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Saturday, May 26, 2007

Ouvinte pró-ativo


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Você sabia que em uma conversa comum, informal, um ouvinte encoraja aquele que está falando através de pequenos ruídos como "hum-hum", "ahn-ahn", "sei...". Esta interação é comumente chamada de "audição pró-ativa". Bem... os podcasters necessitam de encorajamento também!
Este artigo irá mostrar a você como ser um ouvinte pró-ativo.
Os meios mais comuns de enviar sua opinião a um podcaster são os emails e comentários em blogs ou fóruns. Não vou tratar destas ferramentas aqui, com certeza você sabe como utilizá-los adequadamente. O podcasting é maravilhoso devido aos prazeres e diversão que o áudio propicia. Com certeza, podcasters irão apreciar seu comentário de texto, mas... um comentário em áudio é sempre muito benvindo. Tanto que os podcasters mais atentos colocam à disposição de seus ouvintes, gravadores em flash em seus sites para que possam ser gravados comentários em áudio facilmente, bastando um computador com um microfoninho. Clicou, gravou... Agora, se você precisa de uma ajudazinha para preparar e enviar um comentário em áudio este é o artigo que você esperava. Telefone - Muitos podcasters colocam à disposição de seu público um serviço de voicemail via telefone. Estes são frequentemente números de telefones ou nomes de usuários de telefonia VoIP, nos quais você pode - através de qualquer telefone - deixar um recado gravado sem custos. Normalmente a qualidade de áudio destas gravações é sofrível, mas fazer o quê?! Bem, pode ocorrer do podcaster não ter este serviço disponível ou você pode querer melhorar a qualidade e editar seu arquivo de áudio. Para isso você precisa usar um...
Computador - e claro, uma conexão internet. Se você é um ouvinte de podcasts, provavelmente, já tem acesso à estas condições mínimas, mas pode ser que falte um...
Microfone - Na web você vai encontrar toneladas de artigos técnicos, comentários e opiniões sobre o assunto "microfones". Aqui posso adiantar simplificadamente: para produzir um comentário para seu podcast favorito, você não precisa de nada muito caro, basta um desses microfoninhos de pedestal, ou um daqueles headsets usados em games. Para quem possui Mac pode-se usar o microfone built-in existente nas máquinas desde os iMacs G3 de 1998. E p'ra gravar sua voz, o que é necessário? Simples, um...
Software - Computador ligado, internet ativa, microfone instalado. Tudo pronto. Você precisa de um programa que coordene a gravação de áudio. Se você tem um Mac, é bem provável que você tenha o Garage Band instalado. Se, por outro lado, seu PC usa o Windows ou o Linux, você pode usar o
software http://audacity.sourceforge.net/ (que também tem uma versão para OSX). Não se preocupe, este software é gratuito. Ôpa! Eu estava esquecendo... você pode também fazer uma gravação através de um outro dispositivo, que pode ser um...
Gravador digital - Muito provavelmente você possui algum aparelho digital que tem a capacidade de produzir um arquivo de áudio que pode ser enviado pelo seu computador. Pode ser um mp3 player ou um telefone digital. Mesmo um telefone comum pode ser usado para tal fim, basta abrir uma conta em um serviço do tipo aquele fornecido pelo www.evoca.com, onde você cadastra um telefone e a partir daí pode gravar arquivos de áudio digital que ficam disponíveis no site do serviço para serem manuseados como você quiser. Vários aparelhos celulares possuem a capacidade de gravar áudio, assim como, obviamente, gravadores digitais tipo o R1 da Roland. Pronto! Agora você pode se meter a...
