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Monday, May 14, 2007

I Dig it 032

Hoje é (com um graaaaande atraso) dia de Impressões Digitais - Compacto Duplo em sua trigésima-segunda edição



Neste clima desenraizado e meio on the road, meio beatnik temos o poema composto pelo franco-canadense Jean-Louis Kerouac, (aka Jack Kerouack):

LADO A - Home I'll never be - Tom Waits (Jack Kerouac)

I left New York in 1949
To go across the country without a bad blame dime
Montana in the cold cold fall
Found my father in the gambling hall
Father, Father where you been?
I've been out in the world and I'm only ten
Father, Father where you been?
I've been out in the world and I'm only ten
Don't worry about me if I should die of pleurisy
Across to Mississippi, across to Tennessee
Across the Niagara, home I'll never be
Home in ol' Medora, home in Ol' Truckee
Apalachicola, home I'll never be
Better or for worse, thick and thin
Like being married to the Little poor man
God he loves me (God he loves me)
Just like I love him (just like I love him)
I want you to do (I want you to do)
Just the same for him (just the same for him, yeah)
Well the worms eat away but don't worry watch the wind
So I left Monatana on an old freight train (on an old freight train)
The night my father died in the cold cold rain (in the cold cold rain)
Road to Opelousas, road to Wounded Knee
Road to Ogallala home I'll never be
Road to Oklahoma, road to El Cahon
Road to Tahachapi, road to San Antone
Hey, hey
Road to Opelousas, road to Wounded Knee
Road to Ogallala, home I'll never be
Road to Oklahoma, road to El Cahon
Road to Tahachapi, road to San Antone
Home I'll never be, home I'll never be
Home I'll never be, home I'll never be
Home I'll never be, home I'll never be

HOMO SAPIENS - É muito, muito difícil você encontrar uma livraria, não papelaria, de verdade sequer na maioria das cidades deste brasilzão-de-meu-deus, ou mesmo na maioria dos bairros de São Paulo.
Muitos educadores, escritores e jornalistas andam todos felizes por uma garotada que anda com edições e mais edições de Harry Potter a tiracolo, acreditando que logo, logo essa turma estará lendo Marcel Proust, Flaubert, Stendhal, Florbela Espanca. Ledo engano. Falta estrutura, berço, ambiente para a melhoria da qualidade da leitura...
A natural evolução proporcionada pela Internet pouco adiantou para a melhoria da qualidade (apesar de ter aumentado muito a quantidade) da informação. Quando me embrenho pelos bits e bytes da rede, assim, meio de bobeira, apenas raspando a sua superfície dos repositórios de "conteúdo" da internet, aí-meu-deus!!!
Hoje não é necessário lançar mão do disse-me-disse, do boca-a-boca, sem texto, nem nexo, nem leitura, para criar um bom mito, basta sair digitando uma bobagem qualquer em um blog popular, ou melhor, vá direto à Wikipédia. Lá você enncontrará centenas (se não milhares) de exemplos de parvoíce e "achismo" clássico em artigos completamente sem-pé-nem-cabeça sobre assuntos seriíssimos. É uma zona!
Mas, não fique achando que isso só ocorre na versão em português da Wikipédia, dependendo do dia que você busca, por exemplo, o verbete “Alfred, the Great”, para informações sobre o rei da Inglaterra de 871 a 899, poderá se deparar com coisas do tipo “He was a gay boy”.
Assim, é muito aconselhável que não se fie apenas nesta fonte para suas pesquisas, futrique outras e compare os resultados. Outra boa idéia é a busca de informações de sites de enciclopédias on-line (que receberam financiamentos governamentais, de empresas e de fundações culturais para projetos) supervisionadas pela comunidade acadêmica, como por exemplo, o belo trabalho Flora Brasiliensis, um sistema de informação on-line sobre a flora brasileira.

Lado B - Somewhere / West Side Story - Tom Waits

There's a place for us,
Somewhere a place for us.
Peace and quiet and open air
Wait for us
Somewhere.
There's a time for us,
Some day a time for us,
Time together with time spare,
Time to learn, time to care,
Some day!
Somewhere.
We'll find a new way of living,
We'll find a way of forgiving
Somewhere...
There's a place for us,
A time and place for us.
Hold my hand and we're halfway there.
Hold my hand and I'll take you there
Somehow,
Some day,
Somewhere!

BackGround - Big Legs, Tight Skirt / Boogie Chillen / I'm In The Mood (John Lee Hooker)
Inserts Incindentais - Tuco's speech (Sergio Leone's film: The good, the bad and the ugly / Buono, il brutto il cattivo) e America! (West Side Story).

2 comments:

Maroca said...

Engraçado ter caído aqui, Sérgio. Eu tenho pensado muito na relação homem x máquina e ultimamente vinha querendo desenvolver um trabalho olhando a tecnologia pelo viés da música. tava justamente pensando no gil, no cérebro eletrônico e no pela internet. tem uma música do mesmo disco de 69, futurível, que me ficou fazendo pensar no projeto de brasil que gil teria, que os tropicalistas tiveram e em que grau isso se manteve, em que sentido isso mudou. passa no meu blogue depois (www.enloucrescida.blogger.com.br). acho que tem coisas a ver.

Sergio Vieira said...

Tô indo agorinha mesmo...
Hum... homemxmáquina (parece ergonomia na veia), e quanto ao Tropicalismo, creio que o pessoal 'tava mais para o provocativo mesmo, mais para sacudir as idéias estéticas meio década de 50 que andava por aí ainda... Eles não estavam nem aí para o futuro (você já viu jovem de 20 e poucos preocupado com o futuro?). O Projeto de Brasil deles (e de mais um bocado de gente) era imediatista e simples: LIBERDADE - Abaixo a Ditadura - Viva a Democracia! Só com a Liberdade poder-se-ia tentar alguma coisa... 'Cê num lembra não? 60/70 a gente tava debaixo dos coturnos... Mas isso é uma outra história...