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Friday, July 20, 2007

Alberto Santos Dumont


Graças à amabilidade do Ricardo Macari que me indicou esta foto, compartilho com todos a celebração do aniversário de Alberto Santos Dumont de um modo muito. mas muito, concreto mesmo.

Friday, July 13, 2007

Seu podcast é você!

ArtPC_020_13jul07

Inspirei-me, para escrever este artigo - como sempre - a partir da observação de inúmeros podcasts que acompanho desde 2005 e que me dirigiram à seguinte conclusão: Querido podcaster, você já percebeu que seu podcast é você? E que você não é seu podcast?

Pois é... A menos que você seja parte de uma equipe produtora de um podcast, certamente, seu podcast é uma perfeita representação de você. E este é um ponto singular, a pedra angular do conceito "podcast", o qual você - podcaster - não deve esquecer, jamais!

Pois, é sua personalidade, sua voz, sua opinião, seu bom-gosto, que determinam as nuances de condução de seu personalístico produto - seu podcast - tanto para o novo ouvinte como para seu antigo e leal assinante.

As pessoas assinam seu podcast por um único e singelo motivo: eles estão interessados no que você tem a dizer sobre um determinado assunto que você instituiu como fio condutor do podcast, e isto é a pura verdade. Simples assim: você e seu ponto de vista sobre determinado tema - isto é o que interessa.

Não se engane, para o ouvinte, você está completa e totalmente associado, envolto e até confundido com o conteúdo de seu podcast.

Vamos brincar um pouquinho de "fill the blanks" para ilustrar este truismo. Qualquer um que acompanha o podcasting brasileiro tem capacidade de preencher o que se segue:

  • Bia Kunze do ...
  • Rene de Paula do ...
  • Vito Andolini e Federico Pindorano do ...
  • Billy Umbella do ...
  • Adriano Baumart do ...

(tenho quase certeza que você conseguiu pelo menos associar uns dois podcasts aos nomes listados).

Pode-se perceber com esta brincadeira que não é incomum a gente se referir a algum podcaster associando ao nome deste o complemento "do podcast sgruvs" e vice-versa. Vira-e-mexe eu - como muitos - acabo me apresentando a outros podcasters como "prazer, eu sou o sérgio vieira do impressões digitais".

E isso é perfeitamente compreensível. Nossas vozes, sotaques e nuances vocais e tiques idiomáticos são partes integrantes do conjunto, qualquer que seja o nome do nosso podcast.

Agora, lembrando da minha conclusão, se por um lado seu podcast é você, o inverso não é verdade. Você não é e não pode ser seu podcast!

Pode-se explicar isso facilmente: se você escolheu um tema para ser desenvolvido em seus podcasts, por exemplo, "a influência do sânscrito na literatura portuguesa do século 18", note que não vai ser possível você tratar no mesmo podcast de assuntos, como "música islandesa tradicional" só porque você também gosta deste assunto, pois não é o que os seus ouvintes desejam ou esperam ouvir.

Eu mesmo me arrisquei um bocado quando inventei o Impressões Digitais - Versão Acústica, onde simplesmente leio estes artigos sobre o podcasting, e passei a distribuí-lo por meio do mesmo feed do podcast principal, ou melhor, principais (versões Full e Compacto Duplo).

Tudo bem... meu podcast, já em essência, é bem flexível, meio bagunçado, e passível de receber diversos assuntos. Assim, uma traquinagem destas é plausível (ufa!... ainda bem que deu certo).

Entretanto, é evidente que não é nada prudente para podcasters mais focados em um único tema arriscar-se desta maneira. Para evitar uma debandada em massa de assinantes de seu podcast, ou ainda, uma enxurrada de comentários solicitando "um retorno às origens", crie um novo podcast para o novo assunto e desenvolva um novo modo de comunicar-se com um novo tipo de ouvinte.

O poder, que nossas vozes possuem, carrega duas importantes lições:

Primeira - ao mesmo tempo que transporta nossa projeção pessoal, ele permite uma aproximação às nossas personalidades e reconhecimento de nossos gostos, nossas paixões e opiniões.

Segunda - este poder não é onipotente e deve ser cuidadosa e parcimoniosamente utilizado.

De um modo bem simples: Use, não abuse...



Sérgio Vieira - autor deste artigo, sabe que apesar de ter uma vozinha danada de ruim consegue mandar seus diversos recados de um modo bem razoável.
http://impressoes.vocepod.com
idigitais@gmail.com

Saturday, July 07, 2007

I Dig it 034

Hoje é dia de Podcast Impressões Digitais - Compacto Duplo em sua trigésima-quarta edição - versão Compacto Duplo.

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Lado A:
Solidão - Alceu Valença
A solidão é fera, a solidão devora.
É amiga das horas prima irmã do tempo,
E faz nossos relógios caminharem lentos,
Causando um descompasso no meu coração.
A solidão é fera, a solidão devora.
É amiga das horas prima irmã do tempo,
E faz nossos relógios caminharem lentos,
Causando um descompasso no meu coração.
A solidão é fera,
É amiga das horas,
É prima-irmã do tempo,
E faz nossos relógios caminharem lentos
Causando um descompasso no meu coração.
A solidão dos astros;
A solidão da lua;
A solidão da noite;
A solidão da rua.
A solidão é fera, a solidão devora.
É amiga das horas prima irmã do tempo,
E faz nossos relógios caminharem lentos,
Causando um descompasso no meu coração.
A solidão é fera,
É amiga das horas,
É prima-irmã do tempo,
E faz nossos relógios caminharem lentos
Causando um descompasso no meu coração.
A solidão dos astros;
A solidão da lua;
A solidão da noite;
A solidão da rua.