Fazer uma gravação - Mas antes, pelo-amor-dos-deuses, pense no que você vai dizer, seja, objetivo, suscinto. Podcasters não sabem muito bem o que fazer com loooongas gravações recheadas de "ahns", "hums" e "eeeeees..." . Faça um comentário consistente com o tema do podcast e suas chances de tê-lo reproduzido na íntegra e em destaque serão enormes. Se você preferir escrever e ler seu texto, faça uma primeira gravação e a ouça atentamente. Assim, você perceberá o que deve ser corrigido e o nível de entusiasmo a ser injetado em sua voz deixando-a mais natural. A gente tende sempre a endurecer a voz frente a um microfone. Ah! Fale como se fosse para uma única pessoa, o interlocutor (o podcaster ou o ouvinte do podcast) isso mesmo, no singular, o podcast é algo individual, ouvido por uma pessoa de cada vez. Se é corajoso e vai falar sem um roteiro, faça ao menos algumas anotações para que não perca o fio-da-meada. E uma dica: não refaça ou regrave muitas vezes, assim a naturalidade vai p'ro vinagre... Uma vez gravado seu comentário, salve o arquivo no formato mp3. Tente manter o bit rate tão alto quanto possível, nunca abaixo de 64 kbps para mono ou 128 kbps para estéreo. Atenção para as tags ID3 de seu arquivo mp3 (artist, genre, album e comments). Certifique-se em incluir um título claro, seu nome e seu e-mail quando você for...
Enviar sua gravação - Enviar um arquivo mp3 de alguns megabytes via e-mail às vezes pode ser bem problemático. Uma saída elegante é a seguinte: registre-se em um provedor de espaço gratuito (www.tripod.com, por exemplo oferece de graça espaço de 20MB), faça o upload do seu arquivo através de um cliente FTP e aí basta enviar o endereço do tipo "http://seuprovedorgratuito.com/fulano/comentarios/20070525_oiaeu.mp" via e-mail para seu podcaster. Existem alguns outros truques, como utilizar o www.box.net, um serviço gratuito de disco virtual ou o GMail que aceitam a transferência de arquivos até 10MB, ou ainda o www.pando.com, que permite a transferência de arquivos de até 1 GB!!! Agora se o seu podcaster é um cara legal ele vai achar um jeitinho de gravar um...
Voice Chat - hoje quase todos os serviços de chat (AIM, MSN, iChat, etc.) possuem capacidades de voice chat. Os serviços VoIP (Skye, Gizmo, etc.) são os mais adequados para a captura de áudio devido a qualidade de áudio conseguida em transmissões ao vivo. Pode ficar despreocupado, o problema de como capturar o áudio é de seu podcaster, e pode estar certo, ele fará de tudo par dominar esta técnica.
Tenho certeza que será recompensador você ouvir sua voz em um comentário coeso e inteligente em seus podcasts favoritos.
Este artigo mostrou, rapidamente, algumas maneiras de como você pode enviar comentários de áudio para um podcaster e que, para tanto, não é necessário nenhum malabarismo técnico ou gastar dinheiro, pois não é a qualidade dtécnica o mais importante, mas sim - e acima de tudo - a qualidade e a oportunidade da mensagem.
Muitos crêem que é preciso massagear o ego do podcaster vez ou outra para ele se sentir motivado em sua lida solitária. E quer saber de uma coisa?! Eles estão completamente certos! O nosso aplauso são os comentários de nossos ouvintes.


