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Saturday, November 24, 2007

Jazz e Podcasting

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Muitos ouvem a palavra JAZZ e imediatamente a associam ao passado e a nomes como Dizzy, Coltrane, Monk, Miles, Chet, Brubeck e muitos outros. Então, alguém pode explicar como é que este estilo musical ainda sobrevive?

O jazz é sem dúvida uma das mais criativas formas da arte norte-americana, bem como a sua única vertente musical realmente original.

Se você gosta de jazz e tentar buscar nas rádios brasileiras, você provavelmente ouvirá na maioria das vezes - quando e se encontrar! - algo como jazz misturado com R&B ou com bossanova. Na internet você pode até encontrar o jazz tradicional ou clássico, como também as suas dezenas de variações: moderno, experimental, acid, progressista, fusion ou ainda o nu-jazz...

...

Todos os que acompanham meu podcast - Impressões Digitais - sabem que além de eu utilizar constantemente o jazz como background de meus podcasts, a seção onde toco uma peça completa - a Jazz em Paz - é quase uma constante do Impressões Digitais versão Full. E sabe porque eu faço isto? Óbvio que é por que eu gosto de jazz! Mas o principal motivo é o mesmo deste artigo: minha expectativa de que você se aproxime do jazz, pois este tipo de música não é muito conhecido pelo público de podcasting.

Para lançar alguma luz sobre o jazz, e, em particular, o jazz em podcasting, eu me proponho aqui a responder as seguintes questões:

1) O que significa jazz?

2) E será que o podcasting é uma maneira eficaz de divulgação do jazz?


Bem... de cara eu posso dizer que jazz possui inúmeras definições... então, mais uma ou menos uma, não faz diferença, não é? Pois então... eu diria que além de ser um tipo de música sincopada, polirítmica e calcada no canto e contra-canto e na improvisão o jazz, basicamente, está nos ouvidos de quem ouve.

Assim como duas pessoas podem olhar para uma pintura e derivar dois diferentes significados, duas diferentes interpretações, o jazz é mais uma das formas subjectivas de arte. No meu entendimento jazz é, sempre, uma evolução constante e criativa de uma forma musical complexa.

Seja você admira o jazz tradicional ou é um amante do jazz contemporâneo, qualquer que seja seu matiz jazzístico, sabe que o improviso é fator comum, é a característica fundamental do jazz. Ele vem do coração, é expressivo, carrega um elevado grau, muitas vezes desprezado, de disciplina musical e virtuosismo, e por isso mesmo exige um maior amadurecimento musical e artístico tanto dos executores como de seu público. Eu sei, vocês vão dizer que jazz é elitista... eu sei, eu sei... e vocês estão corretíssimos!

O jazz é o resultado da derivação de um tema musical numa direção diferente de sua forma original. Frequentemente associa-se o jazz como sendo uma evolução do blues, no entanto, podemos tomar uma peça clássica interpretá-la numa versão jazzy, em uma outra abordagem, bem diferente da intenção original.

Jazz e podcasting parecem ser uma combinação quase perfeita, uma vez que muitos podcasters - assim como músicos de Jazz - trabalham a partir de um esboço muito simples para com seu estilo pessoal desenvolver temas, fazendo-os fluir livremente em direções nem sempre percorridas pela mídia tradicional.

Alguns afirmam que jazz é o resultado da mistura entre blues e gospel, em uma outra forma de se ver a vida cotidiana, empacotada, sufocada e recoberta de improvisos.

Jazz é a liberdade de idéias, de espírito, de alma e de sons. Através da improvisação estes elementos se tornam vivos para o intérprete, bem como ao ouvinte pela interpretação.

Jazz é uma forma muito disciplinada de arte. Apesar dele parecer caótico, na realidade ele é - devido a sua complexidade - extremamente aberto e permeável. Basta ser versado em teoria musical para perceber isso.