INTRO:
A solidão - em sua ferocidade, lentidão, indolência e em sua essência pegajosa - é o que separa ego de superego, o sorriso social da sisudez introspectiva. E no caso de o deste "I Dig" o que permite a introdução de singelos pequenos "poemas curtos", do estilo, hai-kais nipônicos no Homo Sapiens.

HOMO SAPIENS (poesia numa hora dessas?!):
...1
Procuro, e
Continua tudo
Escuro


Neuras de um ser sozinho: falar com qualquer coisa; manter o computador ligado; jamais comer algo diretamente da panela, mas preparar - caprichosamente - uma mesa ou arrumar uma bandeja para comer em frente à TV; fazer a cama de manhã, mesmo que só ele durma toda noite; com esmero barbear-se e vestir a melhor roupa diariamente - e claro - ouvir Billie Haliday no "talo".

Insert:
Solitude - Billie Holiday (Eddie Delange / Irving Mills)
In my solitude
You haunt me
With dreadful ease
Of days gone by
In my solitude
You taunt me
With memories
That never die
I sit in my chair
And filled with despair
Theres no one could be so sad
With gloom everywhere
I sit and I stare
I know that I'll soon go mad
In my solitude
I'm afraid
Dear lord above
Send back my love


...2

E inverno
Longo


Mais artimanhas para se combater a solidão: deixar a TV ligada; conectar-se a um instant messenger qualquer; comprar uma luneta; morar perto de um café, posto de gasolina ou padaria com loja de conveniência 24 horas.

...3
Inverno, que
Quase findo
Eterno


Nós pauistanos possuímos uma característica interessante: não conheço paulista algum que tenha se ofendido com Nelson Rodrigues quando este provovcou: "a pior solidão é a companhia de um paulista".

...4
Calor. Sufoco
Eu só
Quase louco


Nós, paulistas sorrimos à toa, somos todos meio ingênuos, inocentes, óbvios.

...5
Setembro, lento
Lembro, tento
Só, invento


A frase do Nelson Rodrigues é divertida, mas imprecisa. A companhia de um paulista é imprevisível. Difícil é aceitar um carioca solitário...

...6
Tem dó!
...(silêncio)
Eu tô só


O paulista não tem ilusões: é muito difícil viver em São Paulo... ela é lotada, mas deserta. Somos todos anônimos.

...7
Só lida
Sólida
Solidão


O que mais aflige um solitário é imaginar que a cidade inteira se diverte, e ele, não; que todos têm alguém, e ele está só. O que aflige um solitário é imaginar que faz sol lá fora, e o frio encontrou a sua alma para se instalar. O que alfige um solitário paulistano é que tem alguma coisa acontecendo, e ele está perdendo...

...8
(solar calor)

Dá temor


Agora uma coisa que poucos sabem é que hoje em dia temos à mão para um forma de livrar-se da solidão, mantendo-se devidamente afastado de todos, em segurança em sua casquinha de ovo:
Comece a produzir, já, um podcast... ô ermitão!!


Mais ou menos oriental no verso, assim como orientado pela vida, o Lado B é preenchido por algo que posso considerar um arauto dos meus 20 anos.

Lado B:
I'm so tired of bein alone - Al Green
I'm so tired of being alone,
I'm so tired of on-my-own,
won't you help me, girl,
just as soon as you can.
People say that I've found a way,
to make you say,
that you love me.
But baby,
you didn't go for that,
me, it's a natural fact,
that I wanna come back,
show me where it's at, baby.
I'm so tired of being alone,
I'm so tired of on-my-own,
won't you help me, girl,
just as soon as you can.
I guess you know that I, uh,
love you so,
even though,
you don't want me no more,
hey, hey, hey, I'm cryin' tears,
all through the years,
I tell you like it is,
honey, love me if you can.
Ya baby,
tired of being alone here by myself,
I tell ya, I'm tired baby,
I'm tired of being all wrapt up late at night,
in my dreams, nobody but you, baby.
Sometimes I wonder,
if you love me like you say you do,
You see baby, I've been thinking about you,
I've been wanting to get next to you, baby,
Sometimes I hold my arms and I say,
Mmmmm hmmmm hmmmm,
O baby, needing you has proven to me,
to be my greatest dream.
I'm so tired of being alone,
I'm so tired of on-my-own,
...Sometimes late at night I get to wonderin' about you baby,
Baby, baby, ya...



BackGround:
Piano Concerto No. 23 in A major (Wolfang A. Mozart); Romaria com Maria Bethânia (Renato Teixeira).

Tuesday, July 03, 2007

Uia... esqueci de avisar...

...aos leitores deste blog que modifiquei totalmente o site do podcast (http://impressoes.vocepod.com) e o feed e mais um porrilhão de coisas.

Falta muita coisa ainda para ajustar... desculpem as instabilidades, mas fazer o quê? Além de tudo ser meio complicado, o tempo é escasso.

Felizmente o básico 'tá ajustado e funcionando. Se você tiver alguma dificuldade com o podcast me avise.

Grato