Sérgio Vieira - autor deste artigo, é um podcaster muito normal, com id, ego e superego, daqueles bem comuns que gostam de receber comentários.
http://impressoes.vocepod.com
idigitais@gmail.com

Wednesday, May 23, 2007

Metropolis [007]


Isso é que é METRÓPOLE!





São Paulo realmente surpreende os mais atentos, tanto por sua grandeza como por suas peculiaridades, sejam elas artísticas ou empresariais...

Afinal que raio de metrópole mundial que possui um Museu de Arte Moderna (MAM) tão fantástico como o nosso, localizado em meio a um parque fantástico como o Parque do Ibirapuera, e ao mesmo tempo demanda necessidades determinísticas como a de mão-de-obra especializada (com toda a influência francesa já incorporada em nossa língua cotidiana) E um serviço MAIS especializado ainda?!?

Friday, May 18, 2007

Criando "smart playlists" no iTunes...

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ou como o iTunes pode selecionar todos seus podcasts ainda não reproduzidos em seu computador.


Hoje eu vou ser bem sucinto, assim mesmo zás-trás.

Todos aqueles que assinam mais que dez RSS's de podcasts em seu iTunes sabem o quão trabalhoso é verificar quais os episódios que ainda não foram reproduzidos. Para aqueles que não usam o iPod, o trabalho é maior ainda, é um tal de marcar caixinha "checkbox" p'ra cá, converter arquivos AAC para mp3 e copiar arquivo p'ra ali, marcar desmarcar o arquivo como novo ("mark as not new") p'ra acolá...

E, antes que alguém perca a paciência comigo e comece a espernear, deixa eu avisar: para aqueles que usam a dupla iTunes/iPod podem abandonar agora a leitura deste artigo (a menos que você seja um filantropo e queira aprender como ajudar pecezistas e destituídos de iPods aflitos, tudo bem, siga em frente).

Este aparelhinho, o iPod, e sua capacidade de sincronismo com o iTunes torna tudo muuuuuito simples. Como dizem os mac-aficionados: o trabalho sujo fica por conta do software. O que vou descrever a seguir é um jeitinho elegante de resolver o problema apresentado na primeira linha deste artigo.

Um olhada rápida em meu iTunes me revela que possuo registradas umas 50/60 assinaturas (muitas inativas e que mantenho por persistência e esperança de retorno da produção destes parceiros inconstantes).

Observação: o número de assinaturas é inexato porque vivo assinando e apagando feeds (alguns podcasts, realmente, após 3, 5 episódios eu não consigo ouvir mais... sou insistente, ouço no mínimo 3 edições para manter no "podcast roll").

Voltando ao fio-da-meada:

Uma vez que o "refresh" do iTunes em meu G5 é diário, não seria nada produtivo eu ficar abrindo cada uma das assinaturas para coletar o que vou ouvir, episódio por episódio, e para isso, ter que manter um sistema de codificação doido do tipo: "marcado como novo", "selecionado", etc.) e lembrar-se do que significa o que... uma droga.A outra opção é largar do jeito que está.. ao deus-dará. O caldo engrossa se você, como eu possuir um aparelhinho mp3 anti-amigo-do-alheio, marcado com um logotipo, assim "meio sony", fabricado na China, ou seja, o velho padrão xing-ling que, além das qualidades já enunciadas, pode ser deixado em qualquer canto, sofrer quedas, molhar, ou ainda, ser esmagado por glúteos, sem que você não sofra quase nada pela perda.Por isso mesmo, o danado é excelente para caminhadas, normalmente o uso em minhas caminhadas com alguns podcasts musicais "mucho locos", só p'ra manter um pé na vanguarda, no experimental, enquanto o outro 'tá lá firmão no clássico).

Assim, na busca de uma solução elegante, p'ra não dizer inteligente, deste probleminha de administração de um monte de episódios inéditos, apresento os passos de um procedimento tão simples, mas tão simples que me considero um perfeito idiota por não ter feito isso antes.

Uma vez que você siga estas instruções - e claro, que o danado do podcaster nomeie seus arquivos de modo estruturado - você estará apto a selecionar, copiar e ouvir todos os episódios não reproduzidos, ordenados do modo você desejar em seu iTunes. E o melhor de tudo! Assim que ele for reproduzido ele será automaticamente removido da "playlist" sem ser excluído da biblioteca (library) do iTunes. Então vamos a elas:

Primeiro passo - após selecionar "New Smart Playlist" do menu "File" um novo formulário irá aparecer. Clique no 1º campo de opções, e escolha "podcast", imediatamente o 2º campo de opções é apresentado como "is true", deixe estar, é exatamente o que você precisa. A 1º regra está completa. Vu que simples? Vamos em frente, falta um bocadinho de nada.

Segundo passo - Para criar a segunda regra, clique no botão com sinal de "mais" (+), nova regra será criada. Agora você deve selecionar "playcount" no 1º campo de opções. Os valores "default" do 2º campo: "is" e "0" (zero) não devem ser alterados!