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Quanto à segunda questão - se o podcasting é uma maneira eficaz de divulgação do jazz - uma parte de mim não vê o podcasting ajudando a trazer mais pessoas para o jazz, mas para o gosto jazzístico do podcaster. Parece que o podcasting só atinge aqueles que já apreciam o gênero. Mesmo enriquecendo a divulgação da obra, complementando as informações sobre a peça e o autor, esse meu lado mais pragmático diz que o podcasting é só e apenas mais uma forma de transmitir música. Só isso!

Eu creio - também - que o podcasting pode dar uma mãozinha às pessoas que já têm algum, ou muito, interesse no jazz. No entanto, para as pessoas que não curtem jazz, com certeza, o podcasting não vai mudar a maneira de se encarar este tipo de música, ao menos, assim de imediato. A longo prazo? Quem sabe?

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Claro que o podcasting também serve como uma bela vitrine para exposição de artistas, novos ou velhos. Já está mais que claro que esta forma de distribuição de conteúdo inédito é a mais promissora da nova tecnologia de informação, via cabo ou wireless. Pois, abrange tanto o entretenimento como a cultura e a educação.

A ampla disponibilidade da tecnologia internet, a facilidade de acesso à música que ela proporciona, e claro, os baixos custos de divulgação tornam o podcasting em uma ferramenta imprescindível de transmissão da música em todas as suas variações e formas... Em contraponto a este aspecto encorajador, devemos lembrar que o podcasting ainda é um pouco complexo, de compreensão e domínio muito difíceis para a maioria das pessoas que navegam na internet, e portanto, ainda não atinge quase nada do que poderia em termos de ouvintes.

Um aspecto instigante do jazz reside na sua capacidade, diferentemente de tantas outras formas musicais, de atrair e manter o convívio de pessoas de diferentes culturas. Outro exemplo, alguns lembrarão, é a música clássica. Entretanto, esta última não possui aquilo que também é uma das caraterísitcas únicas do jazz: a capacidade de evoluir em nichos distintos e fundir-se rapida e naturalmente com novas estruturas como Rock'N'Roll, Hip Hop e R&B, dando origem a inovadores campos musicais.

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Assim como outros podcasts sobre tendências musicais, aqueles que se utilizam do jazz podem apresentar aos novatos ouvintes: clássicos, medalhões, experimentalismos “mucho locos”, e claro, novos músicos... permitindo a exposição e alavancando uma nova geração jazzy.

Agora, o que atrapalha mesmo é o pouquíssimo espaço que o jazz dispõe nos meios tradicionais de comunicação. Tirando a vontade do adepto de buscar na internet, nas prateleiras das lojas de cds e em alguma estação de rádio - ou tv - aqui, outra acolá, é que se tem acesso fortuito ao jazz.

O que p´ra mim é, com certeza, uma dádiva por um lado e uma cruz pelo outro! Afinal, creio ser um dos pouquíssimos podcasts em língua portuguesa que divulga o jazz. Isso é muito bacana p´ro meu ego, mas é péssimo p´ra nossa cultura...


Sérgio Vieira - autor deste artigo, gosta muito de jazz, mas curte outros estilos musicais, afinal tudo tem seu momento.

http://impressoes.vocepod.com
idigitais@gmail.com





Sunday, November 11, 2007

I Dig it 039

Até que enfim! Hoje é dia de Podcast Impressões Digitais na versão Full, edição nº 39 de 4 de novembro do ano gregoriano de 2007.


Roda Viva - Chico Buarque e Fernanda Porto (Chico Buarque)
Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda peão
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira pra lá
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda peão
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola pra lá
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda peão
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade pra lá
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda peão
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda peão
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda peão
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração


Introdução: Quando uma voz é ativa, o status quo busca desqualificá-la, tudo fica a um passo do desastre, com um ar rançoso e rancoroso permeando os círculos, tanto à esquerda como à direita, agora ou quarenta anos atrás.
Para enriquecer esse singelo Impressões lanço mão dos inteligentes, intrigantes, elegantes e sempre mais-que-perfeitos pensamentos do seu Milton: “Depois de tantos anos de vida, por consciência, temperamento ou até mesmo cansaço, descubro que sou e continuo sendo um democrata... Alguém tinha que ser!!!“ conversa entre seu Milton e Flávio Damm, fotógrafo em 1973.
Para quem viveu uma época pra lá de estúpida e esdrúxula, sob uma ditadura militar, onde se vivia um um teatro de chancela, onde os direitos da cidadania estavam restritos aos ditames do AI-5 (clica aí no Google e pesquisa sobre o assunto!), onde só havia o certo e o comunista, o homem de bem e o terrorista, os aparelhos e os porões da Oban e do Doi-Codi, as cadeiras-do-dragão e os paus-de-arara, os murros em ponta de faca, o arena e o opinião, a resistência e os movimentos, gente espancada por grupos para-militares e comandos, como o de Caça aos Comunistas , as fugas, os exílios, os pais e filhos desaparecidos, mortes suspeitas em acidentes inverossímeis, e jornalista enforcado em suas próprias meias, amarradas numa grade a 1,2 m de altura... é duro, é muito difícil suportar impassivelmente os imbecis arautos das benesses de um passado ditatorial e das possíveis catastrófes advindas da liberdade de escolhas democráticas atuais da maioria de um povo. Se errou, procure acertar da próxima vez. Sempre dentro das regras democráticas...


O Manual do Torneiro Mecânico: “As novas realidades nem sempre ultrapassam a velha sabedoria. Uma coisa é conceito, outra experiência existencial... Teu avô pode não ter um curso secundário, mas tem 67 anos“ - extraido de um texto do seu Milton de título: Conflitos, de 1963.
Caso você não saiba, os vegetais nunca foram considerados uma das espécies mais inteligentes do planeta. Mas nada disso importa no processo de seleção natural. O que importa nessa vida é deixar muitos descendentes, ocupar de maneira eficiente os ecossistemas e ser capaz de se adaptar quando o ambiente muda. Por tal ponto de vista, o milho, é muito mais bem-sucedido que a espécie humana. Pois, ele domesticou direitinho os seres humanos. O processo de nossa domesticação começou por acaso, em algum lugar do México. Naquela época, quando o milho vivia em constante competição com outros vegetais, eles sofreram mutações que pareciam letais. Os grãos deixaram de se soltar do sabugo ao amadurecer e as espigas, ainda pequenas e primitivas, deixaram de se abrir facilmente. Os homens passaram a colher o grão antes que caísse no chão. Além de comê-los, estes passaram a plantar os primeiros campos de maneira organizada. Com a alimentação abundantemente produzida o ser humano foi induzido a deixar de ser um animal primitivo e violento, fez de nós animais relativamente dóceis. Nos organizamos em sociedades capazes de dedicar esforços para promover a expansão do milho. A dependência humana é tanta que gasta-se bilhões de dólares para encontrar petróleo e assim produzir fertilizantes e para transportar vegetais. Outros bilhões são gastos para modificar a genética deles e produzir inseticidas...
Estamos chegando ao absurdo de destruir em definitivo o ambiente e o equilíbrio natural na busca de meios para alimentar mal e porcamente 6 bilhões de seres humanos hoje e em uma geração algo em torno de 20 bilhões... O homo está provando que de sapiens ele não possui nada, apesar do cérebro.


Os Pensamentos do seu Milton, o guru do méier: “O único democrata autêntico que conheci em minha vida foi o Papa Doc do Haiti. Fuzilava inimigos, amigos e até parentes com absoluta imparcialidade.” - conversa entre seu Milton e o fotógrafo Paulo Gancez em 1971.


