I'm too extreme
An' I'm a handsome sonofabitch
I'm gonna get a good job 'n' be real rich
(get a good, get a good, get a good, get a good job)
Women's Liberation
Came creepin' across the nation
I tell you people I was not ready
When I fucked this dyke by the name of Freddie
She made a little speech then,
Aw, she tried to make me say "when"
She had my balls in a vice, but she left the dick
I guess it's still hooked on, but now it shoots too quick
Oh God I am the American dream
But now I smell like Vaseline
An' I'm a miserable sonofabitch
Am I a boy or a lady...I don't know which
(I wonder wonder wonder wonder)
So I went out 'n' bought me a leisure suit
I jingle my change, but I'm still kinda cute
Got a job doin' radio promo
An' none of the jocks can even tell I'm a homo
Eventually me 'n' a friend
Sorta drifted along into S&M
I can take about an hour on the tower of power
'Long as I gets a little golden shower
Oh God I am the American dream
With a spindle up my butt till it makes me scream
An' I'll do anything to get ahead
I lay awake nights sayin', "Thank you, Fred!"
Oh God, oh God, I'm so fantastic!
Thanks to Freddie, I'm a sexual spastic
And my name is
Watch me now, I'm goin' down,
And my name is
Watch me now, I'm goin' down


BackGround - Forrest Gump Soundtrack (The Mamas and the Papas; The Dobie Brothers; Jimi Hendrix; Lynyrd Skynyrd; Alan Silvestri; Paul Simon and Garfunkel; Buffalo Springfield; Jefferson Airplane) e Tiririca.

Saturday, June 09, 2007

Porque Podcasting não é rádiodifusão!


ArtPC_018_08jun07

Recentemente, neste mesmo espaço, andei tecendo alguns comentários - superficiais, é verdade - sobre as diferenças entre o podcasting e a radiodifusão, principalmente no que tange ao formato intrínseco de cada mídia. Naquele momento não me atentei sobre - nem me aprofundei no - quesito, "o rádio e um conjunto de podcasts".

Avaliando, agora, a relação entre um conjunto de podcasts e uma rádio, tal qual a conhecemos, eu devo - respeitosamente - manter minha opinião inicial: Podcasting não possui nada a ver com radiodifusão.

Meu rádio não sintoniza, automaticamente, conteúdos apenas para mim. Mais ainda! Os programas de uma rádio são
estruturados por sei lá quem... só sei que não é por mim! Se estou ouvindo uma rádio e me dá vontade de ouvir um programinha sobre música de câmara e na seqüência uma seleção das notícias sobre economia nacional, seguido por um análise bem-humorada sobre Fórmula 1 entremeada por música latina e p'ra encerrar, ouvir poesias declamadas em bom e castiço português lusitano, eu provavelmente não irei conseguir atingir meu intento. O podcasting, no entanto, me oferece uma sintonia infinita; a assinatura de podcasts me transformam em uma "estação" única, a qual pode ser personalizada de acordo com minhas necessidades e, assim, saciar meu egoísta, único e supremo prazer.

Com uma estação de rádio?! Bem... 'tô frito: sou obrigado a ouvir o que eles me dão, no mesmo instante em que eles transmitem. Com o podcasting eu escuto o que desejo, onde e como quero, selecionando as locuções e gerenciando a seqüência de conteúdos.

Eu não posso retroceder ou avançar um programa de rádio se eu desejo ouvir um trecho novamente ou se estou insatisfeito com o que está sendo transmitido; e se eu sair rodando a sintonia do radinho aleatoriamente, é bem provável que eu nunca encontre o que procuro. Cada arquivo mp3 em meu playerzinho está lá porque eu o coloquei alí! Eu possuo total controle sobre todos os aspectos desta experiência: eu posso afinar, refinar, ajustar - enfim - os padrões de áudio, o ritmo e o conteúdo. Isto cria um enorme diferencial subjetivo em minha atitude como ouvinte. Eu estou ordenando o conteúdo, ele não está sendo imposto a mim.

Podcasting não é radiodifusão, assim como um DVD de um show ao vivo não é uma transmissão de TV ao vivo do mesmo evento. A experiência de um vídeo digital no seu computador está a parsecs de distância daquela vivenciada em um cinema. Momento, local e meio de reprodução são elementos cruciais. O "o quê", "onde", "quando" e "como" referentes à mídia e seu consumo são, por fim, tão influentes na determinação do tipo e qualidade da experiência, assim como o conteúdo informativo da mídia em si. Um daqueles blockbusters hollywoodianos atuais não impressionam nadica de nada quando os reproduzidos eu um iPod, dentro de uma composição completamente lotada do Metrô de SP. Agora vá para uma bela sala de cinema com surround-sound e assista ao mesmo filme...

Rádio e podcast podem se aproximar ou complementar-se, eles podem até reposicionar seus conteúdos de uma forma para uso em outra, mas a experiência de utilização - alguns mais afoitos na evolução da língua irão preferir a aplicação do neologismo usabilidade - será complemente diferente para cada uma das mídias. A radiodifusão - pelo seu caráter expansivo e massivo - age de modo bem diferente no tipo e qualidade da interação e da atenção de uma audiência quando comparado com um podcast .

O podcasting pode até mesmo se tornar em uma mídia que substitua o rádio - já observa-se alguns pequenos indícios da ocorrência deste fenômeno na Europa e nos EUA. Caso se confirme esta tendência de mudança dos padrões de consumo em tempo real e de atenção, teremos conexões web de sistemas on-demand filtrados substituindo antenas e aparelhos de rádios.

Do massivo para o nicho, do coletivo para o indivíduo. Estas são importantes diferenças, as quais deverão - certamente - afetar o ambiente sócio-cultural humano dos próximos anos.

É incontestável que a rádio possui um imenso valor cultural para a humanidade e que possui fatores e modelos extremamente difíceis de serem reproduzidos em podcasts. Um exemplo imbatível é a repercussão de fatos em tempo real. E novamente, afirmo: rádio não é podcast e vice-versa.

Os dois podem compartilhar certos elementos do mesmo DNA de áudio-efeito, eles podem se mixar, complementar-se é até impulsionar um ao outro, mas eu creio que o desenvolvimento do podcasting e o impulso que a compartimentalização de conteúdo e as necessidades de nichos específicos serão fatores preponderantes para definir modelos de produção distintos e economicamente viáveis.


Sérgio Vieira - autor deste artigo, além de - em priscas eras - haver experimentado a função de radialista, hoje é podcaster e se diverte em explicar as diferenças entre abelhinhas e florezinhas.
http://impressoes.vocepod.com
idigitais@gmail.com

Thursday, June 07, 2007

Metropolis [008]

Vejam só como estou "atrapaiado" com o tempo...
Ontem, as 8 da manhã o tempo aqui em São Paulo (da sacada do meu apartamento na parte mais alta do Tatuapé) estava exatamente como meu cérebro tem andado desde o início de Maio.

Visibilidade de 200m e olhe lá! Completamente sem teto. Nem com o auxílio de instrumentos dá p'ra corrigir a falta de tempo.

Tô todo atrasado com tudo, com minhas pinturas, com meus livros, com meus textos e charges, com os podcasts, com os artigos... a mudança para o WordPress? 'Tá na condição postergado "sine die"...









Preciso desanuviar um pouco. Rápido!