Estas duas regras filtram todos os arquivos da 'library" do iTunes que possuem uma tag ID3 de contagem de reprodução de valor igual a zero. Aqui cabe um esclarecimento: Tag ID3 são informações em formatos padronizados sobre o nome do autor ("artist"), título da obra ("song title"), ano de produção ("year") e a categoria artística, o estilo ("genre").

Terceiro passo - Importante! No canto superior esquerdo da janela você irá ver uma caixa de verificação ("checkbox") e um campo de opções. Tenha certeza que a caixa de verificação esteja marcada e no campo de opções esteja selecionada a opção "all". Sem isso, vai dar tudo errado e nada funcionará. Por fim, clique em "OK" e feche a janela.

FINIS (o quê mais você quer?)

Sérgio Vieira - autor deste artigo, de vez em quando tem uma recaída e relembra sua fase de "escovador de bits "(daqueles de fazer banco de dados em Basic) e desanda a futricar formas de facilitar a vida desta criançada sôfrega e pândega. http://impressoes.vocepod.com idigitais@gmail.com

Monday, May 14, 2007

I Dig it 032

Hoje é (com um graaaaande atraso) dia de Impressões Digitais - Compacto Duplo em sua trigésima-segunda edição



Neste clima desenraizado e meio on the road, meio beatnik temos o poema composto pelo franco-canadense Jean-Louis Kerouac, (aka Jack Kerouack):

LADO A - Home I'll never be - Tom Waits (Jack Kerouac)

I left New York in 1949
To go across the country without a bad blame dime
Montana in the cold cold fall
Found my father in the gambling hall
Father, Father where you been?
I've been out in the world and I'm only ten
Father, Father where you been?
I've been out in the world and I'm only ten
Don't worry about me if I should die of pleurisy
Across to Mississippi, across to Tennessee
Across the Niagara, home I'll never be
Home in ol' Medora, home in Ol' Truckee
Apalachicola, home I'll never be
Better or for worse, thick and thin
Like being married to the Little poor man
God he loves me (God he loves me)
Just like I love him (just like I love him)
I want you to do (I want you to do)
Just the same for him (just the same for him, yeah)
Well the worms eat away but don't worry watch the wind
So I left Monatana on an old freight train (on an old freight train)
The night my father died in the cold cold rain (in the cold cold rain)
Road to Opelousas, road to Wounded Knee
Road to Ogallala home I'll never be
Road to Oklahoma, road to El Cahon
Road to Tahachapi, road to San Antone
Hey, hey
Road to Opelousas, road to Wounded Knee
Road to Ogallala, home I'll never be
Road to Oklahoma, road to El Cahon
Road to Tahachapi, road to San Antone
Home I'll never be, home I'll never be
Home I'll never be, home I'll never be
Home I'll never be, home I'll never be

HOMO SAPIENS - É muito, muito difícil você encontrar uma livraria, não papelaria, de verdade sequer na maioria das cidades deste brasilzão-de-meu-deus, ou mesmo na maioria dos bairros de São Paulo.
Muitos educadores, escritores e jornalistas andam todos felizes por uma garotada que anda com edições e mais edições de Harry Potter a tiracolo, acreditando que logo, logo essa turma estará lendo Marcel Proust, Flaubert, Stendhal, Florbela Espanca. Ledo engano. Falta estrutura, berço, ambiente para a melhoria da qualidade da leitura...
A natural evolução proporcionada pela Internet pouco adiantou para a melhoria da qualidade (apesar de ter aumentado muito a quantidade) da informação. Quando me embrenho pelos bits e bytes da rede, assim, meio de bobeira, apenas raspando a sua superfície dos repositórios de "conteúdo" da internet, aí-meu-deus!!!
Hoje não é necessário lançar mão do disse-me-disse, do boca-a-boca, sem texto, nem nexo, nem leitura, para criar um bom mito, basta sair digitando uma bobagem qualquer em um blog popular, ou melhor, vá direto à Wikipédia. Lá você enncontrará centenas (se não milhares) de exemplos de parvoíce e "achismo" clássico em artigos completamente sem-pé-nem-cabeça sobre assuntos seriíssimos. É uma zona!
Mas, não fique achando que isso só ocorre na versão em português da Wikipédia, dependendo do dia que você busca, por exemplo, o verbete “Alfred, the Great”, para informações sobre o rei da Inglaterra de 871 a 899, poderá se deparar com coisas do tipo “He was a gay boy”.
Assim, é muito aconselhável que não se fie apenas nesta fonte para suas pesquisas, futrique outras e compare os resultados. Outra boa idéia é a busca de informações de sites de enciclopédias on-line (que receberam financiamentos governamentais, de empresas e de fundações culturais para projetos) supervisionadas pela comunidade acadêmica, como por exemplo, o belo trabalho Flora Brasiliensis, um sistema de informação on-line sobre a flora brasileira.