Caiu Na Rede: “O extraordinário desenvolvimento da ´civilização´ só trouxe como consequência o idiota alcançar um raio de ação jamais imaginado. O mundo tem hoje, pela primeira vez, o idiota global.” - extraído do texto de seu Milton, Ilusões de 1957.
Pois bem, pesquisando sobre o tropicalismo para o podcast anterior bati no site music.download da cnet e olha só, encontrei uma perfeita pérola da desinformação estruturada . A Molly Wood devia perder o emprego!
Outra bobagem que caiu na rede: Em Novembro de 2004, circulou um spam convidando para a World Multi-Conference on Systemics, Cybernetics and Informatics (WMSCI) que se realizou em Julho de 2005. Estudantes do MIT decidiram sacanear e criaram um software capaz de gerar textos acadêmicos com gráficos, tabelas e equações mais ou menos ordenados, de tal forma que pudessem ser lidos sem problemas de coerência lingüística, mas que na verdade não possuiam sentido ou significado algum. Dois desses textos gerados pelo programinha foram enviados para participar do danado do congresso e um deles, o documento intitulado Rooter: A Methodology for the Typical Unification of Access Points and Redundancy foi aceito!!!
Após a publicação da notícia de que um artigo desta natureza havia sido aceito pela WMSCI, o meio acadêmico questionou-se: qual o método de validação e análise foi utilizado? Isso era um caso isolado ou recorrente? E também, quem era Nagib Callaos? Você pode encontrar um trabalho publicado por este senhor, de título: Toward a Systemic Notion of Information: Practical consequences onde ele propõe uma interpretação do modelo matemático proposto pelo cientista Claude Shannon, utilizado pelos teóricos da comunicação.
Muitos afirmam que não existe apenas uma má interpretação da teoria de Shannon, mas também que Callaos faz uma mistureba enorme de conceitos e, portanto, o seu texto parece seguir os mesmos princípios desenvolvidos pelos alunos do MIT, ou seja uma bobajada sem tamanho com aspecto acadêmico.


É a Ignoranssa qui Astravanca u Porgréssio: "A censura começa por impedir a circulação pública de poucos textos muito legais de alguns escritores e acaba deixando como legado escrito muitas proibições legais de circulação tanto de escritores como de público." - frase de seu Milton proferida não sei onde, não sei quando.
Mais frases:
“O fato de um camponês poder tornar-se rei não torna um reino democrático.” - Woodrow Wilson, 28º Presidente estadounidense de 1913 a 1921.
“A democracia é apenas a substituição de alguns corruptos por muitos incompetentes.” - Bernard Shaw, escritor irlandês
Na década de 70 conheci a Revista Grilo e um grande cartunista, o Edgar Vasques, gaúcho, criador do magnifíco Rango: um personagem miserável, esfomeado, marginalizado, pobre, desempregado, e que vivia dentro de uma lata de lixo.
Em um cartum - que, p´ra mim, é a melhor representação do que foram os anos de chumbo - Rango é questionado pelo seu filho: "Paiê! O que é democracia?!" - E o Rango responde: "É grego!"
Passaram-se muitos anos... conseguimos a redemocratização do estado brasileiro, de modo meio capenga, certo, mas estamos indo... cada vez mais envoltos nas sutilezas e opções deste mundo interligado, instantâneo e de compressões e expansões globalizantes. Ou seja, nossas relações formais - sociais e políticas - estão muito mais complexas... e creio que todas estas distorções que envolvem nossas instituições políticas estão vinculadas a esta complexidade. E é por aí, nessa relação Dr. Jekyll-Mr. Hyde da política que encaro, pois creio que é no entendimento, no reconhecimento desta linha divisória naquilo que chamo de domínio cultural da ética, que talvez se encontre uma solução para nossas agruras.
Primeiro alguns exageros de nossa jovem democracia, ou simplificações políticas, ou melhor, mentiras deslavadas de políticos pilantras:
1. A desinformação do eleitor é um problema de cultura, de educação.
2. Para acabar com isso que esta aí no Congresso tem que haver uma ampla reforma política o mais rápido possível, assim - pá! - numa canetada só.
3. Alardeia-se toda semana que precisa-se fortalecer o Legislativo.
4. Muitos exigem que deve-se reduzir o número de partidos e financiar as campanhas.
5. O Congresso é o fórum de debates e decisões legislativas.
Derrubar estas perorações não é nada difícil (ouça o podcast, ô criatura!) o difiícil é atentar que é necessário compreender que:
a. Aguardar alguma proposta destas instituições que aí estão é pura perda de tempo e paciência. Pode esquecer...
b. Estas insituições são arcaicas, desconectadas da realidade atual, seus patrocinadores ignoram os novos paradigmas, e cabe à sociedade o patrocínio imediato de uma nova maneira, inventiva de se tratar as relações políticas e seus reflexos sócio-econômicos.
c. A solução exige reais lideranças sociais muito bem organizadas e com projetos de gestão política globalizantes de curto, médio e longo prazo muito bem definidos.
Tendo isto em vista, também é necessário que deve-se: Excluir aqueles que propõem projetos de poder. Que você faz parte da solução, caso contrário é parte do problema. Ninguém cria uma grande obra sozinho de um dia para outro, portanto, paciência e perseverança é a receita. E por fim, mas não esgotando o assunto, a tecnologia básica atual permite que você crie redes sociais interessadas em um tema comum... Você quer uma dica melhor do que esta?!

