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Friday, January 15, 2010

IPVA: INSENSIBILIDADE DO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Não sou afeito a reinvenções (e agora? com ou sem hífen?), principalmente da roda e de quaisquer outras estruturas basilares do conhecimento humano. 
Assim - na tentativa de destilar um pouco da bile típica daqueles que carregam o peso dos custos de uma sociedade desigual, despreparada, desequilibrada, corrupta e perdulária - comecei a esboçar um textinho virulento sobre a ganância governamental na prática de asfixia crescente da sua galinha de ovos de ouro: a classe média. Mas Providência (não a Previdência, entenda-se bem) sempre surpreende este prolixo escriba. Sem mais nem menos me deparo com o texto de um amigo querido (vide abaixo) que exprime perfeitamente o que havia começado a esboçar. "LEIÃO!"

...
Se não bastasse praticar a maior alíquota para tributar o Imposto sobre a propriedade de Veículos Automotores (IPVA), o contribuinte paulista ainda tem que conviver anualmente com a falta de estrutura no momento de recolher o imposto.
Milhares de contribuintes enfrentaram filas, perderam tempo na internet, tiveram acesso às contas bloqueadas, enfim, se desdobraram na tentativa de honrar seus compromissos com o governo do Estado.
Insensibilidade total. Primeiramente porque o governo do estado de São Paulo insiste em manter o primeiro vencimento em janeiro quando todos nós sabemos o quanto o orçamento familiar está comprometido neste período. Segundo porque parcelar em três vezes é muito pouco. Sem contar que conhecem o volume que será arrecadado e não investem na infra-estrutura necessária para acolher os pagamentos.
A Associação Comercial de Bauru realizou movimento colhendo milhares de assinaturas, inclusive com adesão pela internet, encaminhou a Deputados da região, mas não conseguiu seu pleito que previa pagar o IPVA no mínimo em seis vezes com início a partir de março.
É como se o governo do Estado se bastasse e o que é pior, sua base aliada é conivente, pois pouco ou quase nada fez visando atender o pleito da sociedade.
É combinação que não podemos mais aceitar: elevada alíquota, pagamento a partir de janeiro e ainda problemas no sistema que acolhe os pagamentos.
Quando será que o homem público entenderá que está no cargo transitoriamente? Que o Estado nasceu a partir da sociedade e não o contrário?
É chegado o momento de dar um basta a este tipo de comportamento, que nos leva a refletir se realmente esses governantes estão preparados para gerenciar nossos recursos.
O fluxo de caixa do setor público pode ser revisto, oferecendo a população um alívio nas contas de início de ano, ajudando inclusive a reduzir a inadimplência no comércio e fomentar venda de carros neste período.
Somente pessoas insensíveis não conseguem enxergar o óbvio: não é possível manter esta sede em tributar.
Que os problemas operacionais no sistema possam servir de alerta a este insensível Estado.
Reinaldo Cafeo - Economista, professor universitário, pós-graduado em Engenharia Econômica, mestre em Comunicação. Atualmente, é Delegado do Conselho Regional de Economia - CORECON, consultor empresarial nas áreas econômico-financeira, diretor da Associação Comercial e Industrial de Bauru, perito habilitado para atuar em processos na Justiça do Trabalho e Cível (perícia econômico-financeira), comentarista econômico da TV GLOBO e da 94fm Bauru e Diretor do Jornal O Planeta Economia

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