Lado B - Somewhere / West Side Story - Tom Waits

There's a place for us,
Somewhere a place for us.
Peace and quiet and open air
Wait for us
Somewhere.
There's a time for us,
Some day a time for us,
Time together with time spare,
Time to learn, time to care,
Some day!
Somewhere.
We'll find a new way of living,
We'll find a way of forgiving
Somewhere...
There's a place for us,
A time and place for us.
Hold my hand and we're halfway there.
Hold my hand and I'll take you there
Somehow,
Some day,
Somewhere!

BackGround - Big Legs, Tight Skirt / Boogie Chillen / I'm In The Mood (John Lee Hooker)
Inserts Incindentais - Tuco's speech (Sergio Leone's film: The good, the bad and the ugly / Buono, il brutto il cattivo) e America! (West Side Story).

Friday, May 11, 2007

Caindo na real…

... ou melhor, aplicando podcasting no mundo real.


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Eu estava me preparando para escrever mais um destes artigos para e sobre podcasting, confortavelmente sentado, olhando para a tela do notebook, com aquele cursor piscando na minha frente, quando me veio à mente uma frase que não é inédita, com certeza, mas é interessante: O uso do podcast é ilimitado!

Frasezinha um tanto quanto messiânica, né?! Deixa eu explicar melhor.

Lembrei-me de meados de 2005 quando decidi que iria fazer um podcast e de minha primeira dúvida: “mas, sobre qual será o assunto que irei tratar nesse podcast, meu-deus?!

Eu poderia falar sobre project management (minha área de atuação profissional), mas ela é uma área tão, ou senão, mais restrita e interessante quanto a “gerontologia masculina das tribos do alto xingu”...

Eu me encontrava realmente em um “mato sem cachorro”, tanto que passei quase seis meses pesquisando outros podcasts, alinhavando idéias e formatos, estruturando e avaliando conteúdos, e claro, aprendendo como manusear todas ferramentas de produção de um podcast “de cabo-a-rabo”.

Durante esta fase me dei conta de algo que definiu o formato plural e aberto do Impressões Digitais, quando me perguntei: “quem estaria interessado em ouvir um podcast?” A resposta foi estupidamente óbvia: qualquer um, uai!

Notei que havia já uma boa quantidade de ouvintes de podcasts dos mais variados assuntos, matizes e formatos e muito mais leitores de blogs e participantes de fóruns hiper-especializados. Vários deles já expressando suas opiniões sobre esta nova mídia ainda em seus primeiros e titubeantes passos. Aí, eu perdi todos meus receios e defini o meu podcast como um grande e genérico podcast onde falo de cultura, artes, comportamento humano e tecnologia. Pode pensar em qualquer tema que ele se encaixa em um destes tópicos.

Você deve estar achando que quando afirmo “o uso do podcast é ilimitado”, o faço porque produzo um podcast que abrange qualquer assunto? Ledo engano... Eu faço tal afirmação porque pode-se fazer um podcast sobre qualquer assunto, até “gerontologia masculina das tribos do alto xingu” ou “project management”. Porque não?!