Como ainda temos que conviver com este modelito tacanho, de poder desbalanceado, mais do que nunca a minha campanha cidadã Congresso 2010 deve ser lembrada...
Não deixe essa turma de loucos lá de Brasília fazer mais bobagens do que já fizeram, lembre-se:
ATÉ AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES, ENCHA MUITO O SACO DE SEU REPRESENTANTE!
Ligue pra ele, mande emails, cartinhas pelo correio... aporrinhe o danado. Aumente suas chances de provocar um momento de lucidez nele. Se você não fizer nada, a chance dele mudar é ZERO!
Então: ATÉ AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES, ENCHA O SACO DE SEU REPRESENTANTE!


Jazz em Paz: Já que gringo não sabe o que é Tropicália. Já que gringo acha que samba é bossa nova e bossa nova é jazz:

Wave - A Jacarandá (Tom Jobim)
Vou te contar, os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração pode entender
Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho
O resto é mar, e tudo que eu não sei contar
São coisas lindas que eu tenho pra te dar
Vem de mansinho a brisa e me diz
É impossível ser feliz sozinho
Da primeira vez era a cidade
Da segunda o cais, a eternidade
Agora eu já sei, da onda que se ergueu no mar
E das estrelas que esquecemos de contar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite vem nos envolver

Desde que o samba é samba - Victoria Abril & Rosa Passos (Caetano Veloso)
A tristeza é senhora,
Desde que o samba é samba é assim
A lágrima clara sobre a pele escura,
a noite e a chuva que cai lá fora
Solidão apavora,
tudo demorando em ser tão ruim
Mas alguma coisa acontece,
no quando agora em mim
Cantando eu mando a tristeza embora
O samba ainda vai nascer,
O samba ainda não chegou
O samba não vai morrer,
veja o dia ainda não raiou
O samba é o pai do prazer,
o samba é o filho da dor
O grande poder transformador


BackGround: One O'clock Jump (Tommy and Jimmy Dorsey); Boogie Woogie (Tommy Dorsey); Lester Left Town & Moanin' (Art Blakey & The Jazz Messengers); Gisele (A Jacarandá)

Thursday, November 01, 2007

Paz sem voz é medo...













Imagine (John Lennon)

Imagine there's no Heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today

Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace

You may say that I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world

You may say that I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will live as one















Versão (mais ou menos) livre: Sérgio Vieira

Imagine: não há paraíso,
É fácil, tente!
Nenhum inferno lá embaixo,
Apenas o céu lá em cima.
Imagine: todos
Vivendo apenas o hoje...

Imagine: não há países,
Não é difícil imaginar,
Sem motivos p'ra matar ou morrer,
Sem nenhuma religião também.
Imagine: todos
Vivendo a vida, em paz...

Você talvez diga que sou um sonhador,
Mas, não sou o único.
Espero que algum dia você se junte a nós,
Assim o mundo viverá unido.

Imagine: não há posse,
Você consegue?
Sem ganância ou fome,
O homem irmanado.
Imagine todos
Compartilhando tudo.



*****

Se não houver o sonho, a vontade torna-se apenas desejo.
Se não houver a disposição, a realidade é apenas um sonho.

*****

"Saúde, paz e grato pela companhia..."



P.S. Post integrante da blogagem coletiva proposta pelo Lino Resende, clique aqui para conhecer os participantes e seus textos.