Vamos ver alguns tipos de podcasts que são produzidos por aí:

Negócios – não importa que tipo de bens ou de serviços, há inúmeros e ótimos podcasts tratando desde assuntos para nichos específicos até sobre os grandes temas do mundo empresarial.

Educação – Educadores estão maravilhados com os resultados alcançados pela garotada de todos os níveis escolares quando eles se metem a desenvolver seus podcasts sobre temas desenvolvidos em sala de aula, ou quando usam seus mp3 players para levar aulas para qualquer lugar. Universitários constantemente utilizam o podcasting, principalmente, para distribuição de simpósios e congressos.

Passatempo – Podcast sobre pipas, papagaios, quadrados, pandorgas ou qualquer outro sinônimo para a arte chinesa? Quem estaria interessado em tal podcast? Bem... claro que em casos de hobbies inusitados, são sempre grupos muito pequenos, compostos por alguns poucos membros, entretanto, extremamente fiéis e participativos.

Tecnologia – Este é um dos temas favoritos da tchurminha, tanto produtores como ouvintes. Normalmente com um nome do tipo “qualquer-coisa-tech” e com basicamente dois formatos: análise das novidades e manual de funcionamento. O podcast sobre tecnologia é o chamado “mamão-com-mel”, assunto e informação fidedigna de apoio é o que não falta... basta uma pesquisa básica na Internet para montar uma pauta decente.

Música – Novamente, um dos temas mais recorrentes nas listas de podcasts. Principalmente pelos seguintes motivos: além de ser um formato simples de produção; sempre há alguém que domina um estilo musical, um recesso “indie”, ou possui uma coleção p’ra lá de estranha; e inúmeras bandas independentes vêem a “luz-no-fim-do-túnel”, e claro, cifrões, através do crescente número de podcasters garimpando pela próxima banda da década... O mercadão percebeu que o tempo de vacas-gordas já era, não dá para manter o modelito DRM e encher a burra deste modo. Várias outras formas de monetizar músicas distribuídas pela Internet começam a pipocar, veja o modelo de negócios da Magnatunes (www.magnatunes.com), por exemplo.

Rádio – As rádios públicas e comerciais, já descobriram que o podcasting é a melhor forma de re-distribuir sua produção, e óbvio, agregar mais valor a ela. O conceito da rádio plural e personalizada é atingido através do podcast, ponto final.

Grupos fechados de usuários – eu conheço alguns grupos comerciais que utilizam o podcasting para distribuir informações institucionais, mensagens da direção, cursos e aulas para treinamento das equipes de vendas, etc.

Jornalismo Profissional – A mídia tradicional, principalmente rádio e tv, percebeu há muito (e por isso mesmo domina este quesito como ninguém), que o tempo é seu pior inimigo. Tudo deve ser programado, com pouco espaço de manobra e, portanto, enxuto e direto. O podcasting, no entanto, permite que o jornalista possa, a viva voz, elaborar melhor o seu trabalho, sem ser pressionado pelos limites intrínsecos das mídias utilizadas pelo jornalismo, e possibilitando uma análise mais cômoda por parte do ouvinte.

Religião – Os famosos “godcasts” europeus e norte-americanos começam a fazer escola aqui pelas terras tupiniquins. Mas não pense que somente os sermões apopléticos e suarentos são divulgados, discussões teológicas e estudos de temas diversos de inúmeras religiões estão cada vez mais presentes nas listas de podcasts.

Áudio-livros – Para os deficientes visuais o podcasting em sua vertente literária é algo maravilhoso, até para os que como eu possuem uma visão quase perfeita (para a idade), ouvir pequenos contos e poemas na cama antes de dormir é uma experiência única.
Nem preciso me estender mais para demonstrar que o uso do podcasting é ilimitado como afirmei lá no início, ‘tá na cara que ainda existem muitas outras áreas, como misticismo, paganismo, sexo, esportes, ecologia, etc. Mas, isso é uma outra estória...

Sérgio Vieira - autor deste artigo tem quase certeza que é o primeiro podcaster brasileiro a possuir uma versão de seu podcast (Impressões Digitais – Versão Acústica) que trata apenas sobre Podcasting.
http://impressoes.vocepod.com
idigitais@gmail.com

Thursday, May 10, 2007

Metropolis [006]

A criatividade "camelosística" não respeita fronteiras...

Olha só o exemplar tecnologicamente surreal da capacidade de engabelação de pobres incautos transeuntes destas nossas metrópolis.

Um mané comprou este magnífico "PenDrive" de 2 GB
por R$ 49,00 (18€) de um camelô no Rio de Janeiro...

Notem a preciosidade do detalhe do selinho...

Friday, May 04, 2007

Óia o jabaculê, aí geeeente!


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Um dos maiores desafios para qualquer podcaster, iniciante ou não, recai na questão: “como divulgar meu trabalho?”. Depois de um trabalhão danado, qual o propósito de um podcast se (quase) ninguém está ouvindo?
Hoje eu gostaria de compartilhar algumas idéias que amealhei durante esta minha breve vida de podcaster, e que podem ter alguma serventia para os membros desta confraria e dar uma turbinada em suas audiências. Afinal, todos nós desejamos ter nosso trabalho reconhecido por um mundaréu de pessoas, né?!
Um dos modos mais eficazes e simples de começar a divulgar seu podcast é a “promo”, que nada mais é que um spot, um arquivinho de áudio de 15 ou 30 segundos, mais ou menos, onde divulga-se o nome de seu podcast, endereço (feed e/ou site) e qual assunto ele trata. Isso mesmo, simples, franco e direto! Basta uma voz e uma música de background, de fundo.
Dá para incrementar, dar uma lustrada, com um spot “mezzo” profissional, com tema instrumental e uma voz mais “profiça”, que não a sua, narrando os dados... Com esta duração da “promo”, 15/30 segundos, você consegue duas condições altamente favoráveis:
Primeira – um podcaster com uma voz mais profissional pode fazer a locução quase de graça para você. Utilize o escambo! Sugiro que você troque favores com ele, divulgue o link do podcast do amigo, se você for bom na parte gráfica faça um bannerzinho em troca ou se der faça a “promo” dele!
A segunda condição favorável é que, tenho certeza, todo bom podcaster tem um montão de feeds em seu iTunes e mantém uma boa relação social com vários produtores... Envie sua “promo” para todos eles e peça uma ajudinha para que sejam re-distribuídos a outros podcasters, e claro, gentilmente ofereça algo em troca – de novo – espaço para banners, links, “promos”, etc.
Você pode ser ainda mais gentil e criativo, você pode enviar uma “promo” personalizada para ele distribuir. Algo do tipo: “Olá, aqui é o Sérgio Vieira do podcast Impressões Digitais. Quando eu quero ouvir o melhor sobre a música nagô em sua vertente techno ska, ouço o Nateska Podcast. O Mano Sna e o compadre Fu sabem tudo sobre essa referência da música contemporânea.”
Dá ainda para utilizar ainda alguns sites que se propõem a guardar “promos” para serem distribuídos e utilizados por outros podcasts. É isso mesmo! A irmandade é intensamente colaborativa: um deles é o www.podcastpromos.com, outro é o promos.podshow.com.
Tudo isso dito, até agora, é muito bom para impactar aqueles que já ouvem podcasts e tentar trazê-los para o seu. Porém, nós, já experientes podcasters, sabemos que o verdadeiro e explosivo potencial de crescimento encontra-se entre aqueles que nunca ouviram um podcast. O que nos leva à próxima questão: E como você pode chegar até eles?
Um meio freqüentemente utilizado para tal intento são os fóruns online relacionados ao assunto principal do seu podcast. Como eu sou um generalista, assim como meu podcast, não consigo praticar esta manobra, mas 90% dos podcasts são sobre assuntos específicos, e aí, tenho certeza, não será nada difícil você encontrar vários fóruns adequados ao seu domínio. O truque aqui não é você ficar “martelando”, “vendendo o seu peixe” a todo momento, em tudo quanto é post do fórum. Seja um membro ativo e utilize um approach bem mais sutil e eficaz. Basta utilizar sua assinatura para indicar algo como – Zirocs: produtor do Sgruvs Podcast, e toda vez que um tópico resvalar em um assunto por você já abordado no podcast, tasca lá – sem piedade – uma referência para o seu show notes ou podcast. Mas, como sempre, não abuse e não adianta ficar esgoelando feito camelô na esquina, isso só vai torná-lo “persona non grata” e ser banido do fórum, e o que é pior: o grupo de potencial ouvintes será perdido.
A outra forma de divulgação é através da mídia tradicional. Isso mesmo: tv, rádio, revistas e jornais. Eles possuem audiência e leitores, e você tem todo direito de usar estas mídias pra vender podcasts. Envie um e-mail simpático, apresente uma sugestão no site deles propondo o assunto podcasting como pauta. Eles provavelmente ouviram algo a respeito, mas nem sabem como chegar até nós (com honrosas exceções). Eles podem apenas estar interessados em apreender um pouco mais para lançarem os seus próprios, ou te alugam a tarde inteira para fazer uma matéria de 5 minutos sobre podcasting para um programa juvenil de sábado à tarde onde você aparece durante exatos 10 segundos (foi o que aconteceu recentemente comigo). Não desanime, você vai ouvir muitos “ahn... não, obrigado”, lembre-se eles têm várias outras histórias competindo pelo mesmo espaço.
Também recomendo usar o Google Alerts para assuntos específicos. Se você já possui uma conta Google, basta ir para All My Services e clicar em Alerts e definir algumas palavras-chaves que o Google irá enviar emails avisando os websites que contenham tal assunto. Essa técnica é boa para você encontrar referências ao seu blog e podcast, que irão servir tanto para você se balizar como para você criar links de seu site para eles... Mas, pela-amor-de-deus nada de colocar um link com um textinho do tipo “leia o que fulano diz do meu site”... Faça um comentário idôneo e equilibrado sobre o artigo e o site que o hospeda, deixando ao seu leitor a nobre tarefa de avaliar e se posicionar quanto ao assunto.
Antes que eu esqueça: bote a cara p’ra bater! Se você tiver a sorte de participar de convenções e exposições no campo de interesse de seu podcast, sem dúvida você precisa se fazer notar. Claro que não é necessário alugar um stand (embora esta não seja uma má idéia), apresentando-se para um público-alvo é uma excelente forma de conquistar novos ouvintes. Não seja tímido, você está se auto-promovendo, você precisa ser lembrado... não esqueça de distribuir seus cartões de podcaster.
Você também pode se fazer notar marcando presença em outros podcasts. Se alguns dos podcasts que você ouve, possui segmentos afins a sua área de atuação, ofereça a sua contribuição, estruture uma pauta, ajude na produção com arquivos, idéias, produza algo... você pode referenciar seu podcast rapidamente no fim do trabalho. Garanto o seu amigo podcaster não irá reclamar. Sim... sei que retornei ao universo dos “já ouvintes”, mas audiência nunca é demais. O que me leva a um outro meio de promover o seu trabalho: faça com eu estou fazendo aqui! Este artigo é um exemplo!! Ofereça sua contribuição para publicações relacionadas ao podcasting. Novamente, seja criativo! Como podcaster você sabe coisas que os outros não sabem… Compartilhe. Não dói nadinha. E o retorno, posso afirmar, é excelente.
Minha última sugestão para conseguir divulgar seu podcast é a mais simples e barata delas: boca-a-boca. Uma coisa é certa, o ser humano fala pacas! Peça a sua audiência para falar aos amigos sobre seu podcast.
...
Nenhuma destas idéias são mágicas e lhe darão um milhão de ouvintes do dia para noite, mas uns aqui, outros acolá, garanto, irão se tornar cativos de seu trabalho.

Sérgio Vieira - autor deste artigo além de podcaster, adora dizer a todos aqueles que o procuram para uma opinião: "faça o que eu digo, assim como o quê eu faço". http://impressoes.vocepod.com idigitais@gmail.com